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sexta-feira, abril 10, 2026

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Três deixam a Repórter Brasil

Após três anos à frente da agência de notícias da ONG Repórter Brasil, Daniel Santini deixa o cargo de coordenador de jornalismo para assumir a vaga de coordenador de projetos na Fundação Rosa Luxemburg. Simultaneamente sai também do site de jornalismo ambiental O Eco, em que escreve desde 2010, para participar em 2015 de um novo projeto que combina dados públicos, jornalismo de dados e geojornalismo, iniciativa cujos detalhes serão anunciados em breve.  Não é a única mudança na Repórter Brasil, organização sem fins lucrativos considerada referência em informações sobre combate ao trabalho escravo e defesa de direitos humanos. O editor-assistente Igor Ojeda e o repórter Stefano Wrobleski também estão de saída da organização. Este último vai atuar com Santini do novo projeto e paralelamente trabalhar em uma reportagem investigativa sobre energia, iniciativa para a qual recebeu financiamento por meio do concurso de microbolsas da Pública e do Greenpeace. Na Repórter Brasil, os nomes dos eventuais substitutos ainda não foram anunciados. 

Decio Trujilo deixa o Diário da Região

Decio Trujilo deixou o cargo de diretor de Redação do Diário da Região, de São José do Rio Preto, após um ano e três meses no cargo. Decio, que foi o último editor-chefe do Jornal da Tarde, havia sido convidado a dirigir o jornal com a proposta de modernizar a plataforma digital e reestruturar o impresso. Já havia uma combinação de que passaria um período na empresa, até concluir esse processo. O segundo semestre difícil vivido por grande parte da mídia brasileira e o olhar mais conservador da empresa em relação ao cenário para 2015 levaram-na, no entanto, a fazer alguns ajustes no orçamento, entre eles o de extinguir o cargo de diretor de Redação, que havia sido criado com a chegada de Decio. Com a saída dele, fica no comando do jornal o editor-chefe Fabrício Carareto, que ali já estava quando ele chegou. Decio passa o final de ano em São Paulo e depois regressa a São José do Rio Preto para os acertos finais com o Diário. Só aí deverá definir os próximos passos profissionais. 

Justiça determina quebra do sigilo telefônico de repórter do Diário da Região

Abraji considera a decisão um precedente perigoso O juiz Dasser Lattiere Júnior, da 4ª Vara Federal em São José do Rio Preto (SP), determinou em 27/11 a quebra dos sigilos telefônicos do repórter Allan de Abreu e do jornal Diário da Região. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, cujo objetivo é identificar a fonte de Abreu em reportagens sobre a Operação Tamburutaca, deflagrada pela PF em 2011. Allan de Abreu foi contatado logo após a publicação da reportagem pelo procurador da República Álvaro Stipp, que solicitou ao jornalista que revelasse sua fonte. Com a negativa, pediu a abertura de inquérito contra Allan por coautoria em quebra de sigilo das investigações. No texto de sua decisão, o juiz Lattiere afirma haver “indícios de fatos graves a serem apurados” e “se imprescindível, como sustenta a autoridade policial, a obtenção de informações para apuração dos fatos, é de se deferir a ruptura do sigilo”. O Grupo Diário informou que vai recorrer da decisão. Em nota publicada nesta 5ª.feira (18/12), a ABI, por seu presidente Domingos Meirelles, condenou a decisão, por entender que “viola os princípios que regem a Liberdade de Imprensa consagrados pela Constituição”. Também Abraji, ANJ, Abert e Sindicato dos Jornalistas de São Paulo se manifestaram contra a decisão. Transcrevemos abaixo a íntegra da nota da ABI: “A Associação Brasileira de Imprensa condena o indiciamento do repórter Allan de Abreu e do jornal Diário da Região, pela Justiça Federal  de São Paulo, por entender que a quebra do seu sigilo telefônico e do jornal onde trabalha ofende o Estado de Direito e viola os princípios que regem a Liberdade de Imprensa consagrados pela Constituição. A Justiça Federal não pode entrar em litígio com o texto da nossa Carta Maior que considera inviolável o sigilo profissional do jornalista. A legislação em vigor protege o sigilo da fonte  como forma de assegurar o livre exercício da informação, uma das cláusulas pétreas do regime Democrático. A argumentação em que se escudou o juiz da 4ª Vara Federal de São José do Rio Preto, Dassier Lettiere Junior, não tem qualquer amparo legal. Ao sustentar que  divulgação de notícas sobre o esquema de corrupção que envolvia a Regional do Ministério do Trabalho comprometeu o trabalho de investigação da Polícia Federal afronta a realidade dos fatos. A fase mais importante da Operação Tamburutaca, que resultou na prisão dos principais suspeitos, havia ocorrido três anos atrás, em maio de 2011, quando o Diário da Região publicou a notícia. Na época, o então Procurador do Ministério Público Federal Álvaro Stipp, que acompanhava o caso, submeteu o repórter Allan Abreu a toda sorte de constrangimentos para que revelasse sua fonte. Como se recusou a fornecer o nome do seu informante, foi indiciado no processo que acabou sendo arquivado no início deste ano. Com a chegada de um novo procurador, o processo contra Allan e o jornal foi reaberto. O  jornalista teve então seu sigilo telefônico quebrado, a pedido do Ministério Público Federal, cuja função é justamente conter os excessos e desarmar os espíritos, além de fiscalizar e zelar pela boa aplicação da Lei.”

