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segunda-feira, abril 13, 2026

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Abraji abre inscrições para dois cursos online

Os cursos online Investigando a qualidade da educação com dados públicos e Investigação de fraudes e corrupção em contratos públicos, que terão início em agosto, já estão com inscrições abertas. O primeiro é ministrado por Ricardo Meirelles, diretor da PrimaPagina e ex-editor do site do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas no Brasil, que apresentará a plataforma QEdu, desenvolvida pela Fundação Lemann em parceria com a Meritt, e abordará, entre outros temas, os principais indicadores de qualidade e avaliações da educação no Brasil. Para inscrever-se, é preciso acessar o formulário e efetuar o pagamento. No segundo, Flávio Ferreira, repórter especializado em judiciário da Folha de S.Paulo e advogado formado pela faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), tratará, com estudos de caso, dos artifícios mais comuns usados para fraudar licitações e contratos públicos. Para inscrever-se, também é necessário o preenchimento do formulário e pagamento. A Abraji também está programando dois cursos de Jornalismo de Dados, que devem iniciar entre setembro e outubro, com o uso de grandes bancos de dados em reportagens e de mapas interativos por jornalistas. Eles serão ministrados por Rodrigo Burgarelli e Daniel Bramatti, do Estadão, e já abriu pré-inscrições.

Após deixar Veja, Naiara Bertão toca seu Inquietos S/A

Naiara Bertão, que recentemente deixou Veja, está tocando seu projeto pessoal Inquietos S/A. “O projeto começou com a ideia de um livro, uma espécie de manual para inquietos, e acabou se transformando em algo maior, de conteúdo em diversas plataformas (facebook, twitter e instagram, além do site e do livro). A ideia é criar um movimento pela inquietude”, disse Naiara ao Portal dos Jornalistas. “A Inquietos S/A é um mundo virtual, uma comunidade de inquietos que produzem energia para transformar o mundo. Defendo que a inquietude não é uma coisa ruim se usada de maneira apropriada. Pelo contrário: os inquietos têm um grande poder transformador, energia e força de vontade para mudar seu ambiente e deixar legados no mundo, mas precisam entender quais são seus pontos fracos e aprender a gerenciá-los. Eu, por exemplo, sou uma inquieta que precisa de foco para ser produtiva e realizar as coisas, senão me perco”, comentou. O novo projeto gráfico do site, que está para ser lançado, leva a assinatura da publicitária Naila Lepre.

…E Fábio Barretto é o novo contratado da emissora

Ele integrará o núcleo de reportagens investigativas Nesta 5ª.feira (2/7), a RedeTV anunciou a contratação de Fábio Barretto para integrar o seu Núcleo de Reportagens Investigativas – criado em outubro do ano passado pelo superintendente de Jornalismo e Esportes Franz Vacek.  Em nota, a emissora informa que “o profissional chega para intensificar a produção de grandes reportagens sobre os mais variados temas, como criminalidade, política, meio ambiente, saúde e educação”. Também no comunicado, Fábio – que teve passagens por TV Record e Band Rio –, diz que “a expectativa é fazer um trabalho voltado para a denúncia, mostrando a realidade de fatos que muitas vezes as pessoas ainda duvidam que aconteçam. O comprometimento é de ajudar a mudar e transformar, com notícia transparente, ética, prestando serviço e fazendo aquilo que sempre me comprometi com o público: ser mais uma voz a dar espaço para as investigações e para as pessoas, fazendo das nossas matérias um canal atento e transformador para as questões sociais com a credibilidade, o suporte e a confiabilidade da RedeTV”.

Jamil Chade estreia na RedeTV

Jamil Chade, correspondente do Estadão em Genebra (Suíça), estreou nesta 4ª.feira (1º/7) como comentarista de assuntos internacionais da RedeTV. Além dele, nos últimos meses, o time de jornalismo da casa ganhou os reforços de profissionais como Celso Zucatelli, Débora Vilalba, Luciano Faccioli, Mariana Godoy e Mauro Tagliaferri. Jamil é amigo de Franz Vacek, superintendente de Jornalismo e Esportes da RedeTV, desde a época em que este era correspondente na Europa. Em sua página no facebook, Jamil comentou: “Além do Estadão e da Rádio Estadão, a partir de hoje [1º/7] assumo a tarefa de comentarista internacional na RedeTV. Serão duas participações semanais no jornal RedeTV! News, a partir das 10 pm. Conto com o comentário, criticas, cornetas e sugestões de todos vocês. Até la!”. Além de escrever para a versão impressa do Estadão, ele mantém um blog no portal do jornal e participa da programação da Rádio Estadão.

