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terça-feira, abril 7, 2026

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Rio de Janeiro: ?Fui chamada de X-9?

Por Cristina Vaz de Carvalho Rótulo de alcaguetes pode provocar revide dos manifestantes em futuras manifestações As manifestações no Rio, como em todo o País, chocaram bastante os profissionais envolvidos na cobertura dos fatos. Sob esse ponto de vista, a expectativa é de que a situação vai piorar. As autoridades devem usar as imagens para identificar os que realizaram atos de vandalismo – internacionalmente chamados de Black Blocs, grupos que questionam o sistema, mascarados para impedir a identificação pelas autoridades – e essas imagens provêm da cobertura que os jornalistas fizeram. Portanto, a persistir a movimentação, os manifestantes devem intensificar contra eles suas hostilidades. Veja registrou que uma equipe da TV Globo foi encurralada por manifestantes, e um grupo a atacou com xingamentos como “ei, Globo, vai tomar …”. Jogaram sacos de lixo e a equipe só não foi mais maltratada por estar protegida por seguranças da emissora, conforme relato do jornal O Globo. Seguranças da emissora? Equipes acompanhadas por seguranças é algo novo no Rio, cidade já tão habituada às zonas de conflito. Luiz Carlos Azenha, no seu site Vi o mundo,  postou que “repórteres da Globo não usaram o cubo que identifica a TV quando estavam próximos dos manifestantes”. Na 2ª feira (17/6), o carro do radialista Fabrício Ferreira, um Ford 1993, foi o primeiro a ser queimado pelos manifestantes (e exaustivamente mostrado em imagens de tevê). Fabrício é operador de áudio, trabalha à tarde na Rádio Tupi e à noite na Rádio Manchete (que funciona na rua da Assembleia nº 10), e estaciona seu carro ao lado da Assembleia Legislativa (Alerj). Assistiu a tudo pela janela, desolado: o carro ainda não estava quitado nem tinha seguro. A primeira reação partiu dos amigos que fizeram uma “vaquinha” online. Ele mora na Baixada Fluminense, a renda da família é complementada por sua mulher que vende lingerie, e transportava a mercadoria no carro incendiado, o que aumentou seu prejuízo. Mas, no dia seguinte, Fabrício teve solidariedade inesperada no programa Show do Pedro Augusto, da Tupi, quando o apresentador se ofereceu de público para lhe dar um carro novo. O jornal O Globo teve três equipes na rua, com Antônio Werneck, Gustavo Goulart e Vera Araújo. Vera, que esteve nas manifestações de 5ª.feira da semana passada e nesta 2ª, lembra: “A gente se sentiu ali participando da História. Em mais de 20 anos de profissão nunca vi coisa parecida. A parte inicial foi emocionante, 100 mil pessoas piscando luzes. O final foi grotesco, 200 ou 300 destruindo tudo em volta. Olha que eu subo morro, no meio de tiroteios, e nunca vi isso. Era pedra para tudo quanto é lado. Eu filmando, e pedras vindo na minha direção, quebrando os holofotes dos monumentos em volta. Éramos vistos como inimigos pelos dois lados. Fui chamada de X-9”. Depois da manifestação de 13/6, quando foram usadas bombas de gás lacrimogêneo, as equipes pediram máscaras e óculos, e foram atendidas pela Chefia de Redação. A avaliação dos que os usaram é que ajudou bastante. Aziz Filho, editor-chefe de O Dia, comemorava aniversário na 2ª.feira e convidou os amigos para um pub na Lapa. Passou a noite trabalhando e, sem outra alternativa, sugeriu que a festa fosse transferida para o ano que vem. A capa do jornal, com foto da manifestação pacífica na diagonal, diferente da que foi amplamente veiculada (do “repórter aéreo” Genilson Araújo), ganhou elogios. Os repórteres acreditam que havia muitos agentes infiltrados ali. E alguns se lembravam do caso do RioCentro, a cada pedra que passava perto da sua cabeça, achando que poderia ser uma bomba. Um fato os marcou: no meio do caos, certas pessoas tentavam se organizar. Houve tiros de verdade, e quem cobria viu os estudantes de Medicina da UFF, presentes à marcha, acudindo os feridos. Outro grupo, no dia seguinte, convidava voluntários para fazerem uma limpeza dos prédios históricos pichados e depredados. Não se atacaram prédios pertencentes ao patrimônio histórico do Rio, mas à História do Brasil. Ao mesmo tempo que, em Brasília, manifestantes ocupavam a laje do Congresso, no Rio incendiavam a entrada da Assembleia Legislativa. O prédio foi construído para sediar a Câmara dos Deputados na então capital da República. O Palácio Tiradentes tem esse nome porque naquele terreno funcionou a cadeia em que o inconfidente passou seus últimos dias. Outro local atingido foi o Paço Imperial, construído por Dom João VI, que aqui chegou quando Napoleão invadiu Portugal. O mais provável é que o grupo de manifestantes não tivesse noção dos símbolos que agrediam. Na mesma 2ª feira, tanto na TV Record como na GloboNews, jovens repórteres disseram que esta foi a maior manifestação que já houve no Rio de Janeiro. O livro de Evandro Teixeira 1968 Destinos – Passeata dos 100 mil (editado por sua filha Carina Almeida) está aí para mostrar que o Rio já viu esse filme.

