A comissão organizadora do 41º Salão Internacional de Humor de Piracicaba anunciou os jurados que farão a seleção e a premiação dos trabalhos desta edição. São cartunistas, jornalistas e outros profissionais que fizeram e fazem parte da história do evento, cuja primeira edição ocorreu em 1974, em plena ditadura militar. Comporão o júri este ano os cartunistas Tiago Hoisel Ferraz, Bruno Hamzagic de Carvalho, Osvaldo da Silva Costa, Antonio Carlos Tironi Galhardo (Caco), Marcelo Henrique Maiolo, além dos jornalistas Ingrid Gomes e Paulo de Tarso Porrelli. A tarefa de escolher os premiados será de Fausto Longo (arquiteto, urbanista e senador italiano e um dos criadores do Salão de Humor), Paulo Bonfá (radialista e humorista), Carlos Balladas (presidente da Associação de Jornais do Interior de São Paulo), Jorge Cunha Lima (escritor) e dos cartunistas Luiz Carlos Fernandes, Elena Ospina (Colômbia) e Luc Descheemaeker (Bélgica). Descheemaeker, ou O-Sekoer – um trocadilho com au-secours (socorro, em francês) –, além de fazer parte do júri de premiação, é um dos convidados para realizar mostra paralela ao Salão. Chamada inicialmente de Humor Vintage da Bélgica, a exposição é uma retrospectiva composta por “fotografias de humor”, como ele mesmo denomina. Vencedor de mais de 190 prêmios em salões mundiais, O-Sekoer faturou o primeiro lugar na categoria cartum em quatro edições do Salão Internacional de Humor de Piracicaba: 1992, 1996, 1998 e 2001. O Salão distribuirá um total de R$ 51.500 em prêmios. Os artistas gráficos vão concorrer em cartum, charge, caricatura e tirinhas/HQs. No prêmio temático, a palavra “Indignação” será a inspiração este ano. Ainda há os prêmios Câmara Municipal de Piracicaba, júri popular Alceu Marozi Righetto, Águas do Mirante, Unimed e o Grande Prêmio Salão de Humor de Piracicaba, no valor de R$ 10 mil. As inscrições seguem abertas até 18/7, via Correios ou internet. A seleção será em 2 e 3/8, a premiação em 16/8 e a abertura em 23/8, no Engenho Central. Regulamento completo no salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br, também em inglês e espanhol.
Folha é o veículo preferido de executivos, diz pesquisa do Grupo Máquina
O Grupo Máquina, por meio do Instituto Máquina de Pesquisa, publicou o estudo Impacto das Mídias 2014, em que faz um levantamento sobre hábitos de consumo de informação de executivos. O editorial assinado por Maristela Mafei, fundadora da agência, dá a dimensão dos resultados apurados: “Este levantamento dos hábitos de consumo de informação dos executivos traz indícios bastante úteis para referendar certas teses ou desmistificar conclusões precipitadas. Entre os dados oferecidos, há que se considerar, por exemplo, que os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas e emissoras de tevê e rádio) seguem influentes junto aos tomadores de decisão – ao mesmo tempo em que a credibilidade das redes sociais entrou em declínio”. Realizada desde 2011, a pesquisa tem por objetivo avaliar como as informações chegam até tomadores de decisão do meio empresarial brasileiro e como esses gestores avaliam os meios de comunicação. Na edição deste ano, 226 executivos de 137 empresas foram entrevistados entre 7 de abril e 16 de maio. O estudo mostra que, apesar de a imensa maioria dos executivos (96%) fazer uso das redes sociais, um pequeno número (7%) disse confiar nas informações que elas produzem. No entanto, 81% apontaram o jornal impresso como fonte mais confiável de informação, seguido por rádios (71%) e revistas (68%). Outro dado interessante é que os executivos não têm nos artigos de opinião a fonte primária de influência, e sim nas reportagens, apontadas como preferidas por 51% dos entrevistados. Folha de S.Paulo é o veículo preferido entre todos os segmentos, seguido por Veja, Agência Estado, Jornal Nacional (TV Globo) e CBN. O rádio, curiosamente, está mais presente na vida dos executivos do que a televisão: no comparativo com a pesquisa de 2011, subiu de 38% para 60%. Miriam Leitão é a colunista mais lida, Lauro Jardim tem o blog mais visto e Economia é o principal assunto de interesse dos entrevistados. Segundo o estudo, a internet é o meio pelo qual mais se consomem notícias; no entanto, 49% dos entrevistados disseram não abrir mão de versões impressas de jornais e revistas para se abastecerem de informação. De acordo com a pesquisa, os sites de notícias são único meio de comunicação presente na rotina de todos os entrevistados. Os blogs, porém, são os menos consumidos. Já os jornais diários estão no dia a dia de 70% dos entrevistados, número que sobe para 80% quando se considera a versão digital. Nas revistas, as posições se invertem e os executivos preferem a versão impressa (81%) à online (52%). Rodrigo Barneschi, diretor da Máquina Metric e do Instituto Máquina de Pesquisa, assinala no documento que, “em 1994, sequer havia internet comercial no Brasil. Muita coisa mudou de lá para cá, e poucos segmentos foram tão impactados pela revolução tecnológica quanto a comunicação de massa. Marcas centenárias se dissiparam em meio a novos hábitos, líderes globais surgiram de maneira inesperada, o broadcast deu lugar ao socialcast. Tamanha ruptura, no entanto, foi insuficiente para abalar o prestígio dos meios de comunicação que souberam se reinventar. É o caso desta mesma Folha de S.Paulo, que compensa hoje a tiragem mais tímida com uma avassaladora audiência digital (4,6 milhões de leitores diários) e com uma série de interfaces para seu público”.
