José Hamilton Ribeiro, agora em companhia de Miriam Leitão (ambos do Sudeste), Mauri König (Sul), Fernando Rodrigues (Centro Oeste), Demitri Túlio (Nordeste) e Lúcio Flávio Pinto (Norte) escrevem seus nomes como os campeões regionais de Todos os Tempos Aí acima estão alguns dos profissionais brasileiros que vão de fato entrar para a história do jornalismo brasileiro. O que falar de nosso repórter maior, José Hamilton Ribeiro, eleito pelo Conselho Consultivo Líder Hors Concours do Ranking dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros, por não ter que provar mais nada a ninguém? E de Miriam Leitão, repórter, comentarista, escritora, mãe, avó e uma história de vida comovente. E o nosso Lúcio Flávio Pinto, repórter que nunca abriu mão de sua Amazônia e que ali construiu sua carreira de fama internacional. Mauri König? Ora, basta só olhar os prêmios que ganhou e os riscos de vida que correu (e ainda corre) para ver com que seriedade leva seu trabalho. E de Fernando Rodrigues, pioneiro na arte de vasculhar números para entregar informações (de qualidade), fundador e um dos líderes da Abraji? Eles, no conjunto, ostentam a liderança como os mais premiados jornalistas brasileiros de todos os tempos, nas respectivas regiões. Veja quem são os mais premiados de todos os tempos em cada região: + Centro-Oeste + Sudeste + Nordeste + Sul + Norte
Folha de S.Paulo corta cinco profissionais em Ribeirão Preto
A necessidade de “conter custos em razão da prolongada estagnação da economia brasileira”, levou a Folha de S.Paulo a reduzir drasticamente nesta 2ª.feira (5/1) a equipe editorial que mantinha na sucursal de Ribeirão Preto. Dos sete profissionais que ali trabalhavam na redação, ficaram apenas dois. No total, seis vagas foram fechadas (um profissional do administrativo e cinco jornalistas), com cinco demissões, já que um jornalista será transferido para outra editoria. A região, que o jornal considera muito importante para os seus propósitos, passará a ter dois correspondentes, Marcelo Toledo e Gabriela Yamada. Os que saíram foram os repórteres Isabela Palhares, Camila Turtelli, João Carlos Pedrini e o fotógrafo Edson Silva. Vale lembrar que apenas Ribeirão e Campinas sobraram do projeto de regionalizar a cobertura da Folha no fim da década de 1980, que incluía, entre outras, sucursais em ABCD, Vale do Paraíba e Bauru.
Ranking J&Cia Todos os Tempos Região Norte ? Patrão de si próprio, Lúcio Flávio Pinto reina na Amazônia
Ele comanda há décadas o Jornal Pessoal, que pauta, escreve, edita e distribui para assinantes que o apoiam na sobrevivência. Foi o jeito que encontrou de se livrar dos patrões tradicionais e fazer jornalismo independente, com o seu próprio DNA. Com matérias denunciando os malfeitos na Amazônia, foi conquistando respeito, admiração e prêmios, vários deles. Muitos internacionais, o que lhe garante a liderança na Região Norte. Mesmo sem vencer nenhum prêmio em 2014, Lúcio Flávio Pinto manteve-se na liderança entre os jornalistas mais premiados de todos os tempos na Região Norte, com 235 pontos. Mas o ano não passou em branco. Além de ter figurado na lista dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, foi o único brasileiro integrante da lista de Heróis da liberdade da informação, publicada em 29/4 pela organização francesa Repórteres sem Fronteiras, iniciativa criada em referência ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado em 3 de maio. Nas demais posições, não houve mudanças: Ronaldo Brasiliense (O Paraense) se manteve na segunda posição, com 190 pontos, seguido por Manoel Dutra (O Liberal) e Ulisses Campbell (A Província do Pará), empatados em terceiro com 150 pontos cada. Confira a lista com os mais premiados jornalistas de todos os tempos na Região Norte:
Ranking J&Cia Todos os Tempos Região Nordeste ? Demitri Túlio, do Ceará, é o cara
Poucas foram as mudanças registradas nesta edição do Ranking J&Cia entre os mais premiados jornalistas do Nordeste de todos os tempos. Nos Top 10, foram registradas apenas algumas mudanças de posições, com Demitri Túlio Silva Araújo, de O Povo (CE), mantendo a liderança, com 370 pontos. Na segunda posição, a repórter Sílvia Bessa, do Diário de Pernambuco, diminuiu a distância para Demitri com os 32,5 pontos conquistados em 2014, e termina o ano com 355 pontos. Ciara Nubia de Carvalho Alves, do Jornal do Commercio (PE), segue na terceira posição, com 290 pontos, seguida por Cláudio Ribeiro (O Povo), com 275 pontos, e Vandeck Santiago (Diário de Pernambuco), com 272,5 pontos. Seguem os Top 50 mais vitoriosos jornalistas de todos os tempos da Região Nordeste:
Ranking J&Cia Todos os Tempos Região Sul ? Paraná lidera com Mauri König
