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sábado, abril 11, 2026

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Memórias da Redação ? Chapéu no dr. Ruy

Temos esta semana um estreante no espaço: Paulo Camargos ([email protected]), que gerencia o atendimento a clientes do setor público pela FSB de Belo Horizonte, onde está desde 2006, e assessora o ex-ministro Walfrido Mares Guia. Formado pela UFMG, integrou a equipe do Jornal dos Bairros e foi um dos fundadores dos Cadernos do CET, de educação popular. Colaborou com o jornal Em Tempo e trabalhou nas sucursais de Folha de S.Paulo, Estadão e O Globo em BH. Também foi repórter e pauteiro do Hoje em Dia, editor de Primeira Página e de Política de O Tempo e prestou serviços às agências Setembro e DNA. Participou das campanhas eleitorais de Aécio Neves (1992), Amilcar Martins (1996), do ex-presidente Lula (2006), de Itamar Franco (2010) e coordenou a assessoria de imprensa da campanha do prefeito Marcio Lacerda em 2012. Diz ele: “Resolvi rabiscar um ‘causo’ de redação que não vivi pessoalmente, mas que me foi relatado por um colega já falecido. A explicação está no final do texto e faz parte dele”. Chapéu no dr. Ruy (*) Na década de 1970, alguns jornalistas do Jornal da Tarde tinham o hábito de fazer uma rodinha na redação da rua Major Quedinho para bater bola depois do fechamento. A esfera era feita com as laudas de papel que ficavam espalhadas pelo chão. A brincadeira acontecia num corredor largo, delimitado pelas mesas repletas de Remingtons e Olivettis. Redação antiga era barulhenta e enfumaçada. Muitos coleguinhas não conseguiam produzir um texto razoável sem dar umas tragadas enquanto escreviam. Alguns, inclusive, costumavam tomar uns tragos nos bares da vizinhança, para dar mais inspiração. Os cinzeiros ficavam repletos de guimbas e o ar, naturalmente, era denso e fedorento. Naquele horário em que os repórteres escreviam e os editores fechavam, a conversa corria solta e os chefes tinham que gritar para serem ouvidos. As principais vítimas eram os diagramadores, profissionais que encontravam soluções gráficas na ponta do lápis, desenhando página por página. Quando o repórter começava a escrever, o lide tinha que estar claro na cabeça. Se cometesse algum erro ou decidisse mudar uma frase, o jeito era embolar a lauda e começar de novo. Se já estivesse lá pela 15ª linha, o melhor era fazer uma emenda em outra lauda e colar por cima com goma arábica. Ou rabiscar o texto para fazer a correção. Tudo era muito difícil. Não existia Google para sanar dúvida de última hora. A alternativa era recorrer ao arquivo para procurar um dado histórico nas edições mais antigas ou mesmo na Barsa. Os arquivos fotográficos eram físicos. Se o editor quisesse uma fotografia de um ex-ministro, por exemplo, precisava da boa vontade do arquivista para procurar nas prateleiras (mal) organizadas por ordem alfabética. Fotografia, só existia uma cópia de cada, impressa em papel e marcada a lápis-cera vermelho para os cortes dos usos anteriores. Assessor de imprensa tinha que ir de redação em redação para levar o release e a fotografia, anexados por clip de arame. Transmissão de texto ou foto era um caso a parte. O fotógrafo carregava uma mala gigantesca com o equipamento de telefoto da AP e um minilaboratório de revelação. Depois da cobertura, espalhava o equipamento no banheiro do hotel, fazia a revelação no escuro, copiava, secava e, finalmente, transmitia. O equipamento barulhento ficava rodando por um tempo que parecia interminável, enquanto o chefe de Fotografia, na redação, ficava cobrando rapidez pelo telefone analógico. As imagens coloridas chegavam em três vias (magenta, amarelo e cyan) e, juntas, formavam o resultado final. Se elas não fossem cuidadosamente sobrepostas, a impressão saía de registro e todo o trabalho ia por água abaixo. Já o texto do repórter, depois de copidescado, resultando num emaranhado de marcações, setas e inversões, ia para o operador de telex, que também era digitador. Rapidamente, ele produzia uma fita amarela cheia de furos que seria a matriz da transmissão. O texto chegava do outro lado num formato de telegrama que muito se assemelha à linguagem das redes sociais ou de SMS: a craseado virava aa, o é ia escrito como eh e assim por diante. Depois de novo copidesque, ia para a diagramação e a composição, até o jornal sair da gráfica, lá pelas 3 da madrugada. Era muito complicado, mas também muito divertido. Trabalho concluído, era hora da happy hour de jornalista, que se estendia até 6 ou 7 da manhã. Mas, voltando à pelada na redação do JT, a turma estava lá, batendo sua bolinha. O mineiro descendente de espanhóis Ramón García y García era tido como um cara bom de bola. Tinha bom controle e, nas peladas regulares, costumava marcar seus golzinhos. Era um dos primeiros do par ou ímpar. A roda estava animada, quando a bola procurou o craque. Ramón levantou a pelota com a ponta do pé direito e começou a fazer embaixadinhas. De repente, os colegas começaram a acenar discretamente, apontando para trás. Alguns saíram da roda e foram para suas mesas. Sem medo de ser feliz, Ramón fez três embaixadas e, quando a bola subiu, quase fugindo do controle, deu um lençol sobre si mesmo, girou 180° graus e ficou frente a frente com ninguém menos que o dr. Ruy Mesquita, o todo-poderoso do JT. Sem perder a fleuma, dr. Ruy balançou a cabeça, deu dois tapinhas no ombro de Ramón e comentou: “Muito bem, meu rapaz”. Quando a porta se fechou, a turma deitou no chão para rir. Naquela noite, a roda de cerveja teve um tema principal: o chapéu de Ramón no dr. Ruy. (*) Esse caso me foi contado pelo próprio Ramón, muitos anos depois, quando trabalhávamos no Hoje em Dia, em Belo Horizonte. Eu, um jovem foca de Polícia; Ramón, editor de Opinião, já apoiado numa bengala por causa de lesão no colo do fêmur. Passei pela sucursal do Estadão em Belo Horizonte, mas não trabalhei no JT nem conheço a redação onde funcionou. Portanto, o texto certamente contém dados ilustrativos que soarão estranhos para aqueles que passaram por lá. Não sei se usavam Remington, Olivetti ou as duas. Mas acho essa história tão boa que decidi passá-la para a frente. É, muito mais, uma homenagem póstuma ao saudoso Ramón, uma figura humana sensacional, de sangue basco efervescente.