Corte no Correio Braziliense atinge todas as áreas. Cinco deixam a Redação

O Correio Braziliense efetivou um corte de pessoal na última semana, que se estendeu por toda a empresa, incluindo a Redação, de onde saíram cinco profissionais: o sub de Opinião Adriano Lafetá, o editor de Suplementos Renato Ferraz, o correspondente em São Paulo Felipe Sefrin, o fotógrafo Gilberto Alves e a diagramadora Suely Carvalho. Grande parte dos demitidos foi de outras áreas, como comercial, administrativa e de transporte. Conforme o Portal dos Jornalistas apurou, o corte na Redação foi até pequeno, da ordem de 6%, já que a previsão é de que seria mais forte, como aconteceu em outras áreas. O corte total de despesas deve ter chegado a 15%, ajuste que, segundo fonte da empresa, ainda não coloca as despesas do jornal no limite necessário para a operação, devido à queda de faturamento. Renato Ferraz, com 22 anos de casa, vinha negociando sua saída desde meados do ano. Comenta-se que não estava feliz com o jornalismo impresso, que ele considerava cheio de limitações e impedimentos. Ao Portal dos Jornalistas, preferiu não entrar nesses detalhes, mas contou que pretende criar uma empresa para auxiliar na montagem de projetos em Brasília – impressos, sites etc., principalmente na área de veículos e sustentabilidade. No comando de Suplementos, produziu matérias para praticamente todos os cadernos, desde conteúdo de viagens que realizou do Iraque ao Japão, e da Europa ao sul do Chile, até assuntos sobre religião, política, educação, saúde e ciência, área em que também atuou como editor. Foi ainda subeditor executivo – uma espécie de secretário de Redação –, na passagem de Ricardo Noblat pelo Correio, além de professor no UniCeub por oito anos.