Terceiro jornalista mais premiado do Brasil em 2013, e quinto no Ranking de Todos os Tempos, o repórter especial da Gazeta do Povo (PR) Mauri König não precisou celebrar nenhuma nova conquista para se manter, pelo segundo ano consecutivo, à frente dos jornalistas mais premiados da Região Sul. Curiosamente, é o único que atua fora do Rio Grande do Sul a integrar a lista dos dez mais premiados de todos os tempos na região, posição que alçou ao longo de uma brilhante carreira, que por duas vezes lhe obrigou a deixar o País por causa de ameaças sofridas. Estas de certo modo contribuíram também para um reconhecimento internacional, com conquistas de peso, como o Maria Moors Cabot, um dos mais importantes do mundo, e diversos outros de expressão, como Lorenzo Natali, SIP e CPJ Internacional Press Freedom, além de nacionais como Esso, Embratel e Vladimir Herzog. Entre os dez mais da região, poucas mudanças. Humberto Trezzi, por exemplo, ultrapassou seu colega de Zero Hora Nilson Cezar Mariano e assumiu a 5ª colocação, e Fabio Almeida, da Rádio e TV Gaúcha, subiu da 10ª para a 8ª posição. Seguem os 52 mais vitoriosos jornalistas de todos os tempos da Região Sul:
Ranking J&Cia Todos os Tempos Região Centro Oeste ? Fernando Rodrigues, líder inconteste
Ele não ganhou nenhum prêmio em 2014. Ao contrário, levou um adeus da Folha de S.Paulo, após 27 anos de casa, num acordo em que preservou sua atuação no UOL, do mesmo Grupo Folha. Nem por isso sua liderança foi ameaçada no Centro-Oeste, em que pese o excepcional ano de Dimmi Amora, seu colega de Folha, o grande campeão do ano. Claro, estamos falando de Fernando Rodrigues que, com seus 515 pontos, ainda vê de binóculos seu mais próximo concorrente, o próprio Dimmi, que chegou à vice-liderança com 262,5 pontos, 205 deles conquistados em 2014. Com esse excepcional desempenho, ele ultrapassou Ana Beatriz Magno da Silva (245 pontos), que fez carreira no Correio Braziliense e há alguns anos deixou o jornal para se dedicar à área de Comunicação da UnB. Curiosamente, Dimmi ocupa também posição de relevância na região Sudeste, onde é o 28º mais premiado de todos os tempos, com 297,5 pontos (ver pág. 4). Nascido em Nova Iguaçu (RJ), ele passou por O Dia (1995 e 1997) e O Globo (1997 a 2009), antes de se transferir para a capital do País em 2010, já como repórter da sucursal da Folha de S.Paulo. Seguem os 50 mais vitoriosos jornalistas de todos os tempos da Região Centro-Oeste:
Ranking J&Cia Todos os Tempos Região Sudeste ? José e Miriam, nascidos para brilhar
Ele, José Hamilton Ribeiro, é tricampeão. Ela, Miriam Leitão, avançou tanto nos últimos anos que atropelou a 2ª colocada, Eliane Brum, ultrapassando-a, para dividir a liderança com ele. Os dois tem iguais 965 pontos, sendo os Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de Todos os Tempos e, por extensão, também os líderes do Sudeste. Aliás, com cinco dos dez mais premiados jornalistas de todos os tempos, e berço dos principais veículos de comunicação do Brasil, a região Sudeste tradicionalmente vê em seus rankings quase que uma repetição dos resultados da pesquisa nacional. Dessa maneira, se levarmos em consideração os resultados divulgados anteriormente, que trouxeram Zé Hamilton e Miriam empatados na 1ª posição de Todos os Tempos, a principal mudança entre os dois levantamentos aparece apenas nos 3º e 4º lugares. Enquanto entre os mais premiados do Brasil Eliane Brum aparece na 3ª posição, na Região Sudeste ela é ultrapassada por Caco Barcellos. É que dos 885 pontos conquistados ao longo da carreira dela, 130 foram por Zero Hora, quando trabalhava em Porto Alegre, vinculando-se ao ranking da Região Sul. Graças a essa pontuação, a propósito, depois de muitos anos trabalhando na Região Sudeste, ela é ainda a 42ª colocada no Sul. Outro que iniciou carreira no Rio Grande do Sul foi o próprio Caco, que ali conquistou 25 dos 805 pontos que acumula. Confira a seguir a lista com os 100 mais vitoriosos jornalistas de todos os tempos da Região Sudeste:
Tânia Alves é a nova ombudsman de O Povo
Tânia Alves assumiu nesta 4ª.feira (7/1) o posto de ombudsman do jornal cearense O Povo, substituindo Daniela Nogueira, que saiu de férias e ainda não tem confirmada sua nova função no jornal. A data marca também os 87 anos do jornal e os 18 de O Povo Online. Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará e em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará, Tânia está em O Povo há 26 anos. Foi por oito anos editora executiva do Núcleo Cotidiano, que engloba as editorias Cotidiano, Esportes e Ciência & Saúde. Também integrou o Núcleo Gestor da Redação do jornal e escrevia a coluna Ceará, publicada às 6as.feiras, sobre memórias do sertão. Passou ainda pelas editorias de Política, Economia e foi editora do caderno Vida & Arte. Para a vaga dela Tânia no Núcleo Cotidiano vai Érico Firmo, antes editor adjunto do Núcleo Conjuntura (Política, Brasil e Mundo), substituído por Henrique Araújo. Henrique deixa o cargo de editor executivo do Núcleo Cultura & Entretenimento sob comando interino do repórter especial Emerson Maranhão até que se defina um outro nome para a vaga. A solenidade oficial de posse da nova ombudsman e a celebração pelos 87 anos do jornal serão no próximo dia 15/1, no Espaço O POVO de Cultura & Arte, que fica na sede do jornal.
