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sexta-feira, abril 3, 2026

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Fernanda Pandolfi estreia coluna diária em Zero Hora

Após assumir interinamente no início de outubro o espaço de Milena Fischer como colunista em Zero Hora, Fernanda Pandolfi passa a contar com espaço fixo no jornal a partir desta semana. Ela estreou nesta 2ª.feira (4/11), no Segundo Caderno, a coluna Rede Social, em que traz diariamente assuntos culturais e sociais com foco em eventos e novidades sobre gastronomia, moda, música e comportamento. O projeto envolve ainda um blog de mesmo nome em zerohora.com e a cobertura nas redes sociais (facebook, instagram e twitter). “Conhecer pessoas e lugares me motiva. A coluna no papel será um espaço exclusivo, de antecipar tendências, enquanto o blog e as redes sociais funcionarão como um canal direto de comunicação com o nosso leitor”, explica a colunista. Formada em Jornalismo pela PUC-RS, Fernanda foi repórter do Segundo Caderno e editora online da Revista Donna, além de ter integrado as equipes das colunistas Cláudia Ioschpe e Milena Fischer.

SescTV estreia série sobre habitação e cultura

Paulo Markun e Sérgio Roizenblit estreiam no próximo dia 10/11, no SescTV, a série Habitar, que promete levar o telespectador para dentro das casas, dialogando com moradores e especialistas para estabelecer relação entre habitação e identidade cultural a partir de características que resultam em distintas formas de morar, mostrando que a arquitetura se constrói de acordo com as necessidades, a cultura e a geografia locais. Os personagens contam como é possível viver e ser feliz nas mais diferentes situações, e como os espaços onde vivem refletem suas rotinas e preferências. A casa é o ponto de encontro, onde histórias individuais, políticas, econômicas e sociais se cruzam, formando um documento de época. Serão 13 episódios de 52 minutos (também disponíveis em www.habitarhabitat.com.br), exibidos semanalmente. Na estreia, Palafitas e casas flutuantes da Amazônia. Ainda em novembro serão apresentados os episódios Repúblicas (dia 17), que revela como se organizam os sistemas de moradias universitárias, e Casa de arquiteto (24), sobre como arquitetos elaboram suas próprias residências. A produção da série percorreu mais de 12 mil quilômetros, passando por 18 cidades, de Norte a Sul do País. Foram mais de 225 depoimentos colhidos de moradores, urbanistas, arquitetos, historiadores, antropólogos, artistas plásticos, entre outros. O diretor Roizenblit comenta que a obra é um documento de época, um mapeamento do povo brasileiro e de sua cultura, que colabora para o entendimento da vastidão do Brasil. Para Markun, a série recupera narrativas individuais e coletivas, formando um panorama de como os brasileiros habitam o País. Nesta 4ª.feira (6/11), Habitar será lançada com debate sobre Cultura e Habitação entre os arquitetos Ciro Pirondi e Paulo Mendes da Rocha, mediado por Paulo Markun, a partir das 20h, no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141), São Paulo.

Ricardo Dias é o novo âncora do RBS Notícias em Criciúma

Ricardo Dias, atual coordenador de telejornalismo RBS TV em Criciúma (SC), passou a acumular o posto com o de âncora do RBS Notícias local. Ele substitui a Fábio Cadorin, que segue para o Jornal do Almoço, ao lado de Eliane Gonçalves. Natural de São Paulo, Ricardo ingressou na emissora em agosto passado mas atua em televisão desde 2006.

Vaivém das Redações!

Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará:   São Paulo Durou oito meses a segunda passagem de Leandro Álvares pelo Jornal do Carro, do Estadão. Ele despediu-se novamente do caderno e desde o começo do mês vem atuando como editor-assistente da revista Autoesporte, assumindo assim a vaga aberta após a ida de Ricardo Sant’Anna para o Webmotors. Além do Jornal do Carro, em seus quatro anos cobrindo o setor automotivo Leandro teve passagens pelas revistas Carro Hoje e Racing. Seus novos contatos são [email protected] e 11-3767-7722.   Fábio Pescarini, que teve passagens por Correio Popular, Bom Dia Jundiaí e Jornal de Jundiaí, entre outros, é o novo editor-chefe da Tribuna Impressa, de Araraquara.   Priscila Dal Poggetto despediu-se do G1 após cinco anos como repórter da área automotiva e começou na última semana na equipe de Assessoria de Imprensa da Citroën. Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, ela começou como estagiária no Diário do Grande ABC, tendo também atuado por lá como repórter de Economia. Na Citroën, atuará ao lado de Victor Boaretto ([email protected]), na equipe do gerente geral de Relações Públicas e Imprensa Rogério Accorsi Franco ([email protected]). Os novos contatos dela são 11-2536-3129 / 996-098-023 e [email protected].   Rio Grande do Sul O Grupo RBS promoveu mudanças em sua diretoria, que atingem as áreas de jornais, rádios e corporação. Gabriel Casara, antes diretor-geral de Rádios para Rio Grande do Sul e Santa Catarina, passa a responder pela Diretoria de Jornais SC, sendo substituído por Fabiana Marcon, que estava à frente da Diretoria de Planejamento, Marketing e Circulação do grupo. A área até então coordenada por Fabiana sofreu reformulações e, dividida, agora reporta-se a Anik Suzuki, diretora de Comunicação Corporativa, em Projetos Multimídia, Pesquisa e Relacionamento com o Mercado; a Fábio Lerrer, diretor de Gestão e Planejamento de Jornais, Rádios e Digital, em Gestão e Controles Comerciais; e a Eduardo Smith, vice-presidente de Jornais, Rádios e Digital, em Circulação, com apoio do gerente executivo da área Sidney Zamel.   Santa Catarina Marcelo Fleury deixou em 18/10 o posto de editor-chefe digital do Diário Catarinense e do clicRBS SC, em que esteve por três anos. Foram mais de 13 anos no Grupo RBS, sendo quatro no DC e nove no Zero Hora, onde foi repórter, editor e coordenador de produção em Geral, Política e Mundo. Como enviado especial da RBS, fez coberturas em sete países e na Antártida. Em 2008, foi bolsista do Programa Balboa, atuando por seis meses como repórter do El Mundo, em Madri. Desde a saída do DC, dedica-se a projetos pessoais na área digital.    Ceará O comentarista Ravi Porto é o mais novo integrante da equipe esportiva da CBN-O Povo Fortaleza FM.

Memórias da Redação ? Uma transada na cama do papa

Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto, ex-Estadão, que hoje atua como consultor de comunicação, novamente nos socorreu e é dele a história desta semana. Uma transada na cama do papa             Na África, fazendo matérias para a Rádio Eldorado, como a de um bando de milionários bestas que compraram um rinoceronte para pôr no espeto, fomos parar no Quênia, para conhecer os Masai Mara, aqueles negrões compridos que têm uma dança de pulos altíssimos, nas Minas do rei Salomão, e que não bebem água, só sangue da jugular dos bois, misturado com leite. Na hora H nos avisaram que o hotel estava lotado, só podíamos ficar numa barraca de lona.             Um argentino que estava conosco fez tanto escândalo, que o pessoal do hotel resolveu nos hospedar na “casa do papa”, o alojamento construído na savana para a visita de João Paulo II, dois anos antes.             Feito o sorteio, coube a mim e a Táta o quarto do papa. E ‘perpretamos’ na cama dele – depois, é claro, de a Táta virar o quadro de João Paulo II para a parede.             O papa, entretanto, se vingou. Como a casa fora construída na savana, limparam uma faixa de 2 km bem na frente para o Cessna dele pousar. E como havia uns postes de luz, impalas, waterbucks, javalis africanos e muitas zebras dormiam no nosso “jardim”, porque com a luz os leões não conseguiam chegar sem serem percebidos.             Bem comido (em ambos sentidos), de manhã resolvi fazer meu cooper na “pista de pouso”. Calcei os tênis e depois de correr uns 500 metros notei uma família de búfalos na cabeceira da pista. Dois machos me manjaram, avançaram para a frente das fêmeas e filhotes e começaram a escavar o solo, como em desenho animado.             Eu sabia que, depois do hipopótamo, o búfalo é que mais mata gente na África. Eu estava de calção vermelho (cor de capa de toureiro), mas nem me lembrei que bovinos não enxergam em tecnicolor. Fui parando, parei e morrendo de medo comecei a recuar “de fasto”, como diria Moacyr Castro, embora no fundo sabendo que os bichos não queriam atacar, só estavam avisando: “Não vem que não tem”. Mas eram imensos, os chifres apavorantes e não havia uma arvorezinha sequer para subir, era só a savana lisa.             Cheguei a salvo na casa do papa, longuíssimos dez minutos depois, ou não estaria escrevendo isso.             Mas João Paulo se vingou mesmo: o medo foi tanto que por vários dias não tive “ânimo” para transar, fosse na cama do papa ou em qualquer outra.

