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sábado, maio 23, 2026

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Memórias da Redação ? Bolo-formiga para tamanduá

A história desta semana é mais uma colaboração de Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto ([email protected]), e novamente uma da época em que fazia assessoria para o Zoológico de São Paulo.   Bolo-formiga para tamanduá Era o aniversário do Tatá, o primeiro tamanduá-bandeira criado em cativeiro. Como é comum entre animais de zoológico, a mãe deu à luz o tamanduazinho e o abandonou, mas a equipe da Divisão de Mamíferos extraiu umas gotas de leite da tamanduá-fêmea – o que já é um feito, dada a ferocidade do bicho, cujas garras são mortais –, examinou os componentes do leite e resolveu fazer uma espécie de leite artificial de tamanduá. Se bem me lembro, o produto final levava gema de ovo, farinha láctea, vitaminas e era quase uma papa, de tão denso. Mas o fato é que o tamanduazinho aceitou o tal leite oferecido na mamadeira, aceitou como substituto da mãe verdadeira um ursinho de pelúcia, com o qual vivia agarrado, e cresceu saudável. Quando Tatá fez um ano de idade, uma veterinária resolveu promover uma festinha de aniversário, reunindo no pátio atrás da Administração do Zoo vários ‘convidados’: a Tiririca, um filhote de jaguatirica, que pelo visto não entendeu bem o espírito da festa; um tamanduá-colete também filhote, encontrado junto à mata da Via Anchieta; e um ou dois macacos-prego. Para a comemoração, foi preparado um “bolo-formiga”, em que as formigas eram representadas por confeito de chocolate, aquele que vai sobre o brigadeiro e, é claro, o bolo era para os funcionários, não para os bichos. Como assessor de imprensa, achei uma oportunidade única para uma coletiva, na qual o diretor do Zoológico explicaria a importância da pesquisa que levou ao preparo do leite, matéria com a qual eu pretendia mostrar o Zoo como instituição científica e não como “prisão de animais”, como era apresentado pelos ecochatos de plantão. Tudo deu certo, a entrevista ia muito bem, até que um fotógrafo pediu que acendessem a velinha do bolo, mesmo sabendo que Tatá, com sua boca em forma de funil, não conseguiria apagar. Deu xabu. O tamanduá se assustou, deu um salto, deitou de costas em posição defensiva, estendendo as garras para a calça do fotógrafo – do Jornal do Brasil, se bem me lembro –, que para escapar deu um passo para o lado, pisou no bolo, escorregou e caiu ao lado da Tiririca, que deu um miado e entrou na festa, começando a arranhar todo mundo e também a lente da máquina fotográfica, no chão. Os macacos guinchavam e, com o bolo pisado e os bichos assustadíssimos, a festa….e a entrevista, tudo acabou.

Hairton Ponciano Voz começa no site Notícias Automotivas

O site Notícias Automotivas, que desde o começo do ano tem Sueli Osório como editora-chefe, passa a contar a partir deste mês com o reforço de Hairton Ponciano Voz, que chega para assumir os testes automotivos. “Nesse novo trabalho, quero explorar bastante a técnica dos veículos, mas com uma linguagem mais simples, sem o uso de tantos termos técnicos. A ideia é oferecer uma visão profunda do automóvel num texto leve e compreensível”, explica. “O plano é publicar um teste por semana, incluindo avaliações isoladas e comparativos”. A estreia deverá ocorrer já na próxima semana, com uma avaliação do esportivo Audi S5. Hairton estava desde 2002 na revista Autoesporte, onde até abril deste ano vinha atuando como editor. Por lá, também conquistou por quatro vezes o Prêmio AEA de Meio Ambiente, entre 2009 e 2012. Antes, foi por 15 anos editor no Jornal do Carro, do Jornal da Tarde, até 2001. Também colaborou com várias publicações, como o jornal Automotive News Europe, Folha de S.Paulo, UOL, Quatro Rodas e Valor Econômico.