Lígia Braslauskas deixa a Gerência de Jornalismo do R7
Após cinco anos de casa, Lígia Braslauskas deixou na última semana o agora extinto cargo de gerente de Jornalismo do R7 para se dedicar ao seu segundo livro, um romance, sobre o qual ainda mantém sigilo. Lígia, que havia sido editora executiva e editora-chefe, foi também responsável pela expansão do portal para as sucursais de Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais e Bahia. Mesmo de saída de suas funções executivas, manterá um pé dentro da empresa, com o blog Literatura. No início da carreira, em 1996, em São Paulo, Lígia atuou em jornais de bairro e revistas especializadas. Depois passou por Folha de S.Paulo, onde escreveu sobre imóveis, mercado de trabalho, pequenos negócios em Cidades, e Internacional. Foi em seguida para a Folha Online, por nove anos, onde chegou a ser editora-chefe. Seu novo contato é [email protected]. Leia mais + Prêmio Esso abre inscrições + Finalistas do Prêmio CNI de Jornalismo 2014 serão escolhidos neste sábado (5/7) + Grupos Boxpar e Attitude desistem da fusão
Prêmio Esso abre inscrições
Trabalhos serão recebidos até 12/8 e vencedores serão anunciados em 12 de novembro Abriram nesta 4ª.feira (2/7) e vão até 12/8, pelo www.premioesso.com.br, as inscrições à 59ª edição do Prêmio Esso de Jornalismo, patrocinado pela ExxonMobil, para trabalhos jornalísticos publicados na mídia impressa ou veiculados por emissoras de televisão em todo o Brasil entre 15/8/2013 e 12/8 deste ano. Os vencedores das 14 categorias, incluindo Telejornalismo e o Prêmio Principal, que leva o nome do programa, serão anunciados em 12 de novembro. O concurso distribuirá os seguintes valores (brutos): Prêmio Esso de Jornalismo: R$ 30 mil; Prêmio Esso de Telejornalismo: R$ 20 mil; Prêmio Esso de Reportagem: R$ 10 mil; Fotografia: R$ 10 mil; Informação Econômica, Informação Científica-Tecnológica-Ambiental, Educação, Primeira Página, Criação Gráfica/Jornal e Criação Gráfica/Revista: R$ 5 mil; e Regionais Norte/Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul: R$ 3 mil. O regulamento com todos os detalhes de inscrição e envio também estão no site do prêmio. Mais informações na RP Consultoria ([email protected] e 21-3208-3646).
14 profissionais reforçam time de O Tempo na cobertura da Copa
O Tempo contratou 14 profissionais para a cobertura da Copa do Mundo, além de fazer remanejamentos na equipe. Os novos integrantes são os redatores Frederico Machado, Lucas Buzatti, Ludmila Pizarro, Soraya Belusi e Thiago Pereira, os repórteres Bernardo Almeida, Diego Costa, Lohana Lima e Victor Martins, os fotógrafos Gustavo Baxter e Pedro Gontijo, além de Emerson Domingos (editor de vídeo), Ricardo Mallaco (assistente de edição fotográfica) e Roni Cavalieri (operador de scanner).