Sincor-SP anuncia vencedores de seu Prêmio de Jornalismo

O Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado São Paulo (Sincor-SP) anunciou em solenidade no Mosteiro de São Bento, no dia 30/11, os vencedores da primeira edição do Prêmio Sincor-SP de Jornalismo, para a qual foram consideradas apenas as reportagens e artigos publicados entre janeiro e agosto de 2013.  Na categoria José Logullo – para textos sobre casos envolvendo diretamente corretores de seguros ou empresas corretoras de seguros – venceu Jamille Niero (Revista Apólice), com Venda consultiva gera oportunidades e fideliza o cliente. Viviane Farias (Revista Incêndio) foi a ganhadora da categoria Armando Rebucci –que reconheceu a melhor reportagem sobre o mercado de seguros que apresentasse, obrigatoriamente, a atuação do corretor –, com Proteção de obras de arte. Cada uma delas recebeu troféu e R$ 12 mil. Os melhores trabalhos foram escolhidos por um júri composto por profissionais do mercado de seguros e por Eduardo Ribeiro, diretor do Portal dos Jornalistas. A próxima edição do prêmio, prevista para o segundo semestre de 2014, promete novidades. “A repercussão positiva desta primeira edição comprovou o sucesso dessa iniciativa. Vamos criar novas categorias e tornar o prêmio ainda mais atraente e abrangente, tendo sempre como foco principal a valorização do corretor de seguros”, disse Mário Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sincor-SP.

Fred Carvalho e o desafio de transformar ?vilões? em ?mocinhos?

