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Após ameaças, Mauri König volta ao Brasil e à Gazeta do Povo

Após sofrer ameaças de morte e passar dois meses fora do País, Mauri König voltou à redação da Gazeta do Povo nesta 2ª.feira (18/2). Longe da esposa e do filho pequeno, que se mudaram definitivamente para outro Estado, o repórter tenta retomar a rotina de trabalho, embora hoje ela em nada se assemelhe à que vivia antes das ameaças. “Mudou completamente. Hoje tenho a rotina de uma pessoa que mora só. Não tenho mais a minha esposa e meu filho em casa. Ela ficou insegura de permanecer em Curitiba, especialmente por causa do nosso filho, que tem só três anos”, conta. Não é a primeira vez que König é ameaçado. Em 2003, trabalhava na sucursal da Gazeta do Povo em Foz do Iguaçu quando fez uma reportagem – documentada em áudio e vídeo – mostrando um consórcio criminoso formado por policiais civis da região com receptadores do Paraguai. O jornal avaliou que seria melhor o repórter mudar de cidade. “Hoje, mais uma vez, tenho um filho pequeno longe. Da outra vez em que fui ameaçado, tive que deixar meus dois filhos mais velhos – hoje com 13 e 15 anos – e vir para Curitiba”, lamenta. Outro caso envolvendo sua segurança aconteceu em 2000. No Paraguai, ele investigava o recrutamento ilegal de adolescentes para o serviço militar no país. Parado por uma suposta blitz, foi espancado quase à morte. “No Instituto Médico-Legal de Ciudad del Este encontraram mais de 100 hematomas no meu corpo. O Ministério Público paraguaio abriu um inquérito, arquivado um ano depois por ‘falta de provas’”, disse em entrevista ao Portal dos Jornalistas em setembro de 2012. Na última 3ª.feira (19/2), König participou de uma reunião na Secretaria de Direitos Humanos, em Brasília, sobre a segurança de profissionais de Comunicação. Formado por iniciativa da ministra Maria do Rosário, o grupo tem três objetivos principais: analisar as denúncias de violência contra comunicadores e encaminhar aos órgãos competentes; propor ações que ajudem essas instituições no monitoramento das denúncias; e estudar e propor diretrizes para proteger os profissionais de comunicação de Comunicação que sofrem violência em decorrência do exercício de sua profissão. “É o primeiro passo para a possível constituição de um programa específico de proteção a comunicadores”, comentou o repórter. Sobre as investigações das ameaças que lhe fizeram recentemente, nada ainda foi descoberto. As ligações – todas feitas a partir de telefones públicos – foram identificadas, mas nos arredores dos orelhões não havia qualquer câmera de segurança que pudesse ajudar a descobrir o autor. Embora as ameaças tenham cessado, Mauri segue sob esquema de segurança e diz ainda temer por sua vida: “Não dá pra baixar a guarda. Até porque essa pode ser uma estratégia desses caras para armar uma arapuca para mim”. Por enquanto, ele fica afastado da cobertura de Segurança Pública. Permanece escrevendo sobre Cidades e Cotidiano, mas sem tocar em assuntos polêmicos. “É difícil e bastante triste. Não imaginava que fosse chegar a esse ponto. Mas não penso em desistir do Jornalismo. Isso pra mim está fora de cogitação. É o que eu sei fazer, não tenho outra profissão”.