Marcelo Moraes assume sucursal do Estadão no DF

Marcelo Moraes, que vinha respondendo pela Chefia de Redação do Estadão em Brasília, assumiu nesta 2ª.feira (17/6) a direção da sucursal, no lugar de João Bosco Rabello, que deixa a função depois de 23 anos mas permanece na empresa escrevendo sua coluna dominical e blog. Ele – que começou a carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio, e em 1977 transferiu-se para Brasília, onde teve passagens por EBC, Correio Braziliense, O Globo e Jornal do Brasil – também seguirá atuando como parceiro em todas as plataformas do Grupo Estado, como no projeto Broadcast Político, lançado oficialmente nesta 3ª.feira (18/6 – ver capa). Marcelo acumulará os cargos enquanto o jornal não definir sua substituição no comando da Redação. Há 14 anos na empresa, foi editor e editor-executivo em Brasília e por um ano respondeu pela editoria-executiva de Produção na sede do jornal, em São Paulo.

Sexo também pode ter jornalismo

Já pensou em trabalhar testando produtos eróticos? Não? Pois a Mariana pensou. “Meio de brincadeira”, como diz, respondeu a um anúncio de vaga para o site Sexônico (www.sexonico.com.br), um buscador virtual de produtos eróticos. Mais de 7.000 pessoas também entraram na “brincadeira” e quiseram ser testadoras de produtos eróticos. Após um mês de entrevistas e avaliação de textos, Mariana Blac, uma jornalista paulistana de 27 anos, foi escolhida. “Antes do Sexônico trabalhei em agências de publicidade. Há tempos buscava um emprego que me permitisse trabalhar em casa. O Sexônico anunciou a vaga em outubro do ano passado e eu vi um amigo compartilhando a notícia no facebook. Enviei meu currículo meio de brincadeira, porque queria trabalhar em home office e estava cansada de agência. Achei interessante a oportunidade de poder falar de sexualidade jornalisticamente, esclarecendo os consumidores e ajudando-os a obter informações sobre os produtos”, conta Mariana. Hoje ela produz conteúdo para blog (www.marianablac.com.br) e facebook de Mariana Blac e Sexônico, além de avaliar e produzir resenhas de pelo menos um produto por semana.