Quando assumiu a Diretoria de Relações Institucionais da Anfavea, em abril passado, Fred Carvalho prometeu dar uma entrevista mais aprofundada ao Portal dos Jornalistas sobre os novos desafios que enfrentaria em seu novo posto. O único pedido foi para que essa conversa ocorresse após um período no cargo, “uns seis meses”, que segundo ele seriam necessários para analisar as necessidades da entidade e do setor, e colocar em prática as primeiras iniciativas da nova gestão. Coincidências à parte, e após algumas mudanças na data combinada, ele nos recebeu em 23/10, exatamente o dia em que completou seu sexto mês no cargo, para uma conversa sobre, entre outros assuntos, os desafios de acabar com o rótulo de vilão que os automóveis e a indústria automobilística recebem no Brasil e suas motivações para mudar de ares após 21 anos à frente da AutoData, onde além de sócio era diretor e editor. Portal dos Jornalistas – Qual foi sua principal motivação para aceitar este novo desafio? Fred Carvalho – Meu “namoro” com o presidente Luiz Moan para assumir esse posto começou uns quatro meses antes da posse da nova diretoria, em abril passado. Foram várias reuniões e conversas em que ele mostrou tudo o que queria implantar em sua gestão. Não era uma decisão fácil, até porque eu estava em um negócio consolidado e com minha rotina estabelecida, mas aceitei porque achei um desafio muito importante. Hoje trabalho muito mais do que na AutoData, nunca tenho horário para chegar em casa, mas sei que é por algo em que acredito e que deverá trazer ótimos resultados para o setor. É o tipo de desafio que você só aceita quando é muito jovem e pode arriscar, ou é muito velho e já está com sua vida definida, filhos criados e contas em dia. Portal dos Jornalistas – Quais desafios lhe foram colocados? Fred – Acho que nossa principal luta é a de tirar do automóvel a imagem de vilão que ele ganhou nos últimos anos. Hoje ele é injustamente acusado pelas mortes no trânsito, pelos problemas de mobilidade nas grandes cidades, pela poluição que gera, mas o que as pessoas precisam entender é que não é ele o grande culpado. Se o camarada bebe, corre, é imprudente, bate e morre, o culpado não é o carro, o culpado é quem dirige. Ou então, se um cara atropela e mata nove, como aconteceu recentemente, a primeira coisa que é citada é a marca e o modelo do automóvel. O automóvel está evoluindo muito e ficando cada vez mais moderno e seguro; então, o que precisamos agora é fazer evoluir a cabeça das pessoas para que elas entendam que esse produto não é um brinquedo. É, sim. um objeto de desejo e de paixão, mas que deve ser usado com responsabilidade. Outra crítica recorrente é em relação à mobilidade. Mas hoje a média no Brasil é de 5,7 habitantes por automóvel, e em São Paulo, que sofre muito com problemas de congestionamento, esse número é de 1,9. Já na Europa, onde a fluidez no tráfego é infinitamente melhor, esse índice cai para 1,6. E por que isso? Lá, a maioria das cidades foi planejada para que o morador possa utilizar seu carro num curto trajeto, até uma estação onde ele tem vaga para estacionar, e então pegar um trem, um ônibus, um metrô. Isso quase não existe aqui. Além do mais, sempre faltou investimento nos transportes públicos. Então, o automóvel acaba pagando a conta de um planejamento que não foi adequado para as metrópoles nas últimas décadas. Portal dos Jornalistas – Qual o papel da imprensa nessa transformação? Fred – Muitos jornalistas precisam ter mais consciência do peso das notícias que publicam. Infelizmente, tem gente que acha que jornalismo é dar notícia negativa. Ao informar que a produção nacional está subindo 12% ou 13%, o camarada prefere ressaltar que isso representou uma queda de 0,1% em relação ao ano anterior – que, por acaso, foi recorde. Infelizmente, o leitor não entende essa diferença, e fica com a notícia ruim na mente. Quando tenho uma realidade com uma diferença tão grande como essa nos dados, desculpe, mas a grande notícia é o crescimento. Não são números nem próximos, mas parece que às vezes o jornalista tem medo de sair com a notícia positiva e ser chamado de “Xuxa”, de só ver o mundo cor de rosa. Portal dos Jornalistas – Quais iniciativas vocês pretendem adotar para mudar essa imagem? Fred – O presidente Luiz Moan vem sistematicamente, em cada uma das coletivas, mostrando aspectos diferentes dos habituais. Ressaltando pontos que possam de alguma forma contribuir para a criação de uma nova visão, como, por exemplo, falando sobre Mobilidade Urbana Inteligente, incentivando debates sobre quais os melhores modelos para aprimorar aspectos ligados à indústria automotiva. Esse tipo de iniciativa, mesmo que indiretamente, ajuda a reduzir a imagem do automóvel como grande vilão. É uma questão de ter consciência de que existem soluções e a Anfavea vai trabalhar em cima disso, mostrando gradativamente para os formadores de opinião quais ações podem ser benéficas para o setor. Então a estratégia mais importante que estamos adotando nesse momento é a conversa, o contato direto com os jornalistas. O presidente tem ido às principais redações, está visitando