Hoje em Dia (MG) divulga relação de colunistas

O Hoje em Dia apresentou os nomes de seus novos colunistas, que integram o projeto lançado em 12 de dezembro. Boris Feldman, um dos mais conhecidos profissionais do jornalismo automotivo brasileiro, dará dicas e informações sobre o mundo dos automóveis com uma coluna diária, de 2ª a 6ª, e com o caderno Auto Papo, aos sábados. O caderno de Gastronomia, que circula aos domingos, passa a ser assinado pelo chef e pesquisador Eduardo Avelar. E o caderno Bela focará também em moda e estilo, com a edição de Cris Carneiro. Os demais são: Em Primeiro Plano, que concentra os noticiários de política, economia, finanças e negócios – Carlos Moreira / Paulo Haddad (2ª), Orion Teixeira (3ª a domingo), José Antônio Bicalho (3ª, 5ª e domingo) e Stefan Salej / Ricardo Galuppo / Luis Flávio Sapori (domingo). Opinião – Leida Reis (2ª), Malco Camargos (3ª), Mauro Santayana (4ª), Antônio Álvares (5ª), Paulo Paiva (6ª/quinzenal), Aristóteles Atheniense (sábado/semanal), Aristóteles Drummond (sábado/quinzenal) e Minas pela Paz / Benedito Sérgio Rezende (domingo). Horizontes, que reúne notícias e reportagens sobre Belo Horizonte, as cidades do entorno e as mais relevantes do interior do Estado, além de reportagens de comportamento – Eduardo Costa (2ª, 4ª e 6ª), Luiz Fernando Rocha (5ª), Manoela Higyno (sábado) e Chico Mendonça (domingo). Esportes – Cadu Doné (3ª e 5ª), Alexandre Simões (6ª) e Paulo Henrique Silva (sábado). Almanaque, que abrange a cobertura da área cultural, com reportagens e dicas sobre a vida noturna na cidade, entretenimento e lazer – Afonso Borges (2ª), Luiz Hippert / João Carlos Martins (3ª/quinzenal), Circuito Praça da Liberdade (3ª a 6ª e domingo), Mario Gilberto Xavier Alcântara / Buzelin (4ª), Simone Demolinari (5ª), Luciano Luppi (6ª), Taquinho (sábado) e Frei Betto / Eduardo Avelar (domingo). Outros projetos do jornal em andamento são a reestruturação do Clube de Assinantes, o Portal Hoje em Dia, aplicativos, a TV Hoje em Dia e a Casa Hoje em Dia, que será um centro de convivência. Ocupará um edifício de três andares, em área nobre do bairro Savassi, que acomodará os estúdios de rádio e tevê, cafeteria, lojas, terraço gourmet e minipalco para intervenções culturais.

Câmara Municipal de São Paulo amplia participação com novo Portal

A Câmara Municipal de São Paulo apresentou seu novo portal, reformulado com o objetivo de trazer mais agilidade na navegação. Com ele, o órgão pretende ampliar as opções de participação dos paulistanos nas decisões do Legislativo Municipal, facilitando o acompanhamento dos vereadores e todas as atividades realizadas na Casa. Duas novidades se destacam: a criação de uma Rede Social própria e a Visita Virtual – por meio da qual, com apenas um clique, o cidadão poderá conhecer as principais dependências da Câmara. A Supervisão Geral da elaboração do novo portal coube à Diretoria de Comunicação Externa, sob responsabilidade dos jornalistas Antônio Assiz (diretor) e Eugênio Araújo (subdiretor). A implantação do portal contou com os trabalhos técnicos da Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura (Fapetec) e a coordenação de sua operação é feita por Flávio Munhoz.