Congresso da Abraji tem novas presenças confirmadas

Audálio Dantas, Eliane Brum e Miriam Leitão são algumas das presenças confirmadas no 8º Congresso Abraji de Jornalismo Investigativo, que acontecerá de 12 a 15 de outubro no Rio de Janeiro. Além deles, também já garantiram presença o presidente do STF Joaquim Barbosa, Eduardo Faustini (TV Globo), Juan Arias (El País), Mário Magalhães, Rubens Valente (Folha de S.Paulo), Juca Kfouri (UOL/ESPN/Folha de S.Paulo), José Paulo Kupfer (Estadão) e Thomas Blanton (National Security Archives – EUA). As inscrições seguem abertas em preço promocional até 9 de setembro. Profissionais e estudantes associados da Abraji, em dia com suas anuidades, têm desconto de aproximadamente 40%, além de garantirem acesso gratuito a outros eventos da entidade, como seminários regionais e cursos presenciais e online. O valor da inscrição para não-sócio é de R$ 490 para profissionais e de R$ 310 para estudantes. Aos que queiram afiliar-se à Abraji, o valor da anuidade é de R$ 220 para profissionais e R$ 110 para estudantes. Caso optem por se associar no ato da inscrição no Congresso, os novos associados já recebem o desconto de 40% na inscrição, com um investimento total (inscrição + anuidade) pouco maior do que o valor das inscrições sem desconto (R$ 325 para estudantes e R$ 520 para profissionais). Para filiar-se ou inscrever-se no Congresso acesse www.abraji.org.br. Portal dos Jornalistas apoia esse evento.

Equipes da TV Globo são hostilizadas durante protestos em São Paulo

Depois dos protestos da última 5ª.feira (13/6) em São Paulo, em que o saldo não foi dos melhores para jornalistas, com cerca de 15 profissionais feridos, dois deles atingidos por tiros de borracha na região dos olhos, as manifestações desta 2ª.feira (17/6) na capital paulista foram bem mais calmas para a atuação da imprensa. A exceção ficou para as equipes da TV Globo que tentaram trabalhar durante o evento. Em função das críticas à emissora por sua postura na cobertura dos protestos, seus repórteres foram hostilizados verbalmente enquanto tentavam entrevistar os manifestantes. Entre eles, estava o repórter especial e apresentador do Profissão Repórter Caco Barcellos, alvo de muitas críticas e xingamentos de alguns manifestantes mais exaltados. Por orientação da emissora, os profissionais não quiseram comentar o episódio, mas Caco afirmou que fazia parte de seu trabalho passar por esse tipo de situação. Em decorrência do grande número de profissionais feridos ou que foram alvo da polícia na última semana, a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo chegou a distribuir 70 coletes entre associados para facilitar a identificação por parte dos policiais. “É uma atitude vergonhosa ter que usar colete para diferenciar o profissional, mas foi uma decisão tomada em conjunto com os associados para que os policiais não tenham a desculpa de que não sabiam que éramos profissionais trabalhando”, explicou o presidente da entidade Inácio Teixeira, durante a reunião promovida com os associados em frente à estação Faria Lima do metrô, minutos antes do início da manifestação. Em entrevista a este Portal dos Jornalistas, ele explicou que não era a favor dessa iniciativa, mas que a decisão respeitou a vontade da maioria dos associados. A distribuição de coletes também havia sido sugerida na manhã desta 2ª.feira pela Secretaria de Segurança Pública aos jornalistas que fossem cobrir o evento, mas ela foi prontamente rechaçada pelos profissionais. “O Governo do Estado ofereceu coletes mas os jornalistas recusaram, inclusive os apelidando de ‘abadá da bala’, nome que eu acho bastante adequado. Não é possível que jornalista tenha que usar colete para o policial saber em quem ele mira e atira”, comentou o editor da CartaCapital Lino Bocchini. Vale lembrar que a revista teve um repórter, Piero Locatelli, preso durante os protestos da semana passada por portar vinagre em sua mochila, substância que segundo profissionais que atuam na cobertura dos eventos facilita a respiração durante ataques de bombas de gás lacrimogêneo e sprays de pimenta. O repórter foi liberado no mesmo dia e esteve presente nas manifestações desta 2ª.feira.