rádios, tevês, revistas, jornais, e recebendo jornalistas aqui na sede da entidade para bate-papos informais, onde podemos explicar coisas que muitas vezes eles desconhecem e mostrar novos pontos de vista. A ideia básica é simples: esclarecer. Não queremos que o crítico mude de opinião. Ele pode continuar sendo crítico, mas queremos que pelo menos entenda como as coisas funcionam e que o automóvel não é necessariamente esse vilão todo que estão criando. O melhor brinde que um jornalista pode ganhar é a boa informação, e é isso que queremos passar para ele. Com isso, ao mesmo tempo em que construímos uma imagem nova, desconstruímos uma antiga que não está adequada. É como consertar o avião em pleno voo. Portal dos Jornalistas – E como tem sido essa aproximação? Como é lidar com tantos veículos independentes que têm surgido no mercado? Fred – Lidar com a mídia tradicional, como revistas, jornais e televisão, é mais tranquilo. Por mais que sejam veículos diferentes, com características próprias, o comportamento é padrão. É claro que existem profissionais que dão diferentes ênfases às reportagens, mas em geral são comportamentos parecidos e que seguem um modelo. Infelizmente, muitas vezes, essa não é a abordagem das novas mídias eletrônicas, em que muitos não são jornalistas, não têm formação, mas têm lá um site ou blog que movimenta milhões de pessoas, frequentemente sem a menor consciência da confusão que armam com uma notícia que publicam e que nem sempre é correta. Como eles não têm experiência no trato da informação, sem respeitar todos seus processos apuração, acabam publicando fatos que não são verdadeiros, como o do rato dentro da garrafa da Coca-Cola. Em geral, são mais radicais, mais explosivos e mais taxativos, com reações desproporcionais. E quando a gente tenta corrigir alguma coisa, não raro é como se declarássemos guerra, porque contrariamos posturas e a verdade de cada um. É um nível de agressão absurdo, que em geral não ocorre, ou não deveria ocorrer, entre jornalistas, até porque a maior parte sabe do impacto que uma notícia errada tem sobre o público. Ao mesmo tempo em que preciso lidar com a imprensa tradicional, que conheço há 44 anos, tenho que encontrar a melhor forma de falar também com esses novos veículos. Saber contornar tudo isso é um desafio extremamente delicado, mas profundamente instigante, revolucionário, mas ao mesmo tempo superficial, porque tudo é muito curto e muito rápido. Portal dos Jornalistas – Nesses seis primeiros meses já foi possível perceber algum resultado? Fred – Sim, já temos resultados bem palpáveis. Podemos perceber que de alguma forma a maneira dos profissionais enxergarem o setor está começando a mudar. Novas pautas têm surgido e os profissionais têm-se preocupado mais com questões como renovação de frota, conscientização do condutor, melhores formas de utilizar o automóvel. Portal dos Jornalistas – Recentemente Marcus Brier (Peugeot) e Marcos Brito (MAN) foram nomeados, respectivamente, coordenador e a vice-coordenador de Comunicação Social da Anfavea. Qual a importância dessa escolha para o seu trabalho? Fred – A escolha de um representante da área de automóveis e um de caminhões foi proposital para auxiliar na comunicação com esses dois setores. Infelizmente, a área de maquinário agrícola não tem tanta representação, apesar de ser um mercado riquíssimo, em que o Brasil é muito avançado. Mas o principal papel deles é para que as ideias e iniciativas girem mais rápido entre as associadas e que surjam novas iniciativas, sem se limitarem às organizações dos pools de imprensa e de feiras. Essa área é extremamente importante para discutir estratégias e descobrir formas de corrigir alguns problemas do setor. É papel dessa comissão definir também quais veículos participam ou não dos pools. Portal dos Jornalistas – E como fazer essa distinção sem criar problemas com determinados veículos? Fred – É simples: quem atua apenas na reprodução de releases não é convidado, até porque isso não é jornalismo. Para as mídias tradicionais a seleção é mais simples; já para as digitais, geralmente é convidado quem integra um grande portal. São iniciativas caras e as empresas precisam de um retorno, a matemática é simples. Portal dos Jornalistas – Uma reclamação constante entre jornalistas que nos escrevem é sobre a falta de uma agenda mais organizada de lançamentos. Há alguma solução para esse tipo de problema? Fred – Infelizmente, não. E veja que nós temos uma agenda anual aqui; inclusive, a de 2014 já está sendo preparada, mas é impossível seguir à risca. Temos 28 marcas associadas, a grande maioria de automóveis e caminhões. Em automóveis temos um volume de marcas e modelos fantástico, com 75% das que produzem no mundo representadas no Brasil, e até o final do ano que vem provavelmente chegaremos ao patamar de 82%. É assustador, em nenhum outro país existe tamanha competitividade. Talvez apenas na China, porque o regime é totalmente diferente. Mas nos países com processos e regimes mais conhecidos, o Brasil é recordista em número de marcas e modelos. Temos hoje 2.069 modelos e versões comercializadas