Anunciada em outubro de 2014 por quatro dos ex-sócios da Indie Journalism – Felipe Seligman, Breno Costa, Fernando Mello e Marc Sangarné –, uma semana após o fim da startup, entrou na rede no início do mês a plataforma Brio, que reúne “grandes histórias feitas por jornalistas independentes”. Diz a apresentação do site que “Brio é uma nova plataforma de reportagens multimídia feita por jornalistas independentes. Nós acreditamos que grandes histórias têm mais poder de informar e engajar leitores ávidos por prazer e conhecimento do que a urgência do jornalismo diário, e as informações curtas e rápidas em sites de notícias e nas redes sociais”.
Marta Sfredo é efetivada como colunista de Economia de ZH
Após mais de oito meses escrevendo interinamente a coluna de Economia de Zero Hora, Marta Sfredo foi oficializada nesta 3ª.feira (16/6) como titular do espaço. A interinidade estava registrada no cabeçalho da seção desde a morte de Maria Isabel Hammes, a Bela, em outubro de 2014. Em entrevista ao site Coletiva.net, Marta contou que “não havia pressa” para anunciar a mudança e ressaltou que o ato de retirar a palavra interina “passava pelo luto pessoal e profissional da perda da Bela”. Marta trabalha em Zero Hora desde 1992, tendo atuado nas editorias de Política e Economia. Formada em Jornalismo pela Fabico, também teve passagens por Rádio Guaíba e Correio do Povo. Em diversas oportunidades foi reconhecida com o Prêmio ARI de Jornalismo em Reportagem Econômica.
Eumano Silva deixa a direção de IstoÉ em Brasília
Eumano Silva deixou a direção da sucursal da IstoÉ em Brasília na semana passada. Estava em sua segunda passagem pela revista, tendo assumido em agosto de 2014 no lugar de Paulo Moreira Leite, que deixou a publicação para se dedicar ao portal Brasil 247. Com mais de 20 anos cobrindo política em Brasília, Eumano atuou em grandes redações do País, como Correio Braziliense; Época, onde foi diretor de sucursal e repórter especial; Veja Brasília, como editor-chefe, além de ter trabalhado para a versão nacional da revista; Folha de S.Paulo; e Congresso em Foco. Também prestou consultoria à Comissão da Verdade. É autor do livro Operação Araguaia: os arquivos secretos da guerrilha, escrito em parceria com Taís Morais, com a qual ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro-Reportagem de 2005. Vale lembrar que da IstoÉ Dinheiro em Brasília saiu recentemente a coordenadora Denize Bacoccina, que seguiu para a EBC. Ainda não há substituição para os dois cargos.
Abraji e Palavra Aberta preparam lançamento do site CTRL-X
Objetivo da plataforma é dar transparência a pedidos de remoção de conteúdo da internet A Abraji e o Instituto Palavra Aberta, entidade que promove liberdade de expressão e informação, uniram-se para dar visibilidade para a questão dos pedidos judiciais de remoção de conteúdo da internet e os riscos envolvidos.
Elas preparam o site CTRL-X, que será lançado ainda este mês. Por meio dele, será possível observar quem mais move ações judiciais desse tipo, quais são os veículos mais atingidos, os motivos alegados e quais são as decisões do judiciário. O lançamento será em 23/6, com o seminário Remoção judicial de conteúdo e riscos à liberdade de expressão. O evento – no Insper, em São Paulo (rua Quatá, 300) – é gratuito e as inscrições podem ser feitas nos sites de Palavra Aberta, Abraji e Insper.
Klester Cavalcanti assume a Diretoria de Redação do Diário do Pará
Klester Cavalcanti
Convite para se transferir de São Paulo para Belém chega às vésperas do lançamento de seu quinto livro, A dama da liberdade Klester Cavalcanti assumiu na última 2ª.feira (15/6) a Diretoria de Redação do Diário do Pará, jornal com sede em Belém, fundado em 1982 pela família Barbalho e que está entre os maiores da região Norte.
No dia 23, no entanto, ele fará uma pausa em seu novo trabalho, regressando a São Paulo, para a noite de autógrafos de A dama da liberdade, seu quinto livro, na Livraria Saraiva do Shopping Eldorado, a partir das 19h30.
Nascido em Recife e formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, Klester viveu e trabalhou em Belém entre 1998 e 2000, como correspondente da revista Veja para a Amazônia. Volta, 15 anos depois, indicado pela ex-chefe no Grupo Estado Cláudia Belfort e a convite do atual presidente da empresa Jader Filho, com a proposta de levar para o veículo a múltipla experiência adquirida nessas duas décadas, tanto na mídia impressa, entre jornais e revistas, quanto digital.