Mudanças em Época: Hélio Gurovitz fala ao Portal dos Jornalistas

Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, Helio Gurovitz, que está deixando as diretorias de Redação e Editorial de Época, fala de seu legado, dos desafios que enfrentou e de como enxerga o futuro do jornalismo, em especial no segmento de revistas. Confira: Portal dos Jornalistas – O que você destacaria como seu principal legado nesses nove anos em que esteve à frente da revista Época? Helio Gurovitz – Acredito que deixo um legado de duas naturezas. A mais importante é humana: nossa equipe. Tive a oportunidade e a honra de trabalhar com (e ao lado de) alguns dos maiores profissionais da imprensa brasileira, que muito me ensinaram sobre nosso ofício. Também pude trazer para cá muita gente boa e contribuir para formar jovens extremamente talentosos. Hoje, a redação de Época reúne uma turma heterogênea, atilada e capaz, da qual tenho bastante orgulho. A segunda natureza do legado está justamente no trabalho produzido por essa turma. Graças a ela, Época tornou-se uma revista madura, com rosto próprio e uma personalidade antenada com os tempos atuais. Não há no Brasil outra revista com a nossa cara, com o nosso olhar ou com a nossa voz. Portal dos Jornalistas – Como definiria a revista Época, hoje? Helio – Primeiro, não definiria Época apenas como uma revista. Produzimos conteúdos em várias plataformas, sempre com o mesmo olhar. Queremos ser relevantes, sofisticados, úteis e inspiradores para o público. Queremos que, em Época, ele saiba antes, entenda o mundo e aprenda. Devemos fazer isso com o maior apuro estético, tanto no texto quanto no visual ou nos conteúdos interativos. E, naturalmente, respeitando à risca os Princípios Editoriais do Grupo Globo. Portal dos Jornalistas – Quais os principais furos trazidos pela revista nesse período? Helio – Poderia citar dezenas de furos de grande repercussão, nacional ou internacional. O mais importante: demos furos em todas as áreas. Não apenas no papel, boa parte deles saiu em primeira mão na internet. Aí vai uma breve lista, não exaustiva, que faço de memória: dos sargentos gays ao menino Sean; da mãe da menina Isabella à viúva da Mega Sena; do analfabetismo de Tiririca ao inquérito sobre o goleiro Bruno; do câncer maligno do jogador Nenê ao vídeo de Marcola na prisão; do DNA dos bebês produzidos por Abdelmassih aos exames médicos da presidente Dilma; dos arquivos secretos da Marinha aos relatórios da NSA sobre escutas na ONU; do treinamento dos blackblocs (entre os quais infiltramos um repórter) às investigações que mostram a extensão do PCC; das escutas do esquema de Cachoeira ao relatório da PF sobre o Mensalão; do cafofo do Agaciel no Senado ao caso da ex-babá usada como laranja por um diretor da casa. Só no caso Petrobras fomos protagonistas ao publicar o depoimento de um lobista do PMDB, os documentos que Paulo Roberto Costa tentara destruir – e divulgamos em primeira mão vários lances da Lava Jato. Além dos furos, Época também se destaca por falar antes de assuntos que o resto da imprensa demora bem mais a tratar. Um exemplo disso é nossa cobertura de meio ambiente. Fomos os primeiros a lançar, já em 2006, uma Edição Verde e, em 2007, demos uma capa prevendo uma crise de abastecimento de água dentro de até cinco anos – erramos por muito pouco, não é mesmo? Também falamos na vida sem empregada ou na vida sem carro meses antes da nova lei das domésticas ou de as ciclovias se espalharem pelas cidades. Todos esses exemplos e furos revelam o grau de conexão da nossa redação com a atualidade e o interesse público. Portal dos Jornalistas – Que outros projetos editoriais destacaria nesse período como marcantes de sua passagem pela revista? Helio – Fomos a primeira revista brasileira a lançar um aplicativo para iPad, a primeira semanal no iPhone e a primeira a oferecer o mesmo site para telas de todos os formatos. Lançamos anualmente Época 100, a lista dos 100 brasileiros mais influentes no ano. Criamos o Projeto Generosidade, uma iniciativa da Editora Globo para reconhecer iniciativas de quem faz o bem ao próximo. Entregamos prêmios a quem se destaca em diversas áreas – as melhores empresas para trabalhar, as melhores empresas para o meio ambiente e as melhores empresas para o consumidor. Ampliamos nossas iniciativas regionais por meio das marcas Época São Paulo e Época Rio, que também premiam o melhor em cada cidade. Acima de tudo, conseguimos implementar na redação uma cultura digital madura, capaz de produzir conteúdos em todas as plataformas. Portal dos Jornalistas – Onde poderia ou gostaria de ter ido mais longe, se tivesse tempo e recursos humanos e materiais? Helio – É difícil raciocinar sobre hipóteses. De todo modo, acredito que nosso maior desafio neste momento, como para todo produtor de conteúdo, é a transição para a plataforma digital. Embora tenhamos feito muita coisa nessa área, ainda há muito a fazer. Também gostaria de ter investido mais em conteúdos de fôlego, como reportagens e edições especiais. Certamente essa é uma das essências do jornalismo em revista que sobreviverá no futuro. Portal dos Jornalistas – Como foi dirigir uma das mais importantes revistas do País num período de profundas transformações tecnológicas e de comportamento social e de permanentes desafios de sobrevivência para o jornalismo tradicional? E que lições extrair desse “contencioso”? Helio – Foi uma aventura que vivi 24 por dia, sete dias por semana, praticamente o ano todo. A principal lição é que não devemos temer ou resistir à transformação. A realidade exige que nós, jornalistas, deixemos a posição defensiva e encaremos os desafios. Nem sempre dará certo, mas é melhor tentar e errar do que ficar parado. Esse foi o maior aprendizado para mim. Portal dos Jornalistas – Saímos da última eleição com um País dividido e com muitas acusações contra a mídia tradicional, em especial por parte do PT. Qual o grau de pressão enfrentado por vocês, na revista, e como a redação e a empresa se posicionaram em relação a isso? Helio – Pressão é da natureza da nossa profissão. É algo cotidiano. Quanto à eleição, o Grupo Globo tem princípios editoriais cristalinos, expressos num documento público, que procuramos seguir à risca. Eles estabelecem claramente que devemos praticar um jornalismo apartidário. Foi o que fizemos durante a eleição. Que eu saiba, nem o PT nem nenhum outro partido jamais fez qualquer reserva ao jornalismo praticado em Época. Evidentemente, há diferenças entre o modo como as diferentes publicações cobriram as eleições, muitas delas com claro viés partidário. Isso é absolutamente natural num país em que vigora a plena liberdade de imprensa. Cabe ao público decidir em quem confiar e o que ler. Tenho absoluta convicção de que, como resultado dos nossos princípios editoriais, contamos com a plena confiança e o respeito do meio político e dos formadores de opinião. As acusações e críticas oportunistas, feitas na internet por gente a soldo de interesses difusos, devem ser relegadas a sua própria insignificância. Portal dos Jornalistas – Como você vê o futuro da Mídia Revista, em termos de mercado, baseando-se em sua experiência à frente de Época e de outras publicações onde atuou? Helio – Acredito que o meio revista sobreviverá às turbulências, sobretudo porque proporciona algo que interessa ao consumidor: informação, prazer e entretenimento. Nisso, revistas são mais parecidas com livros do que com jornais. Conquistam leitores em formato eletrônico, mas ainda resistem muito bem em formato papel. No caso das semanais, acreditamos que o futuro está associado aos três pilares do projeto editorial de Época: conteúdos exclusivos, reportagens originais que decifrem a atualidade e prestação de serviços relevantes.  