Eleições para a Fenaj e cinco sindicatos serão na próxima semana

Serão de 16 a 18/7 (3ª a 5ª.feira) as eleições, por voto direto, para a nova direção da Fenaj e a Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas. No mesmo período, haverá também eleições para os Sindicatos de Jornalistas de Pernambuco, Goiás, Município do Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul. Concorrem à Fenaj as chapas 1, Sou Jornalista, Sou Fenaj, e 2, Luta, Fenaj, além de duas chapas e duas candidaturas avulsas para a Comissão Nacional de Ética. A chapa mais votada somente será proclamada vencedora em primeiro turno se o quórum nacional de participação for de no mínimo 30% dos jornalistas aptos a votar. No Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul a chapa Pela renovação e dignidade do jornalismo, presidida por Geraldo Ferreira, foi eleita em 20/6, e em Tocantins o processo ocorreu em maio, com a eleição da chapa Renovar para avançar, encabeçada por Socorro Loureiro.

De papo pro ar – Beijo de macho

O gaúcho Nélson Gonçalves proclamava aos quatro ventos que era macho até dentro d´água. Sofreu. Foi engraxate, garçom e lutador de boxe. Bateu e apanhou muito, mas era um bom sujeito, até o momento que não o provocassem, chamando-o, por exemplo, de Nelsinho. Ele era gago e nervoso se transformava em fera. Um dia ao desembarcar no aeroporto de Fortaleza uma multidão o aguardava para lhe dar boas vindas. De repente, sem que esperasse, um homem se aproximou dele e tascou-lhe um beijo “na boca de onde sai essa voz tão bonita”. – Aquilo foi horrível – ele me disse; e antes que eu perguntasse qualquer coisa, emendou: – Vo-você tá-tá pe-pensando o q-quê, rapa-paz? Eu sou é macho!  

Rádio está entre as prioridades do Prêmio J&Cia/HSBC

Invenção do padre-cientista brasileiro Roberto Landell de Moura, nascido em Porto Alegre em 21/1/1861 e morto na  mesma cidade, no anonimato científico, em 30/6/1928 (85 anos atrás – ver J&Cia Especial em www.jornalistasecia.com.br), o rádio continua a ser um dos mais importantes e influentes meios de comunicação do planeta. E não é outra a razão da sua valorização como categoria nacional, valendo R$ 10 mil, no Prêmio J&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, já na quarta edição. Os profissionais de rádio têm até o próximo 5 de setembro para inscrever matérias que tenham abordagens econômicas, sociais ou ambientais sobre Sustentabilidade, veiculadas entre 1º/9/2012 e 30/8/2013, o que significa dizer que há pelo menos um mês e meio pela frente para novas pautas que possam concorrer ao prêmio. Além dos R$ 10 mil da categoria, ainda poderão concorrer ao Grande Prêmio, que vale outros R$ 10 mil cumulativos; aos prêmios regionais no valor de R$ 5 mil; e mesmo à categoria especial Água, caso o trabalho produzido seja sobre esse tema. São, portanto, várias as oportunidades para quem atua no radiojornalismo para concorrer ao Prêmio J&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, que já teve como vencedores Wellington Carvalho dos Santos (Eldorado), em 2010; Cátia Toffoletto Montebelo (CBN), em 2011; e Felipe Daroit (Gaúcha), em 2012. Dúvidas podem ser esclarecidas com a Coordenação Geral do Prêmio, a cargo de Lena Miessva (11-2679-6994, [email protected] ou [email protected]). Para ajuda nas dificuldades técnicas ao fazer a inscrição no site ou no envio do trabalho, o participante contará com o serviço de auxílio técnico de profissionais da Maxpress, pelo 11-3341-2799.

Memória da Cultura Popular  ? Academia Paulista de Letras

Nesta 15ª edição de J&Cia Memória da Cultura Popular, Assis Ângelo, presidente do Instituto Memória Brasil, meio que revisita a Academia Paulista de Letras (APL), em que esteve em 1984 para fazer uma reportagem que seria publicada em outubro daquele ano na edição nº 29 do D.O. Leitura, extinto suplemento do Diário Oficial do Estado de Sâo Paulo, aqui reproduzida. A expressão “meio” é cabível porque ele não voltou fisicamente à APL, mas, como sempre faz nestas edições, nela se inspirou para abordar o tema “academia de letras” e, principalmente, falar de seus integrantes – ou pretendentes e desistentes – e as ligações de alguns deles com a cultura popular. Confira a edição