Vale lembrar que, depois de Belém, convidado pelo então editor Laurentino Gomes, Klester Cavalcanti transferiu-se para a Veja em São Paulo, iniciando um ciclo que o levaria, na sequência, pelas revistas Viagem e Turismo, Caminhos da Terra, VIP e Contigo, todas da Abril, chegando a editor-chefe nas duas últimas. Também passou pelo Grupo Estado entre 2010 e 2012, primeiro como editor de Cultura do Jornal da Tarde e editor da Revista JT e, depois, como coordenador do Portal do Estadão, ao lado de Luís Fernando Bovo.
Finalmente, foi editor-executivo da IstoÉ Gente. Jader Filho disse ao Portal dos Jornalistas que a contratação faz parte de um amplo pacote de mudanças para que o jornal se ajuste aos novos tempos: “Embora os impressos aqui ainda tenham relevância, grandes tiragens [o Diário circula com 32 a 35 mil exemplares durante a semana e 40 mil aos domingos] e publicidade, precisamos nos preparar para a transição, não podemos esperar a água bater no nariz. Para isso, estamos começando a tomar uma série de medidas, que ainda não posso divulgar. A vinda do Klester faz parte desse pacote.
Ele veio bem recomendado, tem um perfil que considero adequado, já viveu aqui e conhece a realidade local. Chega com a missão de oxigenar os nossos processos, trazer novas ideias e formar pessoal”. Ele afirmou não se preocupar com alguma eventual resistência pelo fato do novo diretor ser de fora do Estado: “Não podemos ficar isolados. Esse intercâmbio vai ser muito bom para nós. Além do mais, vou acompanhar bem de perto o processo. Ainda que eu seja presidente da empresa, gosto do ofício, estou sempre junto da Redação”.
Klester Cavalcanti vai comandar uma equipe que tem perto de 70 profissionais.
Imprensa escrita está entre as mais confiáveis instituições, diz estudo da FGV
O estudo IPCLBrasil (Índice de Percepção do Cumprimento da Lei), realizado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou a imprensa escrita em quarto lugar entre as instituições mais confiáveis no Brasil. O estudo foi realizado no primeiro trimestre de 2015 e ouviu 1.650 pessoas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Amazonas e Distrito Federal. À frente da imprensa (45%), ficaram na lista as Forças Armadas (68%) e a Igreja Católica (57%); e ao lado dela, também com 45%, o Ministério Público. O IPCLBrasil é composto por dois subíndices: o de Percepção, cujos indicadores são legitimidade, instrumentalidade, controle social e moralidade; e o de Comportamento, que avalia a frequência com que os entrevistados disseram ter condutas que violam leis e regras sociais.
Jornalista turco preso denuncia falta de liberdade de imprensa no país
Hidayet Karaca, gerente geral de uma das principais redes de televisão da Turquia, preso durante o período de eleições em dezembro passado, manifestou-se recentemente, de dentro da prisão, sobre a liberdade de imprensa no país. Em carta, publicada em The Guardian, Le Monde e Frankfurter Allgemeine Zeitung, entre os outros, ele diz que é “vítima de uma caça às bruxas que tem sido lançada contra a imprensa livre, independente e crítica na Turquia, porque o governo cada vez mais autoritário não gosta de criticismo ou da exposição de crimes cometidos dentro dos órgãos governamentais”.
Hidayet foi detido sob a acusação de liderar um grupo terrorista. Junto com ele, outros 24 jornalistas e profissionais da mídia também foram levados, mas a maioria foi liberada rapidamente. Confira abaixo a íntegra da carta, que também está disponível em vídeo no site do The Guardian: Meu nome é Hidayet Karaca. Estou escrevendo esta carta em minha cela na prisão, tentando alcançar o mundo livre. Sou gerente geral de uma das principais redes nacionais de TV, chamada Samanyolu, que transmite 14 canais em turco, inglês, árabe e curdo, dezenas de estações de rádio e portais de notícias.
Sempre fomos fortes defensores e promotores dos direitos fundamentais, estado de direito e democracia e continuaremos a fazê-los em total concordância com as regras, regulamentos e leis. Sou vítima de uma caça às bruxas que tem sido lançada contra a imprensa livre, independente e crítica na Turquia, porque o governo cada vez mais autoritário não gosta de criticismo ou da exposição de crimes cometidos dentro dos órgãos governamentais.