Viagem LGBT: Turismo para gays, lésbicas, bissexuais e transexuais
A InterConectada, de Fabiano Mazzeo, lança o site Viagem LGBT, focado em Turismo LGBT para brasileiros e estrangeiros que visitam o Brasil. Com mais de 20 anos de atuação em mídias LGBT, o ativista e escritor Stevan Lekitsch (foto) assina a edição. Ele passou os últimos anos envolvido também com Turismo, o que deu a ideia de unir os dois temas num único site. “O Turismo LGBT está crescendo no Brasil e já é consagrado lá fora”, disse em nota. “Devido a uma grande lacuna, onde a existência de sites especializados ainda era tímida, havia uma grande oportunidade de atender a esse público exigente e em crescimento. O Viagem LGBT chega para fazer a diferença”. O site divide seu conteúdo em abas como Destinos (Brasil e Internacionais), O que fazer (Eventos e Paradas LGBT), Onde ficar e Onde comer. Outro ponto do leiaute são as retrancas específicas para públicos como lésbicas, transexuais e “ursos”. A quem desejar atualização constante, newsletters estão disponíveis para assinantes, além das páginas em facebook e twitter.
Finalistas do Prêmio CNI de Jornalismo 2014 serão escolhidos neste sábado (5/7)
Após quase um mês de análise, as reportagens finalistas da edição 2014 do Prêmio CNI de Jornalismo serão definidas pela Comissão de Seleção neste sábado (5/7) e divulgadas na 3ª.feira (8/7). Os três melhores trabalhos indicados em cada uma das 13 categorias do concurso seguirão depois para avaliação da Comissão Julgadora. A entrega dos prêmios ocorrerá em 29/7, em Brasília. O concurso distribuirá R$ 310 mil em valores brutos. Serão premiadas com R$ 25 mil as melhores reportagens de TV, rádio, revista, jornal e internet (sites e blogs). Os ganhadores nas categorias regionais (Sul, Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste) receberão R$ 15 mil cada um. Há também duas categorias especiais, em que os vencedores receberão R$ 30 mil: Educação e Inovação. Por último, o Grande Prêmio José Alencar de Jornalismo, de R$ 50 mil, será entregue ao escolhido como melhor entre todos os trabalhos inscritos. A Comissão de Seleção do Prêmio CNI de Jornalismo 2014 é formada por Francisco Leali (O Globo), Ribamar Oliveira (Valor Econômico), Conceição Freitas (Correio Braziliense), Roseann Kennedy (Rádio CBN), Danielle Rafare (TV Globo Brasília), Ayr Aliski (Agência Estado) e Luciano Pires (FSB Comunicações). Mais informações em www.premiocnidejornalismo.com.br.
Grupos Boxpar e Attitude desistem da fusão
Em comunicado divulgado às 16 horas desta 2ª.feira, 30 de junho, os grupos Boxpar e Attitude informaram ter desistido da fusão de suas operações, anunciada no final de 2013. Desse modo, as três empresas que integram o Grupo Boxpar – Maxpress, Boxnet e Todo Ouvidos – voltam a operar de forma independente, sob a liderança dos sócios Decio Paes Manso e Thales Tofoli. O Grupo Attitude volta a ter basicamente a mesma composição do período em que se denominava Attitude Global, integrado pelas agências MZ (líder no segmento de relações com investidores e liderada por Rodolfo Zabisky) e MVL (especializada em comunicação corporativa e liderada por Mauro Lopes). No texto divulgado ao mercado, Boxpar e Attitude informam que “optaram por não concluir a fusão de suas operações como previsto no Memorando de Entendimentos assinado em dezembro de 2013” porque “as sinergias inicialmente estimadas, que viabilizariam a troca de participações societárias, não se confirmaram nos ensaios práticos realizados nestes primeiros cinco meses de 2014”. Os grupos assinalam que “apesar de não terem concluído a transação societária pretendida, continuam buscando oportunidades de negócios que sejam de interesse mútuo”. Pouco antes, a LVBA, que também havia se integrado ao projeto de constituição do Grupo Attitude, no final de 2013, ao lado da Boxpar, retirou-se do negócio em função do rompimento societário entre Gisele Lorenzetti e Flávio Valsani. Com a decisão, a LVBA, agora tendo apenas Gisele no comando, voltou ao endereço anterior, na rua Alvarenga, no Butantã, e Flávio integrou-se como associado à Concept, agência do Grupo Ideal, que tem no comando Rodrigo Padron.
