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Radialista, RP e repórter estão entre as dez profissões mais estressantes

Estudo divulgado pelo site norte-americano CareerCast com base na metodologia Jobs Rated informa que as profissões de repórter de jornal, radialista e executivo de relações públicas estão entre as dez mais estressantes do mundo. Prazos, competitividade, perigos encontrados e demanda física são alguns dos fatores que levam esses profissionais ao estresse contínuo. Relações públicas é a primeira a aparecer entre as carreiras da Comunicação, com o sexto lugar. Radialista está em oitavo lugar e repórter de jornal aparece na nona posição. O relatório aponta as perspectivas de crescimento, a pontuação de estresse da carreira e informações sobre salários levantados pela US Bureau of Labor Statistics, em dezembro de 2015.

Seminário Aberje-Correio Braziliense debaterá importância do diálogo

A sede do Correio Braziliense receberá em 24/2 o seminário Dialogar para liderar, tema que norteará o conjunto de ações da Aberje ao longo de 2016 e que simbolicamente será lançado na capital da República, onde mais do que nunca o diálogo se faz necessário. A apresentação dessa primeira iniciativa foi feita em artigo publicado em 16/1 no Correio Braziliense, sob o título Dialogar para liderar: um programa para 2016, assinado por Paulo Nassar, diretor presidente da Aberje e professor livre-docente da Universidade de São Paulo, e Paulo Marinho, presidente do Conselho Deliberativo da Aberje e superintendente de Comunicação do Itaú Unibanco. No artigo, os líderes da Aberje enfatizam que “existem razões históricas e conjunturais para a escolha do tema. O diálogo no Brasil é utopia possível, embora frequentemente adiada. Na proclamação da República predominou a visão positivista, com a exclusão da sociedade e a opção pelo golpe de Estado que baniu o imperador Dom Pedro II. Acreditava-se no positivismo, o governo dos melhores. Um modelo messiânico que, no Brasil, de tradição sebastianista herdada de Portugal, encontrou solo fértil para vicejar. Esgotou-se com a Revolução de 1930, que desobstruiu os canais para o diálogo com novas lideranças. Não demorou muito: em lugar do diálogo construtivo, optou-se pela força. Houve um lado vencedor, mas a névoa da ruína se projetou sobre os ideais reformistas e os aprisionou até os dias atuais’. Estarão ao lado da Aberje nessa trincheira instituições como ANJ, Aner, Abracom, Instituto Palavra Aberta, Ethos, Abap e ABI.

Jornal Turismo de Minas celebra dez anos lançando Guia Turístico e concurso de fotografia

O jornal Turismo de Minas, que acaba de completar dez anos de vida, contabilizando 103 edições, vai deixar a plataforma impressa para ser apenas online. São atualmente 10 mil exemplares gratuitos, que circulam nas principais entidades do setor de turismo, agências, empresas, aeroporto e táxis. Apenas algumas edições especiais continuarão a ser editadas em papel, conforme informou ao Portal dos Jornalistas o editor Mardem da Mota Couto. Segundo ele, o objetivo é fortalecer o online e levar mais informação ao consumidor final com atualizações diárias sobre o mercado de turismo em Minas: “Este ano vamos continuar inovando. Em março, lançaremos a segunda edição do Guia Turístico de Minas, que será produzido com mais destinos e em versão bilíngue. Vamos ainda fazer o lançamento do Blog Lugares, no qual poderão ser encontradas dicas de destinos nacionais e internacionais”. Mardem ressalta que o jornal foi pioneiro no Estado com um portal de notícias sobre o mercado, interligado às principais redes sociais e proporcionando mais interação com o leitor: “Em comemoração aos dez anos lançamos duas ações: uma delas foi o Guia Turístico de Minas, que é vendido pelo site, nas bancas de Belo Horizonte e região metropolitana e nas livrarias Leitura e Fnac, de BH; e o concurso Fotografe Minas, que teve a participação de mais de duas mil imagens do Estado”.

Marco Aurélio Canônico assume a sucursal da Folha no Rio

Marco Aurélio Canônico é o novo diretor da sucursal da Folha de S. Paulo no Rio. Sua antecessora, Paula Cesarino Costa, permanece na casa como repórter especial. Paranaense de nascimento, Canônico formou-se no Rio pela UFRJ. No Rio, começou a trabalhar na Comunicação da indústria farmacêutica GlaxoSmithKline. Transferiu-se para São Paulo em 2004, já na Folha, como repórter, e ali fez carreira. Foi correspondente em Londres, editor do Folhateen e editor de Fotografia. Voltou ao Rio em 2011 e, na sucursal, foi repórter, chefe de Reportagem e, por último, secretário de Redação. Ele tem na equipe um bom número de repórteres de Economia, que continuam a cobrir empresas e órgãos com sede no Rio, como Petrobras, Vale, BNDES e IBGE. Este ano, os Jogos Olímpicos estão na pauta do jornal como um dos temas cariocas de destaque.