Oito jornalistas são mortos em atentado à revista francesa Charlie Hebdo
Manhã trágica a desta 4ª.feira (7/1) em Paris. Um atentado à sede da revista satírica semanal Charlie Hebdo deixou pelos menos 12 mortos, oito deles jornalistas, entre os quais os cartunistas Charb (Stephane Charbonnier, editor-chefe da publicação), Cabu, Tignous e o renomado Wolinski. Além deles, morreram Bernard Maris (Oncle Bernard), Michel Renaud, Honoré e Mustapha Ourad. Conhecida por seu humor ácido e extremamente crítico, inclusive ao Islã, a revista já havia sido alvo de ataques por causa de suas publicações, uma delas que retrata o profeta Maomé. Nenhum grupo, porém, até o momento, assumiu a autoria do atentado. Em nota distribuída na tarde desta 4ª.feira (7/1), Frederic Kachar, presidente da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), disse lamentar profundamente o ataque, reforçando que “este atentado inaceitável atinge também a liberdade de expressão e de imprensa, pilares fundamentais para sociedades democráticas ao redor do mundo”. José Alberto Lovetro, o Jal, presidente da Associação de Cartunistas do Brasil, também divulgou nota em que lamenta a trágica morte dos colegas franceses: “Demonstração de ódio em nome de uma religião que pede paz Mais uma vez, estamos presenciando a barbárie na história humana com o atentado de fundamentalistas islâmicos à revista de sátiras “Charlie Hebdo”, que matou 12 pessoas, nesta quarta-feira (7), em Paris. Entre os mortos estão o editor e chargista Charb (Stephane Charbonnier), os desenhistas Cabu, Tignous e o famoso cartunista Wolinski. A revista já havia sofrido um ataque em novembro de 2011, em uma tentativa dos terroristas de incendiar sua sede. Em setembro de 2005, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou 12 charges que se utilizavam da imagem do profeta Maomé, que pela fé islâmica não pode ser representado em imagem qualquer, para atacar os radicais que utilizam a religião para promoverem o terrorismo no mundo. Esse acontecimento inflamou a já difícil relação do Ocidente com os povos islâmicos. Por mais que um veículo de mídia – neste caso, de desenhistas – esteja desrespeitando esses preceitos religiosos, não se justifica essa violência, que é prejudicial aos próprios povos do Islã, já que o termo “islã” está ligado à palavra árabe salam, que significa paz – o que indica o caráter pacífico e tolerante da fé islâmica. Repudiamos, sempre, todo e qualquer ato de violência à liberdade de expressão. O desenhista é justamente o artista que busca a defesa dos mais fracos e oprimidos, desde que as charges começaram há 200 anos. A palavra “charge” é francesa e significa “carga”, por ser sempre uma carga crítica aos governos e dogmas que mancham os direitos humanos e a livre expressão. Esses mesmos desenhistas, mortos, foram críticos em suas vidas em relação aos governos que oprimem povos de países do terceiro mundo. Casos de abusos sempre devem ser resolvidos nas formas jurídicas e de manifestações pacíficas para que o mundo saiba que somos seres que se tratam como humanos e não como irracionais. Esperamos que esse triste acontecimento seja um exemplo de intolerância a ser varrido das relações humanas para que a morte desses jornalistas e desenhistas não seja em vão. Estamos em luto total.”
Ranking J&Cia Região Norte ? Michel de França Dantas clica para a liderança
Se uma série fotográfica garantiu a Domingos Peixoto (O Globo) a liderança entre os jornalistas mais premiados da Região Sudeste em 2014, na região Norte outro fotógrafo roubou a cena. Com passagens por diversos veículos amazonenses, Michel de França Dantas foi o vencedor do tradicional Prêmio New Holland de Fotojornalismo, na categoria Destaque Especial Sustentabilidade, prêmio que lhe rendeu 45 pontos, 10 a mais que o também amazonense Orlando Pedrosa Lima Junior (TV Amazonas), segundo colocado em 2014. Completa o pódio o repórter do Amazonas em Tempo Ricardo Oliveira.