Curso de focas do Estadão abre inscrições

Estão abertas até 28/7 as inscrições para o 24º Curso Estado de Jornalismo, mais conhecido como Curso de focas. Podem se inscrever estudantes de último ano de todas as faculdades de Jornalismo do Brasil ou formados em 2011 e 2012. De 2/9 a 13/12/2013, os 30 selecionados realizarão atividades em período integral na sede do jornal, em São Paulo, que incluem disciplinas teóricas de Política, Economia, Filosofia, Ética e Português, além de módulos práticos. Também estão previstos treinamentos em Reportagem com Auxílio do Computador, com José Roberto de Toledo, e acompanhamento de gastos públicos, com Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas. A primeira fase do processo seletivo é online, realizada no momento da inscrição, pelo www.estadao.com.br/focas. O resultado será divulgado em 18 de agosto.

Infomotor lança revista MotoJornal para motociclistas iniciantes

A Infomotor, empresa responsável pelo conteúdo da Agência InfoMoto, acrescentou mais um título ao seu portfolio. Distribuída gratuitamente a alunos de moto-escolas, a revista MotoJornal (www.motojornal.com.br) chega com pautas focadas no público iniciante em motociclismo, trazendo opções de motos no mercado, além de dicas de pilotagem e orientação na compra de equipamentos e manutenção. “Queremos que esse público receba informações de qualidade, transmitidas de forma direta e descontraída”, explica o editor Cicero Lima ([email protected]). “Não queremos concorrer com as tradicionais publicações do segmento, mas sim atingir um leitor que praticamente não sabe nada sobre motociclismo, mas tem a convicção de que a motocicleta lhe dará maior agilidade, liberdade e economia”. Mensal, a publicação é impressa em formato pocket (210 mm x 148 mm), com tiragem de dez mil exemplares distribuídos em moto-escolas de São Paulo e Fortaleza, em parceria com a Federação Nacional das Auto Escolas. “A ideia é ampliar de forma gradual a tiragem e a distribuição para todo o País”, explica o diretor da empresa Aldo Tizzani ([email protected]). Esse, a propósito, é o primeiro projeto lançado após a recente associação de Cicero à Infomotor, dirigida até então por Aldo e Arthur Caldeira ([email protected]). Antes, Cícero esteve por 15 anos na equipe da Duas Rodas, onde vinha atuando como gerente de Conteúdo e Relacionamento, coordenando os prêmios Moto do Ano e Melhor Motociclista do Brasil. Com a chegada dele para dirigir a recém-criada área de Novos Negócios da Infomotor e cuidar do conteúdo da revista bimestral Ordem de Serviço – e agora da MotoJornal –, Arthur passou a coordenar as ações editoriais da Agência e do Blog da InfoMoto e Aldo, a responder pelas áreas de publicidade, marketing e relações públicas da empresa. A edição nº 1 – A primeira edição da MotoJornal, que chega às moto-escolas na próxima semana, trará como destaque um test-drive com o PCX 150, novo scooter da Honda, além de detalhes das novas Yamaha Factor Segunda Geração 2014 e Suzuki GS 120, e reportagens sobre como comprar a primeira moto, encarar o caótico trânsito urbano e o perigo de usar capacete falsificado. Mais informações pelo 11-2574-5640.