Record renova com Ricardo Kotscho
Desde 2011 comentarista de política do Jornal da Record News e blogueiro do R7, onde hospeda o seu Balaio do Kotscho, Ricardo Kotscho acertou na semana passada ficar mais dois anos na empresa. Em mensagem ao Portal dos Jornalistas, ele informou: “Apesar do adiantado da hora da vida no batente, a Record renovou meu contrato por mais dois anos no R7 e na Record News. Vocês vão ter que me aguentar até maio de 2016… Sou pé quente: o R7 já é o segundo maior portal jornalístico em audiência e a Record News é líder disparada no segmento dos canais de notícias”. Ricardo concilia seu trabalho na emissora e no portal com a atividade de repórter da revista Brasileiros.
Rede Minas vive momento de mudanças e debates
Em entrevista exclusiva ao Portal dos Jornalistas, presidente da Fundação TV Minas esclarece que momento é de transição e que outras mudanças estão por vir. Movimento Salve a Rede Minas discorda do posicionamento da diretoria A Rede Minas vive momentos delicados desde a decisão judicial que estabeleceu realização de concurso público para seu quadro funcional no ano passado. Recorrentes protestos de insatisfação por parte dos funcionários, mudanças no quadro de pessoal e na programação são apontados pelos colaboradores como os principais indícios de um período conturbado e incerto. “O processo de concurso público é democrático, mas a forma como foi realizado não foi a mais adequada”, pontua o jornalista e membro do Movimento Salve a Rede Minas Leandro Lopes. “O concurso prevê 203 cargos concursados e 83 comissionados. Anteriormente, a tevê tinha mais de 400 funcionários e com a realização do concurso não ficou claro o motivo da redução”. Julio Miranda, presidente da Fundação TV Minas, esclarece que a mudança no modelo de gestão está acontecendo por determinação legal: “Entendemos que o processo de mudanças gera insegurança, mas o clima vai se recuperando à medida que a rotina se estabilizar. Nesse sentido, o movimento Salve a Rede Minas desempenha papel fundamental enquanto promotor das manifestações sociais e da defesa do patrimônio público. O importante é filtrar as informações propagadas e extrair delas dados relevantes”. Leandro Lopes também denuncia que a programação está sofrendo perdas significativas: “O conteúdo produzido está sendo sucateado. Programas como Rede Mídia, Jornal Visual, Curta, Trilhas do Sabor, Planeta, Diverso, Mais Ação, Bem Cultural, Dango Balango e Concertos Harmonia não estão mais sendo produzidos, apesar de alguns deles ainda serem veiculados como reprise. A Rede tem apenas sete horas semanais de produção de conteúdo”. O presidente da Fundação rebate afirmando que as mudanças fazem parte do processo natural da programação: “A produção de material não foi interrompida. Alguns programas saíram da grade e outros entraram, dentro da dinâmica da tevê. Atualmente, a emissora tem 24 projetos ativos, 23 horas de produção local e 90 minutos de coprodução local. As alterações realizadas na grade representam um ganho em profundidade de conteúdo, não uma perda de material”. Miranda informa ainda que o quadro de funcionários operante após os ajustes necessários de rotina será de 286 pessoas, “número adequado ao nível de produção ímpar que a emissora possui”. Para o Salve a Rede Minas, a remuneração oferecida aos funcionários concursados está abaixo do valor pago no mercado, o que prejudica a qualidade do conteúdo produzido. Questionado, Miranda pondera que a Rede Minas não é uma instituição governamental isolada e que a política de remuneração não pode ser analisada de forma restrita: “Não somos uma emissora com capacidade financeira de mercado. O projeto que determinou funções e salários foi aprovado pela Assembleia mineira e estamos cumprindo a determinação estabelecida no documento”. E ele prevê outras mudanças para os próximos meses: “A emissora completa 30 anos sendo reconhecida como veículo participativo, estimulador de cultura, educação e cidadania. As reformulações se estendem à mudança para uma sede própria (prevista para março de 2015) e uma renovação de imagem. Não queremos ser apenas uma tevê de telinha. Vamos nos adequar para receber participações sociais e virtuais”. Lopes contrapõe, afirmando que o movimento não tem o que comemorar: “Estamos vivendo uma perigosa perda de conteúdo. A tevê já foi uma das mais importantes emissoras públicas nacionais e vive momento de declínio. Torcemos para que esse quadro seja revertido com o apoio da sociedade”.