Qualquer jornalista que descubra a roupa suja de altos funcionários do governo é imediatamente rotulado como traidor e sujeito a um assassinato de caráter, abuso, perseguição e até mesmo processos legais sob acusações falsas, sem nenhuma evidência. Está claro que o Presidente Recep Tayyip Erdogan e seus aliados no governo declararam guerra contra a mídia independente, tendo como pano de fundo as enormes investigações de corrupção que incriminaram altos funcionários do governo em 17 e 25 de dezembro de 2013.
Desde então, o governo recorreu a todos os tipos de táticas de intimidação para amordaçar a mídia e livrar-se do escândalo de corrupção. Primeiro, o governo tentou forçar a falência de nossa rede de transmissão, intimidando nossos anunciantes, o que teve certo impacto em nossas receitas. Depois, os órgãos reguladores, dominado por pessoas leais ao governo, ostensivamente, abusaram de seu poder ao impor penalidades financeiras em nossa rede e parar nossa programação, que cobre acontecimentos importantes.
Enquanto nós só tínhamos recebido uma ou duas multas do órgão regulador em 21 anos de história de transmissão até dezembro de 2013, desde então, começou a chover multas em nossa rede porque estávamos cobrindo os casos de corrupção. Ao todo, estamos enfrentando cerca de US$ 2 milhões em penalidades financeiras. Ao mesmo tempo, a repressão e pressão, em geral, passou de ruim a pior, resultando em buscas em casas e escritórios de jornalistas e detenção de adolescentes por, supostamente, insultarem o presidente.
O governo passou leis antidemocráticas por meio de um Parlamento conivente, subordinando o Judiciário ao Executivo e criando tribunais especiais para processar – ou melhor, perseguir – críticos e oponentes. Em 14 de dezembro de 2014, a polícia fez buscas em meios de comunicação e deteve dezenas de indivíduos, incluindo eu. O promotor, citando um episódio que foi ao ar cinco anos atrás como parte de uma série de TV que agora foi descontinuada, prendeu não somente a mim, mas também ao produtor, diretor e roteiristas da série, assim como um assistente que trabalhou apenas como estagiário em certo período.
Fomos acusados de “formar e liderar uma organização terrorista” com base naquele episódio, que apresentava a luta da Turquia contra grupos terroristas, incluindo a al-Qaeda. Toda a investigação, conforme a entendemos, baseia-se na queixa de um dos líderes de um grupo turco pró-al-Qaeda, alegando que o episódio de ficção manchava seu nome. Certamente, não é coincidência que fui julgado por um juiz que não escondia sua afeição e louvor pelo partido governante, que quer amordaçar a imprensa livre de qualquer jeito. Eu disse ao juiz que se roteiristas, atores, produtores, diretores e gerentes de meios de comunicação estivessem sendo processados sob leis antiterrorismo com base em uma novela, então aquele seriam um julgamento fraudulento e politicamente motivado.
A detenção de profissionais de mídia coincidiu com o aniversário das investigações de corrupção que o governo tentava varrer para debaixo do tapete. As buscas também tentaram distrair a atenção do público dos escândalos de corrupção. Eu sabia que a decisão sobre meu caso havia sido tomada antes mesmo de eu ter me apresentado diante do juiz para me defender. Pedi ao juiz que explicasse a qual organização terrorista eu, supostamente, pertencia e onde estavam as armas e munição da mesma. O juiz não conseguiu responder, mas prosseguiu de qualquer forma e me prendeu para aguardar julgamento. Faz quase um mês que perdi minha liberdade. (agora mais de 5 meses, maio de 2015) Quando confrontados com uma onda de condenação e criticismo na Turquia e no mundo sobre a detenção de jornalistas, líderes turcos descreveram a situação como parte de uma conspiração internacional.
Presidente Erdogan adotou, inclusive, uma posição hostil contra a União Europeia e disse aos líderes europeus que cuidassem de suas próprias vidas. Há uma pressão crescente sobre a mídia e, francamente, qualquer um que, simplesmente, exerça seu direito democrático de liberdade de expressão. O direito à diferença de opinião está seriamente ameaçado na Turquia. Jornalistas críticos foram demitidos de seus empregos por telefonemas de figuras políticas a donos de meios de comunicação. As manchetes da maioria dos jornais não são feitas em salas editoriais, mas em círculos políticos. Empresas que anunciam comerciais na mídia crítica e independente são ameaçadas pelo governo. Uma democracia Orwelliana está em funcionamento, já que o governo transformou a organização de inteligência em uma agência de investigação partidária que se ocupa em fichar cidadãos desavisados, invadindo suas vidas privadas.