Festa de Paraty movimenta editoras e jornais

Aumenta o burburinho em torno da 11ª Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, que ocorre entre 3 e 7 de julho. Apresentam-se 41 autores contemporâneos, entre poesia e prosa, ensaios e microrrelatos em obras de ficção. Miguel Conde, o diretor de programação, ressalta o que aparece na mostra em termos da relação da literatura com cinema, música e arquitetura, quebrando a linha divisória entre as artes. Graciliano Ramos, no ano em que se comemoram 120 de seu nascimento, é o homenageado desta edição. Serão lembrados, além do privilegiado autor de Vidas secas, entre tantos livros, sua face de encarcerado, o administrador que foi prefeito no interior, diretor da Imprensa Oficial em Alagoas e inspetor federal de ensino no Rio de Janeiro. Desde os primeiros trabalhos a aparecerem na revista carioca O Malho, passando pelo ofício de revisor do jornal Correio da Manhã, e as inúmeras publicações em revistas, o lado jornalista de Graça também se destaca. O jornal O Globo monta exposição na Casa da Cultura sobre a vida e obra do homenageado, a partir de uma viagem do repórter André Miranda e do fotógrafo Custódio Coimbra a Alagoas, terra natal de Graciliano, mostrando a aridez do Nordeste integrada à obra do autor. E ainda um estudo dos manuscritos deixados por ele como revisor de textos. A exposição Graciliano – A ética da escrita tem curadoria de Miguel Conde; Mànya Millen, editora do caderno Prosa do jornal; e Hugo Sukman, da Fundação Roberto Marinho. Na primeira mesa temática, o repórter Guilherme Freitas conversa com a autora americana Lydia Davis e o tradutor Samuel Titan. Na segunda, André Miranda recebe o argentino Eduardo Sacheri. Uma aula-show em parceria com a editora Companhia das Letras homenageia Vinicius de Moraes e traz músicos. Depois da Flip, parte da mostra estará na Casa do Saber, no Rio, quando Miranda e Coimbra vão contar os bastidores da sua viagem.

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará: Rio de Janeiro: Sérgio Spagnuolo deixou a reportagem da Reuters, onde estava havia dois anos, primeiro em São Paulo, depois no Rio. Passou anteriormente, entre outros, por IstoÉ Dinheiro, Mergermarket, Estadão e iG. Seus contatos são [email protected] e 21-9778-1844. Distrito Federal: Depois de três anos no cargo e 21 anos de casa, a editora-chefe do Jornal de Brasília Maria Eugênia deixou no final de maio a empresa. Desde 5/6, quem responde pelo cargo é Paulo Gusmão, que retorna ao jornal depois de atuar em assessoria. Maria Eugênia continuará, no entanto, a colaborar com a publicação na coluna diária Ponto do Servidor. Patrícia Cordeiro, com passagens pelo SBT em Natal e TV Tropical, afiliada local da TV Record, está cobrindo o período de férias do repórter Carlos Balbino no SBT Brasília. Minas Gerais: O repórter e apresentador Richard Furst tirou férias na CBN e logo em seguida entrará de licença até o início de 2014 para se dedicar a um projeto no Egito. Foi selecionado para integrar o mini-Academs, instituto cultural ligado à Universidade do Cairo, para trabalhar como um dos supervisores do programa, apresentando a cultura ibero-americana a crianças e adolescentes do Oriente Médio. Na ausência dele as sugestões de pauta devem ser enviadas para [email protected] ou [email protected]. A repórter Shirley Souza ([email protected]) assumirá as funções de Richard nos programas Bom Programa no Fim de Semana, Entrevista de Cultura e Cultura em Cartaz. Luiz Fernando Rocha deixou a BandNews FM para assumir a chefia do jornal Metro BH, do mesmo Grupo Bandeirantes. Na rádio, as sugestões devem seguir para [email protected] ou Flávia Ivo ([email protected]), que segue na Chefia de Reportagem. No Metro, Luiz Fernando pode ser contatado pelo 31-3349-5342. Com as férias de Luciana Leite no Diário do Comércio, quem recebe as pautas de Economia e Negócios na ausência dela é o chefe de Reportagem Eric Gonçalves ([email protected]). Já no caderno Infocom do Hoje em Dia quem está de férias é a repórter Franciele Xavier. Nesse período, as pautas devem ser enviadas para Homero Lopes ([email protected]). Pernambuco: A Folha de Pernambuco cortou dez profissionais, inclusive o diretor de Redação Henrique Barbosa. No lugar dele assumiu Patrícia Raposo, que foi repórter da Veja Recife, editora de Economia do Jornal do Commercio e correspondente-editora da Gazeta Mercantil para o Nordeste. Há expectativas de quatro desligamentos na Rádio Folha, do mesmo grupo. Rumores dão conta de que o Grupo Schincariol teria interesse na compra do sistema de comunicação. No Jornal do Commercio, Flávia de Gusmão, que já passou pelas editorias de Moda e Gastronomia, assumiu a coluna social Dia a Dia no lugar de Roberta Jungmann. A ONG Diaconia abriu processo seletivo para a contratação de assessor de comunicação no Recife. Interessados devem enviar currículos para [email protected]. Mais informações pelos 81-3221-0508 / 9646-1569. Ceará: Carla Soraya, ex-TV Verdes Mares e TV Diário, estreia na TV Assembleia com o Almanaque Cultural. Paulo Sérgio Cordeiro se fixa como apresentador do Jornal da Câmara na TV Fortaleza. Lúcio Filho estreou como narrador esportivo na Rádio O Povo-CBN.