no mercado brasileiro, de 62 marcas. Então não é fácil cumprir a agenda, e aqui na Anfavea nós ficamos malucos. Temos um registro para todos incluírem suas datas de lançamento, mas é óbvio que só dos associados da entidade temos como conseguir o respeito a essa agenda. Não podemos cobrar respeito pelo importador independente. Tentamos controlar, mas com 28 marcas é praticamente impossível. Ainda assim, é bem melhor do que poderia ser se não existisse nosso calendário. Resumindo, não há como cobrir tudo e isso é inerente a uma indústria que a todo momento está montando fábrica, lançando modelos, trazendo novas marcas. Você tem marca que lançou nove modelos em dois anos. Nunca foi tão corrido trabalhar nesse segmento. Nunca houve tanta novidade ao mesmo tempo e o jornalista desse segmento tem trabalho 24 horas por dia se quiser. Aqui trabalhamos a média de 12 a 13 horas por dia. O que ajuda é que quem auta nessa área é extremamente apaixonado. Portal dos Jornalistas – Mas essa paixão também pode não ser benéfica para o setor de alguma forma? Fred – Sim. Hoje há muita gente que desde criança é apaixonada por carro, por corrida, que diz que quer ser piloto quando crescer. Aí cresce, vê que não tem pai rico, começa a pensar em outras formas de trabalhar e estar perto desse segmento. Vai fazer jornalismo, monta um blog, e de repente consegue estar perto desse monte de carros. Isso por um lado é bom, porque temos uma imprensa extremamente apaixonada por automóvel, mas, em compensação, quem é que vai escrever sobre caminhão, sobre transporte urbano, sobre ônibus, sobre maquinário agrícola? Não aparece ninguém e os jornalistas mais antigos não estão desaparecendo apenas porque morrem, mas também porque essa área vem perdendo profissionais. O camarada vai trabalhar numa assessoria de imprensa, muda de área, abre um boteco, e quando você olha para baixo não encontra molecada nova com “diesel nas veias”. Portal dos Jornalistas – Há alguma iniciativa prevista para esse pessoal mais novo? Fred – Precisamos reforçar o treinamento. Não como uma nova formação, apenas fazer com que eles participem de um ciclo de conhecimento em que tenham a oportunidade de receber informações sobre o setor, que muitas vezes não têm. É importante explicar os novos projetos que estão surgindo, seus impactos na indústria, falar sobre transporte, mecanização agrícola, aspectos de sustentabilidade, impostos. Informações que eles muitas vezes não sabem que são importantes para o segmento automotivo. Portal dos Jornalistas – E para o pessoal que foi pioneiro no setor, alguma iniciativa prevista? Fred – Estamos conversando, sim, sobre um projeto, sobre o qual ainda não posso dar muitos detalhes, mas em que de alguma forma poríamos os jornalistas mais experientes para contar as histórias do setor. Isso dá uma baita repercussão. É só tomar como base o lançamento do livro do Eduardo Pincigher. Mas nossa preocupação não é com a repercussão que isso daria, e sim pegar essas pessoas que saíram lá do “fusquinha” e chegaram até esses produtos mais avançados como os de hoje, e falem sobre sua relação com o automóvel. Estamos perdendo muita coisa boa, um material muito rico com a visão de profissionais que acompanharam a evolução da indústria automotiva brasileira. Da mesma maneira, seria importante recuperar a imagem dos principais líderes que este setor teve, e alguns até já foram embora e não registramos. O tempo é cruel, ele mata mesmo, e a gente precisa começar a correr para recuperar essa história. Portal dos Jornalistas – Para finalizar, poderia citar algumas estratégias que deverão ser adotadas nos próximos meses? Fred – Além da equipe que já estava aqui, e dos reforços do Vinícius Romero e da Raquel Mozardo, pretendemos trazer mais duas pessoas para formar um grupo de processamento de informações e atendimento à imprensa bastante competente. Precisamos que os jornalistas tenham sempre em tempo real as informações de que necessitam, e não apenas para os da área automotiva, mas da imprensa em geral. A indústria automotiva é muito forte, emprega muita gente e arrecada muitos impostos. Por isso e por outros aspectos, como a paixão que boa parte dos brasileiros ainda tem por carro, nosso segmento é um grande gerador de notícias. Se você falar que fechou uma fábrica de monitores de televisão em São José dos Campos, em que foram demitidas mais de 2,5 mil pessoas – e esse fato é real –, dá rodapé de página em jornal; mas se você falar que uma montadora demitiu 150, sai no Jornal Nacional. A gente precisa estar aqui 24 horas por dia com uma equipe muito bem preparada para atender, porque toda hora temos demanda. Dólar subiu, dólar caiu, aumento de impostos, preço do combustível, etc., tudo tem reflexo na indústria automotiva. É um negócio que dá paixão, que dá Ibope. Mexeu com esse segmento, todo mundo presta atenção e cada vez mais precisarei ter uma equipe bem treinada, especializada e transparente para passar para a imprensa essas informações. Nossa função básica será sempre a de resgatar os valores da relação do setor automotivo com a sociedade, e do cidadão com o seu veículo.