Uma caça às bruxas à McCarthy foi lançada contra qualquer um que falhe em seguir a ideologia prevalecente do partido governante. Por isso, dezenas de milhares de funcionários públicos, muitos da polícia e judiciário, foram realocados, removidos e até mesmo expurgados sem qualquer benefício. Grupos cívicos que defendem a liberdade, democracia e direitos também são alvos dessa caça às bruxas. Meu nome é Hidayet Karaca. Faço este chamado da prisão. A liberdade de imprensa está ameaçada e a democracia foi suspensa na Turquia. O clima de medo tem um efeito estarrecedor em todos os grupos midiáticos que não estão alinhados com as políticas do governo e foram forçados ao silêncio. Apesar desse quadro completamente obscuro, nunca perdi minha fé na democracia. Sei que estou pagando o preço por defender aquilo que acredito.
Esse é o preço que, talvez, deva ser pago pela liberdade, autonomia, direitos e, acima de tudo, pela democracia. A mídia tem a responsabilidade de informar ao público sobre o que o governo está fazendo. Estou em paz com minha consciência, pois fiz o meu melhor parar servir ao interesse público em minha capacidade de profissional da mídia. Fiz o meu trabalho e continuarei fazendo-o enquanto puder. A carta foi assinada por Hidayet Karaca, Cela número 6, Bloco A5, Prisão Silivri, em janeiro de 2015.
A conta dos passaralhos: mais de mil demitidos em cerca de 50 redações
O projeto de jornalismo de dados Volt Data Lab publicou uma reportagem em que consolida A conta dos passaralhos, desde 2012. No trabalho conduzido por Sérgio Spagnuolo (editor de Volt), apurou-se que “em pouco mais de três anos (2012 a junho de 2015), foram contabilizadas pelo menos 1.084 demissões de jornalistas em cerca de 50 redações, incluindo as principais empresas de comunicação brasileiras, a grande maioria por cortes de custos”, diz trecho do texto. Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos pela contagem do número de demissões a partir de informações dos sites especializados Portal dos Jornalistas, Portal Imprensa e Comunique-se.
Filho de Pablo Escobar debate com jornalistas em São Paulo
Ferréz, Dênis Russo Burgierman e Ricardo Anderáos participam nesta 4ª.feira (17/6) de debate com Juan Pablo Escobar, autor do livro Pablo Escobar, meu pai, sobre a intimidade da sua vida familiar ao lado do maior narcotraficante que a Colômbia já teve e que aponta detalhes pouco conhecidos a respeito das principais transações ilícitas realizadas por ele. O evento é uma parceria entre a editora Planeta do Brasil e o Instituto PDR, com apoio cultural de Humanitas360, Itaú Cultural, Instituto Cervantes e Livraria Cultura. Ele será no Itaú Cultural (av. Paulista, 149), a partir das 20 horas. A entrada é franca, com retirada de ingressos a partir das 19h, porém sujeita a lotação da sala.
Laurent Sourisseau, do Charlie Hebdo, participará do Congresso da Abraji
Evento também homenageará Claudio Weber Abramo, da Transparência Brasil Laurent Sourisseau, conhecido como Riss, novo diretor do semanário satírico Charlie Hebdo, estará em 4/7, das 11h às 12h30, no 10º Congresso da Abraji para analisar as consequências do atentado à liberdade de expressão e o direito de imprensa na França.
Riss foi ferido por um tiro mas sobreviveu ao ataque à sede do jornal francês, em janeiro deste ano, prendendo a respiração e fingindo-se de morto. Em tratamento para recuperar os movimentos do braço e sob proteção policial 24 horas por dia, ele contará a história do jornal e falará sobre os desafios que tem enfrentado com sua equipe reduzida e traumatizada. A palestra será mediada por Frank la Rue, antigo relator especial da ONU sobre liberdade de expressão.
Este ano, a homenagem do Congresso da Abraji será para Claudio Weber Abramo, vice-presidente da ONG Transparência Brasil, que receberá o Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo de 2015, em 2/7, às 16 horas. O prêmio foi criado com a finalidade de destacar pessoas e instituições cujo trabalho auxilia o jornalismo brasileiro. Claudio foi diretor executivo da Transparência Brasil e colaborou com Folha de S. Paulo, Valor Econômico, entre outros. Este Portal dos Jornalistas e o informativo Jornalistas&Cia dão apoio de divulgação ao Congresso.