Memórias da Redação ? Chapéu no dr. Ruy

Temos esta semana um estreante no espaço: Paulo Camargos ([email protected]), que gerencia o atendimento a clientes do setor público pela FSB de Belo Horizonte, onde está desde 2006, e assessora o ex-ministro Walfrido Mares Guia. Formado pela UFMG, integrou a equipe do Jornal dos Bairros e foi um dos fundadores dos Cadernos do CET, de educação popular. Colaborou com o jornal Em Tempo e trabalhou nas sucursais de Folha de S.Paulo, Estadão e O Globo em BH. Também foi repórter e pauteiro do Hoje em Dia, editor de Primeira Página e de Política de O Tempo e prestou serviços às agências Setembro e DNA. Participou das campanhas eleitorais de Aécio Neves (1992), Amilcar Martins (1996), do ex-presidente Lula (2006), de Itamar Franco (2010) e coordenou a assessoria de imprensa da campanha do prefeito Marcio Lacerda em 2012. Diz ele: “Resolvi rabiscar um ‘causo’ de redação que não vivi pessoalmente, mas que me foi relatado por um colega já falecido. A explicação está no final do texto e faz parte dele”. Chapéu no dr. Ruy (*) Na década de 1970, alguns jornalistas do Jornal da Tarde tinham o hábito de fazer uma rodinha na redação da rua Major Quedinho para bater bola depois do fechamento. A esfera era feita com as laudas de papel que ficavam espalhadas pelo chão. A brincadeira acontecia num corredor largo, delimitado pelas mesas repletas de Remingtons e Olivettis. Redação antiga era barulhenta e enfumaçada. Muitos coleguinhas não conseguiam produzir um texto razoável sem dar umas tragadas enquanto escreviam. Alguns, inclusive, costumavam tomar uns tragos nos bares da vizinhança, para dar mais inspiração. Os cinzeiros ficavam repletos de guimbas e o ar, naturalmente, era denso e fedorento. Naquele horário em que os repórteres escreviam e os editores fechavam, a conversa corria solta e os chefes tinham que gritar para serem ouvidos. As principais vítimas eram os diagramadores, profissionais que encontravam soluções gráficas na ponta do lápis, desenhando página por página. Quando o repórter começava a escrever, o lide tinha que estar claro na cabeça. Se cometesse algum erro ou decidisse mudar uma frase, o jeito era embolar a lauda e começar de novo. Se já estivesse lá pela 15ª linha, o melhor era fazer uma emenda em outra lauda e colar por cima com goma arábica. Ou rabiscar o texto para fazer a correção. Tudo era muito difícil. Não existia Google para sanar dúvida de última hora. A alternativa era recorrer ao arquivo para procurar um dado histórico nas edições mais antigas ou mesmo na Barsa. Os arquivos fotográficos eram físicos. Se o editor quisesse uma fotografia de um ex-ministro, por exemplo, precisava da boa vontade do arquivista para procurar nas prateleiras (mal) organizadas por ordem alfabética. Fotografia, só existia uma cópia de cada, impressa em papel e marcada a lápis-cera vermelho para os cortes dos usos anteriores. Assessor de imprensa tinha que ir de redação em redação para levar o release e a fotografia, anexados por clip de arame. Transmissão de texto ou foto era um caso a parte. O fotógrafo carregava uma mala gigantesca