TJSP dá parecer favorável a Luis Nassif em ação contra Veja

O Tribunal de Justiça de São Paulo deu parecer favorável na manhã desta 3ª.feira (19/2) a Luis Nassif e assegurou seu direito de resposta contra a Revista Veja, em relação à coluna escrita por Diogo Mainardi. “A sentença não apagará os dissabores pelos quais passei, o sofrimento da minha família, o constrangimento de enfrentar acusações falsas disseminadas através de quase um milhão de exemplares pelo país”, relata Nassif em seu blog. À decisão unânime dos desembargadores, em segunda instância, cabe ainda recurso nos tribunais superiores de Brasília, mas já é considerada por Nassif uma vitória que deixa importantes frutos: “Primeiro, o fato de essa ação provocar a nova jurisprudência sobre direito de resposta – depois que os procedimentos foram vergonhosamente apagados da legislação pelo ex-Ministro Ayres Britto, do STF. Segundo, minha convicção de dedicar toda minha energia para ajudar a fixar limites contra abusos da mídia. Fiz isso nos anos 90, em campanhas individuais reunidas no livro “O jornalismo dos anos 90”. Vítima do que sempre denunciei, senti na pele o que sentiram milhares de pessoas, cuja reputação virou joguete nas mãos de uma mídia que há muito perdeu todos os filtros”, explica. Seu texto relata ainda a importância e o apoio do escritório de advocacia que cuida do caso atualmente, lembrando que havia sido, em suas palavras, “abandonado” pelos advogados que até então cuidavam do caso.

Seminário Regional da Abraji terá presença de coordenador do CPJ

O argentino Carlos Lauría, coordenador para as Américas do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) – sediado em Nova York –, confirmou presença no 1° Seminário Regional de Jornalismo Investigativo, que a Abraji promoverá em 9 de março. Lauría apresentará o informe anual Ataques à Imprensa, lançado mundialmente no último dia 14 de fevereiro. O aumento do número de jornalistas assassinados foi destaque no relatório, que atentou também para a impunidade em relação aos casos de censura judicial. De acordo com o argentino, o governo brasileiro peca pela falta de ação em defesa da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e pelas restrições à atuação da Relatoria Especial de Liberdade de Expressão – parte integrante da CIDH que se dedica exclusivamente a buscar amplo acesso a informações e à redução da censura e dos crimes contra a imprensa. As inscrições para o 1° Seminário Regional de Jornalismo Investigativo seguem abertas até 1º/3/2013 e podem ser feitas aqui.   Serviço 1º Seminário Regional de Jornalismo Investigativo Data: 9/3/2013 (sábado) Horário: das 9h às 18h Local:  Universidade Anhembi Morumbi – Campus Vila Olímpia (rua Casa do Ator, 275 – São Paulo) Valor: grátis para associados da Abraji | R$ 75 para profissionais não-sócios e R$ 50 para estudantes não sócios. Inscrições: até 1º/3/2013 por aqui. Informações para a imprensa: Textual – Dida Braga ([email protected]) ou Vanessa Costa ([email protected])  

Comunicação emplaca três entre as dez piores profissões nos EUA

O site norte-americano CareerCast.com divulgou a relação das piores profissões de 2013 nos Estados Unidos e nesta edição três carreiras ligadas à Comunicação figuraram nos Top 10 da pesquisa, que leva em consideração aspectos como demanda física, ambiente de trabalho, salário, estresse e possibilidade de emprego. Executivo de Relações Públicas, que até o ano passado ocupava a modesta 129ª posição no ranking, deu um grande (e triste) salto, indo para a quinta colocação. Repórter fotográfico também subiu no ranking, indo do 35º para o sétimo posto, enquanto repórter de jornal melhorou (mais não muito) sua situação, indo do quinto para o oitavo lugar. Nas primeiras quatro posições figuram, sucessivamente, soldado, general militar, bombeiro e piloto de aviões comerciais. 

Filme sobre Landell é capa da revista Marketing Cultural

O filme que Rogério Garcia, da produtora paulista Videográfica, pretende fazer sobre o padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio, é tema da reportagem de capa da edição 123 da revista Marketing Cultural, em circulação. Na chamada da matéria, cujo título é Ma que Marconi…, a revista informa: “Aprendemos desde criança que o inventor do rádio foi um italiano chamado Marconi, e por essa fama ele, de Roma, através de uma onda elétrica, acendeu os refletores que iluminaram o Cristo Redentor no dia da inauguração da estátua. O que não nos contaram é que em 1900 um padre gaúcho, que também era cientista, realizou a primeira transmissão por meio de ondas hertzianas, entre o alto da Avenida Paulista e o alto de Sant’Anna, em São Paulo, cobrindo uma distância de oito quilômetros. Pois é essa história, incrível e desconhecida para a maioria dos brasileiros, que será contada em filme de Rogério Garcia, baseado em livro de Hamilton Almeida denominado Padre Landell de Moura – um herói sem glória. A única dificuldade é que serão precisos R$ 600 mil para a história ser contada. Mostramos o projeto de captação de recursos como case”. A íntegra da matéria pode ser conferida no http://migre.me/daDKC.