Lígia Mesquita será correspondente da Folha em Buenos Aires

A Folha de S.Paulo anunciou na última semana que reabrirá o posto de correspondente-bolsista em Buenos Aires. Como não se trata de substituição, mas sim de uma primeira ocupação do posto, o jornal tem a política de indicar um nome em vez de abrir concurso interno. E o nome indicado para ocupar o posto foi o de Lígia Mesquita, atual repórter da coluna de Mônica Bergamo, na Ilustrada. Lígia assumirá em 1º/8 e a previsão é de que fique por nove meses na capital argentina.

Diego Ortiz é o novo editor do caderno Máquina, do Agora São Paulo

Diego Ortiz começa na próxima 2ª.feira (17/6) como editor do caderno Máquina, do Agora São Paulo, na vaga que era de Eduardo Hiroshi, morto em 6/5. Ele se despede nesta 6ª.feira (14/6) da reportagem do Jornal do Carro (Estadão), onde estava desde o começo de 2012 na equipe do editor Tião Oliveira.

Natural do Rio de Janeiro, Diego passou pelas redações de Auto Press, O Dia e foi diretor de Redação da Revista Torque, antes de se mudar para São Paulo e começar no JC, quando este ainda integrava o Jornal da Tarde. No Agora, terá o apoio dos repórteres Anamaria Rinaldi e Fernando Pedroso. Seus novos contatos ainda não foram definidos, mas o celular continuará 11-99743-4911.

Mauro Tagliaferri deixa Record para atuar em comunicação corporativa

O correspondente da Record em Portugal Mauro Tagliaferri deixa a emissora e volta ao Brasil para se dedicar à comunicação corporativa. Segundo o Comunique-se, o jornalista não descarta a possibilidade de atuar em redação, mas neste momento está focado em cuidar de sua empresa, a MT2 Comunicações, agência que já tem como clientes a Cerveja Store e o endocrinologista Alfredo Halpern. “Meu contrato com a Record iria até o final deste ano e eu sabia que na hora em que voltasse [de Portugal] buscaria outro desafio, outra área para trabalhar. Tenho 20 anos de reportagem e achei que depois dessa experiência como correspondente – fiquei quatro anos e meio fora – seria muito difícil voltar e me encaixar na rotina da redação, não representaria algo que me acrescentasse e que me fizesse crescer como profissional”, disse ao Comunique-se. Com passagens por Globo e SBT, Tagliaferri ressaltou a importância do trabalho fora do País, onde pôde ter contato com o rigor europeu de produção jornalística, em que “a notícia é tratada com seriedade” e “assuntos relevantes realmente são tratados de forma importante e os não relevantes são ignorados, uma coisa que no Brasil a gente não faz”. Tagliaferri também opina sobre a questão da privacidade, que julga ser mais respeitada pelos europeus: “Nem todo mundo está disposto a ser famoso. Não é só porque você trabalha em uma televisão que pode invadir. A imprensa europeia também está cheia de colunas de fofoca, mas me parece que temas realmente relevantes estão mais presentes de forma mais profunda do que na imprensa brasileira”.