Novo comando para Época e Época Negócios em 2015

Helio Gurovitz e David Cohen despedem-se em janeiro da Editora Globo e serão substituídos respectivamente por João Gabriel de Lima e Dárcio Oliveira A Editora Globo inicia 2015 com várias mudanças em suas equipes editoriais e com um corte que pode chegar a 30 profissionais, conforme apurou o Portal dos Jornalistas. As principais mudanças acontecem nas revistas Época e Época Negócios, cujo comando editorial passará por uma troca de guarda no começo do ano. Houve cortes adicionais na própria revista Época (saídas do repórter Luiz Maklouf e do diretor de Arte Marcos Marques, um premiado capista), na revista Globo Rural (o redator-chefe Sérgio de Oliveira), na revista Marie Claire (produção) e na área de Livros. Em Época, sairá, a pedido, após nove anos de empresa, o diretor de Redação e diretor Editorial Helio Gurovitz, e para o seu lugar sobe o adjunto João Gabriel de Lima. A mudança se completa com a promoção e transferência de Diego Escosteguy, atual diretor da sucursal Brasília da revista, a redator-chefe em São Paulo, e sua substituição interina na Capital Federal por Leandro Loyola. João Gabriel, que é escritor, autor dos romances O burlador de Sevilha e Carnaval, foi repórter na Folha de S.Paulo e editor de Cultura de Veja, tendo por três anos atuado na sucursal do Rio de Janeiro. Ele trabalhou pela primeira vez em Época entre 2006 e 2007, como editor executivo, cargo que deixou para ser diretor de Redação da revista Bravo. Seu retorno deu-se no início de 2012, como redator-chefe. Diego, que também está em sua segunda passagem por Época, começou na revista como repórter na sucursal de Brasília em 2004 e ficou até 2005, regressando em março de 2011, aí como editor de Brasil. Desde julho de 2012, é diretor da sucursal de Brasília. Formado em Jornalismo pela UnB e mestre em Jornalismo Político pela Columbia University, em Nova York, já trabalhou em O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e Veja.  Outra revista da Editora Globo que entrará o ano de comando novo é Época Negócios, saindo o diretor de Redação David Cohen, que estava na função desde maio de 2011, e em seu lugar entrando Darcio Oliveira, num movimento que deslocará a revista para um núcleo que conta também com Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Globo Rural e AutoEsporte, sob a liderança do diretor Ricardo Cianciaruso (Ciancia). David, que é carioca e cursou três anos e meio de Engenharia na UFRJ, de lá saindo para fazer Jornalismo na PUC-Rio, ficará em Época Negócios até o final de janeiro, fazendo, segundo ele, “uma transição lenta, gradual e segura para o Darcio”. Ele começou a carreira no Rio, tendo passado por TV Manchete e O Dia. Já morando em São Paulo, trabalhou em Folha de S.Paulo (editoria de Internacional), Jornal da Tarde (Economia) e Exame, onde foi editor executivo, além de redator-chefe de Época por cinco anos. Darcio formou-se em Jornalismo pela Fiam em 1994 e sua primeira experiência profissional foi como estagiário na Gazeta Esportiva. Chegou a ter uma rápida passagem por assessoria de imprensa, até ser contratado para a editoria de Economia e Negócios da revista IstoÉ. Ficou 13 anos na Editora Três, três deles na IstoÉ e dez na IstoÉ Dinheiro, revista que ajudou a fundar em 1997. Depois esteve na Revista da Semana, da Editora Abril, onde ficou até o final de 2007, época em que migrou para Época Negócios. Ficou dois anos e meio, saindo para participar do projeto de criação do jornal Brasil Econômico, mas apenas por um curto período, pois regressou para a própria Época Negócios, que agora irá dirigir. Sérgio de Oliveira, que desde 2012 estava como redator-chefe da revista Globo Rural e agora deixa a publicação, foi por três anos revisor e copidesque de Veja e editor da revista Produtor Rural, de 2001 a 2010. Proprietário da produtora de conteúdo Multimídia desde 1996, teve também uma passagem pela Comunicação da Universidade Estadual do Mato Grosso. Hélio Gurovitz fala ao Portal dos Jornalistas