Chiquinho Amaral começa em março no Globo

Francisco (Chiquinho) Amaral será a partir de março o novo editor-executivo Multimídia de O Globo. Ele era diretor da Cases i Associats, consultoria catalã em design e reestruturação de empresas jornalísticas. Dirigiu o projeto de renovação gráfica da edição impressa e web do Globo, e da criação de O Globo a mais. Agora na casa, ficam subordinadas a ele as editorias de Arte, de Imagem e de Fotografia. A nova contratação foi anunciada aos funcionários pelo diretor de Redação Ascânio Seleme na semana passada. Mineiro de Belo Horizonte, formou-se em Artes Plásticas na Universidade de Brasília, e ali começou a trabalhar em jornais. No Correio Braziliense, participou de projetos gráficos que renderam prêmios como o World Best Designed concedido pela Society for News Design (SND). Mudou-se para Barcelona e na Cases i Associats foi responsável por projetos de jornais em vários países: Daily  Mirror e The Independent, na Inglaterra; Vedomosti e Izvestia, na Rússia; Gazeta Wyborcza, na Polônia; El Comércio, no Peru; e O Estado de S. Paulo, no Brasil, entre outros.   Digital ganha mais importância Como editor-executivo, ele vem se juntar a Luiz Antônio Novaes (também mineiro), Paulo Motta, Silvia Fonseca e Pedro Doria, que responde por Plataformas Digitais e com quem Chico vai trabalhar diretamente – melhor dizendo, voltar a trabalhar, pois estiveram juntos no redesenho do Estadão, depois, de O Globo, e são amigos pessoais. Serão, portanto, cinco no aquário, dois deles respondendo pelo digital, que ganha cada vez mais importância, a ponto de ser necessária a presença de mais uma pessoa. Embora seja designer, Chico tem atribuições editoriais – é editor-executivo desde os tempos de Correio Braziliense, sob a gestão de Ricardo Noblat. Assim, não deve cuidar apenas de design, pois o aquário de O Globo se propõe a ter uma característica de integração, em que cada um entende muito de alguma coisa em particular, mas todos se envolvem em todos os aspectos. E será preciso aumentar o trabalho de integração com a redação. Sobre as editorias que estarão subordinadas a ele, é possível ver na Arte dois braços: a diagramação tradicional e a infografia; já a editoria de Imagem cuida de infografia multimídia e vídeos. O que é feito para iPad, ou O Globo a mais, começa a ocupar mais espaço, com infografia interativa e uma parte pesada de vídeos. São atribuições muito novas no jornalismo: interagir com a imagem, ir para dentro da notícia. Depois de 12 anos em Barcelona, tendo viajado por vários continentes, Chico conheceu todo tipo de redação. Talvez seja um dos poucos que já viu como está funcionando a transição do impresso para o digital em várias partes do mundo, num momento em que todos os jornais buscam resolver essa questão.