com o equipamento de telefoto da AP e um minilaboratório de revelação. Depois da cobertura, espalhava o equipamento no banheiro do hotel, fazia a revelação no escuro, copiava, secava e, finalmente, transmitia. O equipamento barulhento ficava rodando por um tempo que parecia interminável, enquanto o chefe de Fotografia, na redação, ficava cobrando rapidez pelo telefone analógico. As imagens coloridas chegavam em três vias (magenta, amarelo e cyan) e, juntas, formavam o resultado final. Se elas não fossem cuidadosamente sobrepostas, a impressão saía de registro e todo o trabalho ia por água abaixo. Já o texto do repórter, depois de copidescado, resultando num emaranhado de marcações, setas e inversões, ia para o operador de telex, que também era digitador. Rapidamente, ele produzia uma fita amarela cheia de furos que seria a matriz da transmissão. O texto chegava do outro lado num formato de telegrama que muito se assemelha à linguagem das redes sociais ou de SMS: a craseado virava aa, o é ia escrito como eh e assim por diante. Depois de novo copidesque, ia para a diagramação e a composição, até o jornal sair da gráfica, lá pelas 3 da madrugada. Era muito complicado, mas também muito divertido. Trabalho concluído, era hora da happy hour de jornalista, que se estendia até 6 ou 7 da manhã. Mas, voltando à pelada na redação do JT, a turma estava lá, batendo sua bolinha. O mineiro descendente de espanhóis Ramón García y García era tido como um cara bom de bola. Tinha bom controle e, nas peladas regulares, costumava marcar seus golzinhos. Era um dos primeiros do par ou ímpar. A roda estava animada, quando a bola procurou o craque. Ramón levantou a pelota com a ponta do pé direito e começou a fazer embaixadinhas. De repente, os colegas começaram a acenar discretamente, apontando para trás. Alguns saíram da roda e foram para suas mesas. Sem medo de ser feliz, Ramón fez três embaixadas e, quando a bola subiu, quase fugindo do controle, deu um lençol sobre si mesmo, girou 180° graus e ficou frente a frente com ninguém menos que o dr. Ruy Mesquita, o todo-poderoso do JT. Sem perder a fleuma, dr. Ruy balançou a cabeça, deu dois tapinhas no ombro de Ramón e comentou: “Muito bem, meu rapaz”. Quando a porta se fechou, a turma deitou no chão para rir. Naquela noite, a roda de cerveja teve um tema principal: o chapéu de Ramón no dr. Ruy. (*) Esse caso me foi contado pelo próprio Ramón, muitos anos depois, quando trabalhávamos no Hoje em Dia, em Belo Horizonte. Eu, um jovem foca de Polícia; Ramón, editor de Opinião, já apoiado numa bengala por causa de lesão no colo do fêmur. Passei pela sucursal do Estadão em Belo Horizonte, mas não trabalhei no JT nem conheço a redação onde funcionou. Portanto, o texto certamente contém dados ilustrativos que soarão estranhos para aqueles que passaram por lá. Não sei se usavam Remington, Olivetti ou as duas. Mas acho essa história tão boa que decidi passá-la para a frente. É, muito mais, uma homenagem póstuma ao saudoso Ramón, uma figura humana sensacional, de sangue basco efervescente.

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