De papo pro ar ? Bêbado folgado

As mineirinhas Celia e Celma cantavam num fim de tarde no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Uma multidão as acompanhava, aplaudindo e dando vivas. Elas interpretavam uma cantiga folclórica, cujos versos iniciais diziam: “Lua bonita/Que clareia o meu sertão/Diga pra mim/Pra onde foi o meu amor…”. E um bêbado, que nessas horas sabe lá Deus de onde surge, gritou com voz enrolada: – Foi pra puta que pariu! Apesar do inoportuno da ocasião, a gargalhada foi geral. 

Meio ambiente e água, tudo a ver

Água é o tema da Categoria Especial exclusiva desta edição de 2013 do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade. Ela foi criada como uma contribuição do Prêmio aos esforços da ONU, que escolheu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água, com o objetivo de conscientizar a população sobre os desafios do gerenciamento da água do planeta. Para somar-se a esse esforço de promover debates na sociedade sobre a gestão dos recursos hídricos no cenário brasileiro, a Categoria Especial Água premiará o melhor trabalho de todas as plataformas informativas (Jornal, Revista, Televisão, Rádio e Webjornalismo). Entretanto, trabalhos de fotógrafos ou designers que tenham a água como pauta somente concorrem na categoria Mídia Nacional – Imagem, nos segmentos Fotografia e Criação Gráfica. Vale ainda lembrar que os trabalhos para todas as categorias devem ser realizados de 1º de setembro de 2012 a 31 de agosto de 2013. As inscrições estão abertas até 5 de setembro e devem ser feitas pelo site www.premiojornalistasecia.com.br. Dúvidas sobre o regulamento podem ser esclarecidas com Lena Miessva, que responde pela coordenação geral, no [email protected] ou [email protected] ou ainda pelo 11-2679-6994. Em caso de apoio técnico, o profissional pode entrar em contato com a equipe da Maxpress no 11-3341-2799, em horário comercial.

Eliane Brum lança A menina quebrada

A repórter e escritora Eliane Brum, que desde 2009 é colunista do site da revista Época, lança na próxima 3ª.feira (18/6) em São Paulo A menina quebrada (Arquipélago), livro em que reúne suas melhores colunas publicadas nos últimos quatro anos. O título do livro é retirado de um dos episódios, sobre uma menina de nome Catarina, com menos de dois anos de vida, que ao se deparar com uma criança com a perna engessada gritava que “A menina…quebrou!”. Sensível e atenta observadora do cotidiano da vida, Eliane tirou desse episódio uma reflexão sobre a fragilidade humana e como a enfrentar. Ao todo, a obra reúne 63 colunas, entre elas a campeoníssima de audiência, com mais de 1 milhão de visitantes únicos e mais de 200 mil compartilhamentos nas redes sociais, cujo título é Meu filho, você não merece nada. Eliane, com seus mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, foi a mais premiada jornalista brasileira de todos os tempos do Ranking Jornalistas&Cia em 2011, tendo ficado na 2ª colocação em 2012, atrás apenas de outro supercampeão, o repórter José Hamilton Ribeiro. Ela é autora dos livros Coluna Prestes: o avesso da lenda (Artes e Ofícios, 1994), A vida que ninguém vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007), O olho da rua – Uma repórter em busca da literatura da vida real (Globo) e do romance Uma Duas (LeYa). O lançamento está marcado para 18h30 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073).

João Bosco Rabello deixa a direção da sucursal do Estadão em Brasília

O jornalista João Bosco Rabello deixa, a partir da próxima 2ª.feira (17/6), as funções de diretor da sucursal de Brasília do Estadão. Na mesma data, assume o posto Marcelo Moraes, que está há 14 anos no grupo, onde foi editor, editor-executivo e chefe de Redação em Brasília, além de editor-executivo de Produção em São Paulo.

João Bosco, que há 23 anos dirige o jornal em Brasília, manterá sua coluna dominical no impresso e o seu blog sobre Política, e atuará como parceiro em todas as plataformas do Grupo Estado, especialmente no projeto Broadcast Político, que será lançado no próximo dia 18 de junho. Ele começou a carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio, e em 1977 transferiu-se para Brasília, onde teve passagens por EBC, Correio Braziliense, O Globo e Jornal do Brasil.