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Roraima: São Paulo: O repórter Guilherme Genestreti está deixando a revista sãopaulo, da Folha de São Paulo, para, segundo informa, “trabalhar por conta própria por um tempo e tocar projetos pessoais”. Ele começou na Folha em 2010 pelo programa de treinamento, foi contratado nesse mesmo ano e antes da revista passou pelas editorias de Saúde e Equilíbrio. Seu e-mail pessoal é [email protected]. Ulisses Rocha ([email protected]), professor de telejornalismo na Unip, passou a integrar também o corpo docente da Fiam, onde se formou. Ulisses teve passagens por CBN e tevês Manchete, Band, Record, CNT, RedeTV e SBT. O Carsale (www.carsale.com.br) ganhou o reforço do repórter Lukas Kenji (11-3274-5902). Com passagem anterior pelo Diário do Grande ABC, onde cobria as editorias de Cidades, Política e Automóveis, chega para integrar a equipe da editora Larissa Florêncio (5904), que já contava com o repórter Guilherme Silva (5925). Os e-mails da redação são formados por [email protected]. Luiz Fernando Magliocca passou a integrar a equipe da Rádio Disney 91,3, onde irá atuar como consultor para preparação da programação de 2013 da emissora. Com vasta experiência em rádio, foi coordenador artístico e de promoção da Jovem Pan 2, dirigiu a Rádio Cidade FM, participou da criação do projeto original da 89 FM, foi diretor nacional da Rede Transamérica, diretor executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e diretor de Promoção da Rádio Capital. Jussara Guedes, diagramadora do Caderno 2 e dos suplementos do Estadão, deixou a empresa, onde estava havia 22 anos. Seus contatos pessoais são 11-99659-3806 e [email protected]. Outra diagramadora que deixa o grupo é Roberta Zawit. Distrito Federal: Quatro profissionais deixaram a Record Brasília na semana que antecedeu o carnaval: a editora da Record News Carmem Delavor, com cerca de 15 anos de casa, o editor Paulo Escócio e as produtoras Janaína Sobrino e Natália Soares. Minas Gerais: Luís Nassif passou a integrar o time de colunistas do Hoje em Dia na última 6ª.feira (8/2). Sua coluna, com informações e análises de fatos da política e da economia do País, é publicada cinco dias por semana, exceto sábados e 2as.feiras. Nassif é diretor-superintendente da Agência Dinheiro Vivo, comentarista na TV Brasil e âncora do programa Brasilianas.org, nessa emissora. O mineiro Erikson Aranda é o mais novo correspondente do site gastronômico espanhol Gastro Experience (www.gastroexperience.es), exclusivo para clientes do grupo Santander. Com especialização em gastronomia na Espanha, Erickson é diretor no Brasil da fundação venezuelana KanoboSur, de defesa da cultura alimentar dos povos latinos. Roraima Plínio Vicente da Silva ([email protected]), ex-Estadão, que até 31/12/2012 era assessor especial de Comunicação da Prefeitura de Boa Vista, aceitou convite da recém-empossada prefeita Teresa Sunita e passou a integrar a equipe do gabinete dela. Responde pela redação de documentos, discursos e mensagens, além de dar apoio à Secretaria Municipal de Comunicação Social, agora chefiada por Ionei Martins de Oliveira, ex-TV Globo e TV Record, também publicitária e socióloga, que desde 1985 atua com marketing político. Plínio já havia trabalhado com Teresa (ex-mulher do senador por Roraima Romero Jucá) na primeira vez em que ela se elegeu para o cargo, em 2000, quando chefiou a imprensa da campanha e depois foi nomeado seu assessor especial de Comunicação. Em abril de 2006 ela renunciou para se candidatar ao Senado (perdeu, mas se elegeu deputada federal em 2010

Zeca Pontes assume área editorial do site Compre Auto

Zeca Pontes está assumindo a recém-criada área de conteúdo editorial do site Compre Auto. O portal, especializado na compra e venda de automóveis na região de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, está passando por reformulações e dentro de alguns dias terá novo visual, com mais destaque para notícias do setor. Zeca irá comandar também a parte de conteúdo da nova revista mensal Compre Auto, que será lançada em março e terá tiragem de 10 mil exemplares distribuídos gratuitamente em semáforos da cidade. Além de ofertas e anúncios de veículos, a publicação terá espaço dedicado a reportagens. Titular da coluna Contando Giros, reproduzida por Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, Zeca começou no jornalismo em 1975 e de lá pra cá passou por Última Hora e jornal A Gazeta Esportiva. Atua no interior paulista há muitos anos, com passagens por vários veículos regionais e chegando a apresentar o programa Mercado Motor, pela TV Bandeirantes, de Presidente Prudente. Nos últimos nove anos esteve na agência Autoinforme.