Diário do Centro do Mundo dobra visitações e aparece no NYT

O Diário do Centro do Mundo (www.diariodocentrodomundo.com.br), site de jornalismo que Paulo Nogueira toca com a ajuda do irmão Kiko (ambos ex-Abril), bateu 2,2 milhões de visualizações em junho, com mais de meio milhão de visitantes únicos. O número mais que dobrou em apenas três meses. Segundo Paulo, nos seis meses desde que inauguraram a seção Essencial, em que fazem uma triagem com as dez notícias mais importantes a cada dia no Brasil e no mundo, a audiência simplesmente se multiplicou por dez. “Às análises, que já eram nossa marca, somou-se o chamado hard news”, escreveu ele ao noticiar a marca, no último dia 5 de julho. “Nossa aposta em bom jornalismo perdurará. Nosso jornalismo é apartidário e independente. (…) Entendemos o jornalismo não à maneira da mídia brasileira, mas ao estilo de um dos maiores editores da história mundial do jornalismo, o britânico William T Stead. Para Stead, que inventou o jornalismo investigativo no final do século 20, o ofício do jornalista só fazia sentido se ele, efetivamente, trouxesse uma contribuição para a sociedade. É nossa divisa. E dela jamais abriremos mão”. No dia 4/7, o New York Times citou o artigo do DCM sobre a viagem para o Rio, num avião da FAB, do presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves.

TV Globo unifica diretorias-executivas do Jornalismo

A TV Globo promoveu uma nova troca de cadeiras na estrutura da CGJ (Central Globo de Jornalismo), com mudanças que passarão a vigorar na última semana deste mês. A alteração mais importante é a unificação das duas diretorias-executivas de Jornalismo, que passa a ter como titular Mariano Boni, hoje diretor Regional de Jornalismo de Brasília. Ele começou na Globo como produtor no Fantástico e depois de passar por várias funções foi chefe de Redação de Rede em São Paulo. Mariano será substituído por Ricardo Villela, que também o havia sucedido no cargo que ele ocupou anteriormente em São Paulo. No lugar de Ricardo, assume Denise Cunha Sobrinho, hoje chefe de Redação da Regional São Paulo, e que começou como estagiária, chegando a editora-chefe do Jornal da Globo. Prosseguindo com a troca de cadeiras, para o lugar dela vai Ana Escalada, que era editora-chefe do Profissão Repórter. As duas diretorias estavam sob o comando de Luiz Claudio Latgé, que passou a diretor-adjunto da CGCom (Central Globo de Comunicação), como noticiamos em J&Cia 903, e de Erick Bretas. Bretas tinha sido promovido havia menos de um ano pelo diretor-geral Octavio Florisbal, quando este estava de saída do cargo (ver J&Cia 865), e passou agora a diretor de Mídias Digitais. O diretor-geral de Jornalismo e Esportes Ali Kamel, que responde pelas mudanças atuais, o elogia por seu trabalho na cobertura da pacificação de favelas cariocas. Lembramos que, durante a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), a polícia reclamou que a TV Globo prestou um “desserviço”, ao veicular imagens registradas pelo helicóptero do qual policiais atiram sobre traficantes em fuga a pé por uma estrada de terra, o que foi chamado por um blog de “tiro ao alvo”. Essa cobertura, que desagradou autoridades, rendeu à Globo o primeiro Emmy para o Jornal Nacional. Carlos Jardim, que deixou a Chefia de Redação de Rede da Regional Rio para a implantação do programa da Fátima Bernardes, volta ao Jornalismo, agora na GloboNews. Vai trabalhar em dupla, como chefe de Redação para os telejornais e coberturas ao vivo, ao lado de Angela Lindenberg, cada qual em um horário.