Melchiades Filho deixa a Folha de S.Paulo após 25 anos

Melchiades Filho, que desde março integrava a Secretaria de Redação da Folha de S.Paulo, depois de sete anos como diretor da sucursal de Brasília, deixou o jornal após 25 anos de casa. Antes do DF ele foi editor de Esporte (1993-2004), correspondente nos EUA (1990), editor-adjunto do caderno Mundo (1989) e repórter do caderno Dinheiro (1987-1988). Na mensagem de despedida que postou no facebook, ele explica o motivo da saída e homenageia diversos amigos: “Em março, deixei o comando da Sucursal de Brasília porque não queria me acomodar. Desde então, a direção do jornal e eu procuramos algo que me motivasse, que merecesse minha energia e comprometimento. Chegamos à conclusão de que meu novo desafio não está na Folha. Deixo registrados especiais agradecimentos a Alon Feuerwerker, que, em 5 de dezembro de 1987, apostou num garoto; a Jaime Spitzcovsky, então o mais jovem editor da história da Folha, que, em 1988, me fez o mais jovem editor-assistente; a Leão Serva, que, em 1989, conseguiu pra mim um inesquecível aumento por mérito (69,7%!); a Carlos Eduardo Lins da Silva, por um segundo empurrão, em 1991; a Eleonora de Lucena, que engenhosamente me livrou de um passaralho em 1992; e, ainda mais, a Matinas Suzuki Jr., que, em 1993, me lançou como chefe, o que me permitiu, nos últimos 20 anos, conhecer e contratar quase 150 jornalistas, retribuindo, ao menos em parte, as oportunidades e lições que recebi. Obrigado, por fim, a Otavio Frias Filho, que sempre me deu autonomia de voo. Um beijo nos amigos que ficaram e nos que já saíram. Vida longa (ou menos curta) ao jornalismo que questiona e transforma”. Outro que deixou o jornal, mas no corte promovido na semana passada, foi o redator da Ilustrada Douglas Gavras. No jornal desde agosto de 2011, quando participou do programa de Treinamento, Douglas estava havia pouco mais de um ano na Ilustrada, tendo também passado um período por Cotidiano. Antes, foi bolsista do serviço de língua portuguesa da BBC para a África, em Londres, e passou pelo Jornal do Comércio, de Porto Alegre, cobrindo Educação. Os contatos dele são [email protected] e 11-98819-1181. Ainda por lá, Paula Leite ([email protected]) foi efetivada como editora de Treinamento, em substituição a Izabela Moi, que seguiu para o Instituto Ayrton Senna. Alessandra Balles ([email protected]), que ocupou interinamente o posto durante a licença-maternidade de Paula, foi promovida a editora-adjunta. Oriunda do programa de trainée da Folha, no qual ingressou em 2004, Paula teve passagens por iG e G1, e na Folha pelas editorias de Dinheiro, Informática e Mercado. Está em Treinamento desde 2012, da qual foi editora-assistente e editora-adjunta.

Prêmio Esso abre inscrições para sua 58ª edição

Estão abertas as inscrições para 58ª edição do Prêmio Esso de Jornalismo. Podem concorrer trabalhos da mídia impressa e televisão veiculados entre 16/8/2012 e 14/8/2013. Serão oferecidos R$ 112 mil reais em valores brutos aos vencedores, distribuídos da seguinte forma: R$ 30 mil para o vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo; R$ 20 mil para Telejornalismo; R$ 10 mil para Reportagem e Fotografia; R$ 5 mil para Informação Econômica, Informação Científica-Tecnológica-Ambiental, Educação, Primeira Página, Criação Gráfica/Jornal e Criação Gráfica/Revista; e R$ 3 mil para cada um dos quatro prêmios regionais. Os trabalhos de mídia impressa serão julgados inicialmente por uma comissão de 35 membros, em votação remota online. Os textos selecionados na primeira fase serão então submetidos a novas análises por grupos de quatro, seis e até 13 jurados – caso da Região Sudeste, que concentra aproximadamente 50% das inscrições. Cada categoria terá cinco trabalhos finalistas, à exceção do Prêmio Esso de Fotografia e do Prêmio Esso de Telejornalismo, com dez trabalhos finalistas cada. Os vencedores, tanto em mídia impressa como em telejornalismo, continuarão a ser escolhidos por comissões finais de premiação, em reuniões para as quais são exigidos a presença e o debate entre os jurados. As inscrições devem ser feitas até 14/8 pelo site www.premioesso.com.br.

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