João Peres conta bastidores de sua apuração para o livro Corumbiara

Em texto para a Pública, ele narra a tensão de apurar um caso de violência em um lugar de “baixa presença institucional do Estado” Após três anos de investigações, João Peres lança no final de julho o livro Corumbiara – caso enterrado, em que detalha o episódio conhecido como Massacre de Corumbiara. O caso – um confronto entre policiais militares e camponeses sem-terra, que resultou em 12 mortes – aconteceu na Fazenda Santa Elina, em Rondônia, e em agosto completa duas décadas. “A tensão que acompanha jornalistas em apurações sobre questões agrárias na Amazônia é grande”, diz o autor em texto para a Pública. “No geral, vai-se a locais com baixa presença institucional do Estado e com uma cultura de violência e justiçamento. O Brasil é um dos países com os piores índices de assassinato de profissionais de imprensa, segundo ranking elaborado anualmente pela organização Repórteres Sem Fronteiras. Ter escolhido um caso ocorrido numa frente nova de desmatamento para começar a apuração que resultaria no livro Corumbiara, caso enterrado (Editora Elefante, 2015) não foi uma decisão prudente” O primeiro capítulo do livro está disponível para download.

Enquanto negocia o futuro do Vrum, Emílio Camanzi lança blog sobre automóveis

Já está na rede o Carros com Camanzi, novo projeto editorial de Emílio Camanzi. O blog trará notícias e lançamentos do setor seguindo a linha editorial que era aplicada no Vrum, programa que até o início de junho ele comandava aos domingos no SBT.

“Era uma coisa que eu queria fazer já há algum tempo, mas com o ritmo de produção do programa eu nunca conseguia”, comenta Emílio. “Com a saída do Vrum da grade nacional do SBT, encontrei tempo na agenda para criar a página”.

Com a interrupção da exibição da atração, a TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais e responsável pela produção do programa, realocou sua equipe para outras áreas, enquanto Emílio e o apresentador Enio Greco ficaram com a incumbência de estudar um novo formato para o programa. Segundo ele, a criação de uma nova versão regional e sua exibição pela internet estão entre as alternativas mais prováveis até o momento.

Facebook cria páginas verificadas para os mais lidos do Estadão

Oito dos mais lidos colunistas/blogueiros/articulistas do Estadão – Fausto Macedo, Ruth Manus, Marcelo Rubens Paiva, Eliane Cantanhêde, Guga Chacra, José Roberto de Toledo, Sonia Racy e Jamil Chade – estão com páginas próprias no Facebook vinculadas ao jornal. Considerado o portal de notícias com maior engajamento da internet brasileira, segundo pesquisa da consultoria Bites, o Estadão teve a ajuda do próprio FB para montar essas páginas. “Mesmo que não dispuséssemos de métricas precisas, tínhamos a percepção de que o nosso engajamento era alto, principalmente no FB”, diz Luís Fernando Bovo, editor executivo de Conteúdos Digitais do jornal. “A pesquisa da Bites só veio a confirmar e quantificar isso. E é claro que, com o algoritmo de que dispõe, o FB também já sabia. Tanto que, antes ainda, há uns dois meses, nos procurou com a proposta de facilitar a criação de páginas dos nossos líderes de audiência na rede social. A vantagem é que, embora individuais, elas são vinculadas ao jornal – ou seja, as interações continuam a ser computadas como nossas –, não têm as limitações das páginas comuns da rede e recebem o selo azul de página verificada, o que permite às pessoas saberem que são autênticas. Desde então os autores vêm aderindo paulatinamente e o processo vai continuar”.

Vera Lúcia Canfran é a nova secretária de Comunicação do GDF

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) escolheu Vera Lúcia Canfran, uma militante de seu partido, para ser a nova secretária de Comunicação do Governo do Distrito Federal. Ela, que chega também para organizar a publicidade institucional, assumirá o cargo no lugar de Hélio Doyle, que deixou recentemente o governo e passou a integrar o time de colunistas do Brasil 247 (ver J&Cia 1.005), mas permanece, por ora, como assessor especial, e informal, do governador nessa fase de transição – Vera está de luto, pelo falecimento do pai, Juan Canfran, no último final de semana. No novo cargo, ela contará com o apoio de Ricardo Taffner, que já atuava no governo, como chefe adjunto. Vera trabalhou, entre outros locais, na assessoria dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Integração. Também atuou por quatro anos na Comunicação da Liderança do PSB na Câmara Federal. Com a nomeação dela, pediu exoneração do cargo o subsecretário Institucional do governo, Ricardo Callado. Por isso, a nova secretária deverá também se dedicar à tarefa de cuidar das mídias digitais, iniciada por ele. De acordo com a publicação do Diário Oficial do DF, na semana passada, as mudanças na Comunicação do governo local incluem a vinculação da pasta diretamente ao gabinete do governador.