Conselho Curador da EBC lança revista e livro

O Conselho Curador da EBC lançou durante sua 45ª Reunião Ordinária, realizada no último mês em Brasília, a Revista do Conselho Curador (www.conselhocurador.ebc.com.br), cujo objetivo é ampliar o diálogo com a sociedade e aprofundar os temas debatidos durante as reuniões e demais atividades do colegiado. No editorial de estreia, a presidente do Conselho Ana Luiza Fleck Saibro diz que a “expectativa é que a publicação promova um verdadeiro chamamento para a participação externa, ampliando assim o diálogo com a sociedade. E, na outra ponta, que se abra espaço para quem tem um olhar interno à EBC, mas externo ao Conselho”. Semestral, a publicação traz na primeira edição uma reportagem sobre produção independente e produção regional. Compõem a equipe a editora-executiva Priscila Crispi, o editor Antonio Biondi e, na reportagem e artigos, além de Antonio e Priscila, Eliane Gonçalves, Guilherme Strozi, Mário Augusto Jakobskind, Marta Suplicy e Regina Lima; na Fotografia atuam Diego Bresani e Giovanni Rocha, com Agência Brasil, arquivo Gecom/EBC, arquivo MinC, TVE/RS, TV Brasil e Shutterstock; e a programação gráfica e a diagramação estão a cargo de Marcelo Miranda Teixeira. Um dia antes, o Conselho havia lançado o livro Qualidade na programação infantil da TV Brasil (Editora Insular), da professora e pesquisadora Inês Vitorino, a pedido do colegiado da Universidade Federal do Ceará, a partir de debates realizados por sua Câmara Infanto-Juvenil. Os conselheiros da EBC também definiram os coordenadores de suas cinco comissões temáticas: Miguel Ângelo Cançado (Marco Legal e Regulatório), Ronaldo Lemos (Tecnologia de Informação e Comunicação), José Catarino do Nascimento (Conteúdos em Meios de Comunicação), Alexandre Jobim (Liberdade de Expressão e Participação Social) e Gilberto Leifert (Publicidade e Propaganda). Eles são responsáveis por organizar agendas, convocar reuniões, zelar por prazos e comandar trabalhos e deliberações dessas comissões, que não são deliberativas, mas têm a atribuição de apresentar estudos e pareceres que lhes forem encaminhadas pelo Congresso a respeito da Comunicação Social, em especial sobre liberdade de manifestação do pensamento, propaganda comercial, finalidades artísticas e culturais, e outorga e renovação de concessões.

Autoesporte anuncia reestruturação interna e promoções

Com as recentes saídas de Carina Mazarotto, para o Bufalos TV (Carina Mazarotto deixa Autoesporte e vai para Bufalos TV), e Renata Carvalho, que deve anunciar seus novos rumos na próxima semana, a Autoesporte promoveu reajustes internos, com promoções e efetivações de alguns colaboradores. Na vaga de editor, que era de Carina, foi efetivado Júlio Cabral (ex-Estado de Minas), enquanto Giulia Lanzuolo (ex-Folha de S.Paulo) assume como repórter no lugar de Renata. As mudanças também contemplaram a promoção do repórter Ricardo Sant’Anna a editor-assistente. Ele, a propósito, faturou em junho a categoria Furo do Ano no Prêmio Editora Globo de Jornalismo, com a reportagem Taigun, o jipinho que a VW prepara para o Brasil, publicada na edição 570 da revista, em novembro do ano passado, com fotos de Fabio Aro. Durante a premiação, promovida internamente pela Editora Globo, a Autoesporte comemorou também a vitória na categoria Marca do Ano. “Esse é um importante reconhecimento para um título que vem se expandindo do papel para o digital, inovando com alternativas que facilitam a leitura em várias plataformas, em qualquer lugar”, comenta o diretor de Redação Marcus Vinicius Gasques. “É um prêmio a ser compartilhado com todos que nos acompanham e com os colegas que já passaram por aqui e contribuíram para essa conquista”. A revista ainda foi finalista nas categorias Reportagem de Serviço (com a edição Qual Comprar 2012), Foto Produzida (com Ainda sou americano, também de Fábio Aro, com apoio do designer Marcelo Serikaku), e Blog (com o Quarentena, que era coordenado por Renata Carvalho). Gasques aproveita para informar que a revista registrou em junho 130 mil exemplares vendidos, entre bancas, assinatura e digital, sendo 55 mil apenas em bancas, ambos seus recordes históricos.

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