CBN estreia quadro sobre mundo corporativo

A CBN estreia em 4/11 o CBN Young Professional, quadro que discute o mundo corporativo sob a ótica do público entre 20 e 35 anos. Dirigido a estudantes, gestores e empreendedores, o espaço traz entrevistas com empresários e protagonistas dessa nova geração, com foco em temas como oportunidades do mercado, desafios da carreira e lideranças emergentes. O quadro vai ao ar às 2as.feiras, a partir das 6h40, no Jornal da CBN, com reapresentação no CBN Total do mesmo dia, às 16h50. Uma versão mais longa do bate-papo, que terá entre dez e 15 minutos, será veiculada na edição de domingo do Jornal da CBN, a partir das 8h10. O conteúdo também estará disponível no site da emissora. A rádio, aliás, entrou na brincadeira da britânica BBC e criou o Pergunte ao Brasil, pesquisa feita em conjunto com o Conecta, braço de enquetes online do Ibope. Os ouvintes são convidados a enviar perguntas, depois selecionadas por um júri da casa: Gilberto Dimenstein, Juca Kfouri, Mariza Tavares e Mílton Jung pela CBN, e Márcia Cavallari pelo Ibope. Valem assuntos sérios e os mais leves. As cinco perguntas consideradas como as melhores serão submetidas a 4 mil pessoas, por consulta online. Entre os dias 4 e 15/11, as perguntas podem ser propostas [email protected]. Os autores das melhores perguntas serão conhecidos em 29 de novembro. O Ibope fará a pesquisa com um universo representativo do internauta brasileiro e o resultado será divulgado em 16 de dezembro. A ação inspirou-se no Ask the World, quadro do programa de rádio BBC Today com a empresa Win, de pesquisa de mercado de âmbito mundial, e teve perguntas respondidas por milhares de pessoas em 70 países.

De papo pro ar ? À direita

Eu não saberia precisar o ano, mas foi ali pela década de 1980. Num fusquinha, eu e os sanfoneiros Oswaldinho e Sivuca, mais o cartunista Henfil ao volante. Íamos a uma emissora de rádio na zona sul paulistana, onde eu ocupava espaço num programa da atriz Cacilda Lanuza. E no caminho eu orientando Henfil, falando e gesticulando: entra aqui, entra ali… Por fim, chegamos. – Você conhece bem São Paulo –, elogiou Sivuca. – Sim, mas se eu fosse seguir as orientações dele, não teríamos chegado. Era Henfil jogando um balde de água fria e explicando: “Eu morei em Natal, e lá aprendi que nordestino acha que se deve entrar sempre à direita”. – É mesmo –, disse Oswaldinho. – Assis gesticula sempre com a direita, como se não houvesse ruas ou avenidas à esquerda. Risada geral.

A vez dos pequenos veículos

O Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, entidade responsável pelo Observatório da Imprensa, lança nos próximos dias 8 e 9/11, em São Paulo, o projeto Grande Pequena Imprensa (GPI), cujo objetivo é dar suporte técnico a pequenos veículos de diversas regiões. A proposta – idealizada há pouco mais de dois anos por Alberto Dines e estruturada por Carlos Eduardo Lins da Silva – parte do princípio de que “um jornalismo local e regional independente, forte e diversificado é de suma importância para a consolidação da democracia”. O lançamento será  num seminário de que participarão 33 representantes de 22 veículos de comunicação do interior do País. A iniciativa, que tem apoio da Fundação Ford, permitirá aos veículos que aderirem ao projeto acesso gratuito a capacitações em diversas áreas, adaptadas segundo suas demandas. O objetivo é auxiliá-los a fortalecer seus processos de gestão, produção de conteúdo jornalístico, uso de tecnologia, distribuição e sustentabilidade financeira. Dos cerca de 60 veículos mapeados e analisados ao longo de 2012 por alunos de Jornalismo da USP, todos de regiões economicamente relevantes, foram selecionados pouco mais de 30. Desses, 22 aceitaram o convite do Projor para participar do seminário. São 13 veículos do interior e quatro do litoral do Estado de São Paulo, dois do litoral do Rio de Janeiro, dois do Mato Grosso e um de Santa Catarina, que estarão representados por editores, diretores ou proprietários. Nesta primeira fase, entre seis dez interessados serão selecionados pelo Projor para receber apoio técnico ao longo de 2014. A programação do encontro terá a participação vinte especialistas em Comunicação do Brasil e do exterior, entre eles Emma Meese (Universidade de Cardiff/UK), especializada em mídia regional e comunitária, e Hans Dekker (Community Foundation of New Jersey/EUA), entidade criada em 1979 com o objetivo de melhorar a vida comunitária por meio de educação, saúde e engajamento cívico. Embora restrito a convidados, o evento será transmitido online pelo Hangout on Air do Google, na página Grande Pequena Imprensa do google+, e pelo canal Grande Pequena Imprensa do youtube. As sessões ficarão disponíveis posteriormente nos mesmos canais. Veja a programação

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