Renato Mendes deixa a Netshoes para lançar sua própria consultoria

Depois de quatro anos como gerente-sênior de Comunicação e Marketing da Netshoes para a América Latina, Renato Mendes despede-se da empresa nesta semana e se prepara para um novo projeto profissional: a criação de sua própria empresa. Nesta 4ª.feira (1º/7) nasceu a E-Sporte, consultoria para empresas conectadas ao mundo dos esportes focada em Digital. Antes da Netshoes, Renato foi diretor de Comunicação no Grupo Máquina, atendendo a marcas como Ambev, Grupo Telefonica, Camargo Corrêa e Redecard, e entre 2002 e 2009 foi repórter e editor de diversas publicações, entre elas IstoÉ Dinheiro, Você SA, Exame e Época Negócios. 

Queda na receita do Projor provoca reestruturação do Observatório da Imprensa 

Mundanças principais são as saídas de Mauro Malin e Luiz Egypto, a interrupção por tempo indeterminado das análises de Luciano Martins Costa no programa de rádio e a nomeação de Carlos Castilho como redator-chefe do site, no lugar de Luiz Egypto A escassez de recursos que atinge praticamente toda a imprensa brasileira não deixou incólume o Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, que tem como carro-chefe o Observatório da Imprensa nas versões digital, televisiva e radiofônica. Em entrevista a este ao Portal dos Jornalistas, Angela Pimenta, diretora do Projor, afirmou que as mudanças, embora provocadas em razão da descontinuidade de alguns patrocínios, não afetarão os rumos da instituição e de seus projetos e, ao contrário, servirão para fortalecer e aprimorar os processos de gestão, a governança e a própria estrutura da instituição dentro dessa nova realidade. Segundo ela, longe de ser um passaralho, as medidas mais drásticas serão temporárias e para compensá-las a instituição passará a contar com novos colaboradores, entre eles Matinas Suzuki, que chega para integrar o Conselho Fiscal. A reestruturação está sendo feita com o apoio de Ana Toni, que foi da Fundação Ford e tem grande ligação com a gestão do Greenpeace, e do professor da Unesp Francisco Belda, mais próximo do dia a dia da instituição, de sua direção e dos projetos editoriais. “Vamos manter praticamente intacta a equipe deixada e recomendada pelo Luiz Egypto e mesmo quem está saindo seguirá com as portas abertas no Projor. Queremos manter a saga de ser um observatório pluralista, relevante e que continue a fazer a crítica da mídia de forma civilizada, sem sectarismo, buscando audiência, mas sem perder a densidade” diz Angela, que lembra que isso estará garantido pelos nomes que zelam pela instituição e por sua reputação, seja atuando diretamente, como o inspirador e fundador do Observatório Alberto Dines, o editor Jô Amado, no conteúdo, e Andrea Baulé, no fechamento técnico da web; sejam os que integram o Conselho Consultivo e também atuam como colaboradores, casos de Carlos Eduardo Lins da Silva, Eugênio Bucci e Caio Túlio Costa. No editorial que publicou nesta 3ª.feira, a equipe do OI salientou: “Faltando pouco para completar 20 anos de existência, estamos vivendo as mudanças que o tempo e as inovações tecnológicas nos impõem. Não somos os únicos, nem os primeiros e muito menos os últimos projetos jornalísticos a enfrentar esse desafio. As bases materiais e humanas que animaram a nossa proposta sofreram mudanças, algumas delas radicais, ao longo das últimas duas décadas. Conjunturalmente, fomos também atingidos nos meses mais recentes pela crise econômica que o País inteiro enfrenta. Vários parceiros tiveram de atrasar pagamentos ao OI, outros foram obrigados a desistir de antigos vínculos de cooperação”. Mauro Malin, que agora deixa oficialmente a cúpula do Projor e do Observatório, havia se licenciado no início do ano para se dedicar ao livro que está escrevendo sobre Armênio Guedes. Preferiu não comentar as decisões. Luiz Egypto, redator-chefe, que também no início do ano havia cogitado um possível desembarque – por entender ter chegado a hora de finalizar um ciclo que, apenas no site, já se estendia por 16 anos, mas com anos adicionais, a se considerar todo o ciclo de vida do Observatório –, chegou a um acordo e também deixa a organização, sendo substituído na função por Carlos Castilho. Luciano Martins Costa, outro decano do projeto, titular há vários anos da versão radiofônica do Observatório de Imprensa, transmitida por emissoras de várias regiões, sai do ar por tempo indeterminado, mas tem convite para continuar com o programa em versão semanal e também por meio de podcast. Ainda não se decidiu e vai aproveitar as próximas semanas para definir os futuros passos.   