Produtores de conteúdo de internet de SP poderão ser considerados jornalistas 

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo reuniu-se no último dia 11/12 com o Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo, na Superintendência Regional do Trabalho, para tratar da implantação de uma Convenção Coletiva de Trabalho para jornalistas que atuam no segmento de internet. Trata-se da primeira vitória para fazer com que os produtores de conteúdo na rede sejam considerados jornalistas, uma vez que empresas como Terra e iG, entre outras, não os reconhecem dessa forma e, por isso, esses profissionais têm jornadas de trabalho superiores às legais, salários e benefícios inferiores e diferentes dos que atuam em outros veículos, como jornais e revistas. Na reunião ficou acertado que as duas entidades negociarão a CCT dos jornalistas de internet mas, por enquanto, até a transição definitiva, a data base inicial será em 1º de maio e não em 1º de junho, como é para o restante da categoria (exceto Rádio e Tevê). Os dirigentes sindicais, tanto dos trabalhadores como dos empresários, concordaram em realizar negociação mediante apresentação de contraproposta pelo sindicato patronal até 1º de março, acompanhada do calendário de negociação. Vale lembrar que desde 2011 o Sindicato dos Jornalistas tenta formular uma CCT para os profissionais de internet. Até agora, a negociação era realizada de forma irregular com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas e Cursos de Informática no Estado de São Paulo.

Ensino da história de padre Landell passa a ser obrigatório nas escolas de Porto Alegre

Após mais de quatro anos ininterruptos de luta pelo reconhecimento de Roberto Landell de Moura como inventor do rádio, o Movimento Landell de Moura e Jornalistas&Cia acabam de celebrar uma de suas mais importantes conquistas: a obrigatoriedade da inclusão da saga do padre cientista no currículo obrigatório do Ensino Básico de Porto Alegre. Agora é lei, pois a edição de 12/12 do Diário Oficial do município publicou a sanção do prefeito José Fortunati à Lei que faz essa inclusão nas disciplinas de história, ciências e língua portuguesa ministradas nas escolas da rede pública municipal. De autoria do vereador João Carlos Nedel (PP), que havia sido aprovada em 27/10, entrará em vigor no início do ano letivo, conforme calendário da rede municipal de ensino. Projeto semelhante, de autoria do vereador Eliseu Gabriel (PSB), tramita na Câmara Municipal de São Paulo. Nascido em Porto Alegre, Landell é considerado pioneiro das telecomunicações no País, tendo feito a primeira transmissão de voz no mundo em 1899, utilizando equipamentos de rádio que ele mesmo construiu. Ele morreu aos 67 anos, vítima de tuberculose, no ostracismo. Jornalistas&Cia e Movimento Landell de Moura preparam uma homenagem pela passagem do 154º aniversário de nascimento de Landell, a completar-se no próximo dia 21 de janeiro. Os detalhes estarão em nossas próximas edições.

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