Memórias da Redação ? As calcinhas do Jerry Adriani

Memórias da Redação Na esteira das comemorações pelos 50 anos de José Paulo de Andrade na Rádio Bandeirantes, Plínio Vicente ([email protected]) manda de Roraima uma história que viveu no interior de São Paulo com o titular do Pulo do gato. As calcinhas do Jerry Adriani Anos 60 do século passado. José Paulo de Andrade e eu apresentávamos um programa matinal de variedades, de 2ª a 6ª.feira, na Difusora AM de Jundiaí (SP). Às vezes, no meio da semana, ele chegava tarde, pois era também narrador de futebol da Bandeirantes AM. Quando era escalado para jogos no interior, seu retorno à capital dava-se quase sempre no meio da madrugada e não era fácil acordar a tempo de encarar, sem atrasos, os 60 km da Via Anhanguera até a Terra da Uva. A situação se repetia quase sempre nas manhãs das 5as.feiras. Nesses dias eu abria o programa, pedia ao operador para emendar duas ou três músicas e ia para uma das janelas do 7º andar esperando ver o Zé Paulo chegar e estacionar seu carro na rua Barão de Jundiaí, em frente ao Edifício Mariju, prédio da emissora. Alguns anos mais tarde, até nossa parceria se desfazer, a espera já não era mais pelo Willys Gordini, mas por um Opala Comodoro. Foram alguns anos que, confesso, me fizeram aprender muito. O eterno apresentador do Pulo do ato revelou-se um amigo especial, jamais se recusou a me ajudar, principalmente mostrando como descobrir, na prática, os segredos do radiojornalismo. As informações que recolhi no curso de nossa parceria foram cruciais para que, ao deixar o rádio e bandear-me para o jornalismo impresso, eu pudesse alcançar um relativo sucesso mais à frente. Diria mesmo que sem elas teria sido muito mais difícil fazer carreira. Aliás, foi ideia dele eu pedir ao dono da Difusora, Tobias Muzaiel, que anotasse na minha carteira profissional o exercício da função de redator-noticiarista, prevista no Decreto 972/69, que regulamentou a profissão de jornalista, e com a qual me habilitei a requerer ao Ministério do Trabalho o registro de jornalista. Entre suas tantas virtudes, Zé Paulo tinha uma que marcou definitivamente minha admiração por ele: a capacidade para atrair nomes famosos da música e convencê-los a participar de um programa de rádio no interior. Era comum a Difusora ser visitada por cantores e músicos de todos os estilos, os que já faziam sucesso ou aqueles que ainda estavam começando a carreira. Foi assim que conheci Antonio Rago, um violonista fabuloso e a quem sempre pedia uma palhinha de Abismo de rosas, clássico da música romântica brasileira; e Reginaldo Rossi, que encantava minha saudosa mãe com suas músicas brego-românticas. Eram nomes com os quais Zé Paulo mantinha o contraponto aos que faziam sucesso entre a garotada. Junto com os dois, figurinhas carimbadas do programa, quase toda a Jovem Guarda passou por lá, menos Roberto e Erasmo Carlos. Mas a lista é grande e entre os mais famosos tive a oportunidade de conviver no estúdio com Jorge Ben (ainda sem o Jor), Mário Marcos (que depois veria seu irmão Antônio Marcos ganhar status de estrela pop), Vanusa, Carlos Gonzaga, Agnaldo Timóteo, Os Vips, Nalva Aguiar, Martinha, Agnaldo Rayol, Eduardo Araujo e Sylvinha, Golden Boys, Nilton César, Os Incríveis, Paulo Sérgio, Rosemary, Ronnie Von, Renato e seus Blue Caps, Roberto Barreiro, Sérgio Murilo, Trio Esperança, Waldirene e Wanderley Cardoso, entres outros menos votados. Creio, todavia, que todo o zoológico da Jovem Guarda dos anos 1960 frequentou o nosso aquário. Numa 2ª.feira Zé Paulo me informou que estava tentando convencer um dos reis do iê-iê-iê a ir ao programa. Mas faltavam ainda alguns detalhes e por isso guardou segredo. Na 4ª.feira revelou no ar: “Sexta-feira o programa Cidade em dose dupla vai receber Jerry Adriani. Não percam”. Foi um alvoroço total. Meninas, meninotas, moças, senhoras e até velhotas congestionaram as linhas da falecida CTB (Companhia Telefônica Brasileira) com ligações ininterruptas para a rádio querendo saber a que horas o Jerry chegaria, se era preciso comprar ingressos etc etc.. Foi então que começamos a perceber o tamanho do problema. O cara era um astro de primeira grandeza e certamente o prédio da rádio seria pequeno para o tamanho da plateia. Mas o pessoal não concordou em levar o programa para outro local. Eu chegava à emissora quase de madrugada, sempre antes das seis, abria a programação depois da execução do Hino Nacional e entregava o horário a Tião Caboclo, apresentador sertanejo, que ia até pouco antes das sete. Eu entrava de novo, fazia a passagem e anunciava Adolfo Barbieri, dono de um programa de músicas antigas. Quando recebia o horário de volta, pouco antes das 8h, abria o Cidade em dose dupla e ficava à espera do Zé Paulo, que quase sempre chegava com uns dez minutos de atraso. Aí a gente tocava junto até meio dia.  Na 6ª.feira, com o dia ainda escuro, ao atravessar a rua Barão de Jundiaí em direção à rádio chamou-me a atenção o número de pessoas que já se aglomerava em frente ao prédio. Seu Anselmo, o zelador, estava apavorado e não sabia o que fazer para segurar aquela gente toda, que insistia em subir até o estúdio. Já estava a ponto de chamar a polícia. Em seu socorro, expliquei à mulherada que o Jerry só chegaria lá pelas 10 horas e não adiantava elas ficarem ali, pois por uma questão de segurança ningu&ea