Boa parte da equipe seguirá na produção do site do OI Em seu texto de despedida, postado nesta 3ª.feira (30/6), Luiz Egypto lembra que, antes de assumir o posto de redator-chefe (um misto de editor geral e gerente do site), sua integração dera-se como responsável pela edição impressa do Observatório da Imprensa, que circulou mensalmente por 29 edições, a partir de julho/agosto de 1997: “Agora, olhando para trás, constato que é muito, muito tempo. É mesmo chegada a hora de passar o bastão”. Segundo ele, participar do Observatório foi um privilégio pela contribuição decisiva para a qualificação do debate sobre a mídia no Brasil: “Este é um site jornalístico cuja pauta primordial é a crítica de mídia; em concomitância – e aí está o pulo do gato –, é um fórum de discussão sobre o jornalismo, a imprensa e a comunicação aberto à participação da cidadania. Essa norma é uma cláusula pétrea de sua política editorial. Não foram poucas as vezes que publiquei artigos com os quais não concordava um pingo, mas tinham espaço garantido no Observatório porque era nossa obrigação publicá-los. Aí reside o segredo da longevidade de um veículo jornalístico ao mesmo tempo plural e diversificado, embora a sua agenda, pauta e conteúdo não necessariamente interessem a uma grande massa de leitores. Essa abertura a opiniões diversas, ao debate e ao contraditório está no corpo e na alma deste site, tal como Alberto Dines o concebeu na primeira metade dos anos 1990. E eu me orgulho por ter sido um dos responsáveis pela manutenção dessa linha editorial radicalmente anti-sectária”. Ao Portal dos Jornalistas, Luiz disse que na semana que vem sai para 12 dias de férias: “Na volta (apud Millôr), livre como um táxi e com conta no Uber, se necessário”. Sobre ele, diz o editorial desta 3ª.feira: “Durante 16 anos, Luiz colocou todo o seu conhecimento e experiência a serviço do projeto, transformando a página do OI numa referência obrigatória em matéria de observação crítica da mídia. Sem ele, muito provavelmente nada disso teria sido possível. A marca da presença de Luiz, e da equipe que ele montou, permanecerá indelével nos novos tempos que se abrem para o Observatório. Boa parte dessa equipe continuará participando da produção da página web e outros colaboradores se somam ao projeto com o objetivo de manter viva a preocupação do OI em promover a diversidade de percepções e de opiniões em nossa produção editorial. Além disso, claro, Alberto Dines, fundador, inspirador e alma do Observatório da Imprensa, continuará a postos”. Luciano Martins Costa explica em seu texto de despedida, também desta 3ª, que a crise de gestão que se abateu sobre o OI tornou insustentável a manutenção do trabalho que vinha liderando ininterruptamente desde julho de 2007, sem contar os outros sete anos de participação na fase inicial do projeto: “Os motivos que levam à interrupção desta jornada são muitos, entre os quais não é possível fazer uma hierarquia de relevâncias. Talvez fosse possível contornar alguns deles, mas há uma causa que não pode ser ignorada: não há muito mais o que se analisar na mídia informativa brasileira. Os principais veículos da imprensa se transformaram em panfletos políticos e vasculhar o noticiário em busca de jornalismo que valha uma referência tem sido como buscar um fio de cabelo no palheiro”. Ele encerra o texto lembrando que “os primeiros artigos escritos para o Observatório tratavam de sustentabilidade e de propostas para superação da crise que desde então ameaçava o futuro dos jornais” e que “esta derradeira observação não pode ser mais otimista, em relação à mídia tradicional, do que as daquele tempo”. E conclui afirmando: “Mas sabemos todos que, uma vez colocada a lente da crítica sobre a imprensa, você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”.

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