Thales Guaracy sucederá Edson Aran no comando da Playboy

A revista Playboy entra em março sob nova direção. Sai Edson Aran, que a pilotou nos últimos sete anos, e em seu lugar entra Thales Guaracy, um rosto bem conhecido na Abril, que regressa pela terceira vez à empresa. Edson diz que o divórcio é amigável, sem traumas, uma saída que começou a ser negociada no  ano passado: “Após esse período na Playboy, sinto a necessidade de me reciclar profissionalmente. Por enquanto, as ideias são incipientes, mas meu objetivo é criar uma ‘produtora-multimídia-de-conteúdo’. Mas como ninguém leva ‘produtora-multimídia-de-conteúdo’ a sério, estou dizendo que vou montar uma pequena editora”. Segundo Claudia Giudice, que comanda a Unidade de Negócios II da Abril, à qual a revista está integrada, “ele havia pedido para sair em março de 2012 e nós pedimos para ele ficar e fechar o ano”. Edson Aran começou a carreira em 1986, egresso do Curso Abril de Jornalismo. Ficou cinco anos na Contigo e depois chefiou as redações das revistas Set, Interview, Vip e Sexy. Também cartunista, publicou seus textos e desenhos de humor em Pasquim, revista AZ, IstoÉ e Diário Popular. É autor dos livros Aqui jaz – O livro dos epitáfios, A noite dos cangaceiros mortos-vivos, Conspirações – Tudo o que não querem que você saiba e O imbecilismo – e outros textos de humor. Thales Guaracy volta à Abril, onde esteve duas vezes em Veja, respectivamente como editor de Brasil e repórter especial; passou pelo Grupo Exame, em que foi editor-executivo, e depois foi por seis anos diretor de Redação de Vip, tendo participado do seu lançamento como revista independente. Em seguida foi para a Camelot, como diretor Editorial, responsável, entre outras, por revistas como Gula, Viver Bem e Jovem Pan e pelo lançamento da edição brasileira da Forbes. Antes da Abril, passou por Gazeta Mercantil e Estadão. Com um pé no Jornalismo e outro na ficção, gênero de cinco dos 11 livros que publicou (Filhos da terra, O homem que falava com Deus, A quinta estação, Campo de estrelas e Amor e Tempestade), coordenou o projeto Autores e Ideias, de debates ao vivo com escritores no auditório da Livraria Saraiva do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, em parceria com a Livraria da Vila, e em 2009 assumiu a Direção Editorial da Saraiva.

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