Fernando Porto deixa o Brasilturis e reativa a Agência Porto de Notícias 

Fernando Porto deixou o Brasilturis Jornal, veículo especializado na indústria turística, onde ocupava o cargo de editor-executivo. O motivo, segundo ele, não é surpresa: a crise financeira atual que está obrigando as empresas jornalísticas a reduzirem os custos. De imediato, diz que pretende intensificar os trabalhos freelance que já vinha executando paralelamente, de criação de conteúdos para jornais, revistas e veículos de comunicação interna do setor corporativo: “Além disso, vou retomar as atividades, a partir deste mês, da Agência Porto de Notícias (APN), que vinha funcionando apenas no facebook e que os amigos mais próximos cobravam que voltasse como site de notícias de turismo. Agora, esse site volta como portal ao ampliar os assuntos, após fusão com meu site de cultura Enjoy Life, e passa a cobrir tudo sobre viagens, cultura (artes e espetáculos) e lifestyle (bem-estar, gastronomia e tecnologia pessoal)”. O contato dele para jobs, criação de conteúdos jornalísticos para comunicação empresarial ou pautas para o portal é [email protected].

Senac SP fecha contrato com AttitudeRP, Trama e Approach

O Senac São Paulo apresentou suas três novas agências que, desde o começo do ano, passaram a cuidar do trabalho de assessoria de imprensa para atendimento institucional, unidades capital, Grande São Paulo e litoral, hotéis-escola e editora. As três novas contratadas são AttitudeRP, Trama e Approach, vencedoras do processo de licitação realizado no final de 2015. A Attitude RP (11-3529-3432) responderá pela marca Institucional, as 17 unidades educacionais localizadas na capital e o Centro Universitário Senac, que conta com campi no bairro de Santo Amaro, na capital, e nas cidades de Campos do Jordão e Águas de São Pedro. A equipe terá direção de Bia Fovitzky e coordenação de Rafael Radesca, além de Jéssica Marques, Karina Okamoto, Igor Piotto e Nayara Dantas no atendimento. E-mails formados por [email protected]. Na Trama (11-3388-3055), os trabalhos envolverão o relacionamento com a imprensa para as unidades Senac localizadas na Grande São Paulo e nas cidades de Bertioga, Guarulhos, Osasco, Taboão da Serra, São Bernardo do Campo, Santo André e Santos. A direção é de Helen Garcia, com coordenação de Heloizi Parra e atendimento de Caroline Oliveira Cruz e Beatriz Massi França. E-mails formados por [email protected]. E a Approach (11-3846-5787) será responsável pelo atendimento dos hotéis-escola Senac Grande Hotel São Pedro e Grande Hotel Campos do Jordão, e Editora Senac São Paulo. Na direção, Deborah Castro, com coordenação de João Godoy e atendimento de Carolina Barankiewicz. E-mails formados por [email protected]. As novas contratadas atuarão ao lado de outras oito agências que atendem à instituição no interior do Estado de São Paulo. A lista completa e os contatos estão disponíveis em www.sp.senac.br/assessoriadeimprensa.

MSLGroup assume assuntos corporativos da Samsung na AL

O MSLGroup Andreoli é a nova agência de comunicação corporativa da Samsung para Brasil e América Latina. O contrato engloba a coordenação de todas as agências de RP da marca em suas sete subsidiárias na região, localizadas em México, Panamá, Colômbia Peru, Brasil, Chile e Argentina. No Brasil, o trabalho abrangerá o atendimento de assuntos corporativos, uma vez que o Grupo Máquina segue como agência de relações públicas para temas relacionados aos produtos da marca. Para atender ao novo cliente, o MSLGroup terá uma equipe de oito pessoas, sendo seis exclusivas. A nova conta ficará sob a direção geral de Flávia Cola (11-3169-9306) e a gestão do diretor de núcleo Ricardo Bonatelli (9369). Já estão confirmados no atendimento o gerente Fabiano Oliveira (9346), os executivos Miguel Varanda (9361) e Vitória Martins (9357), os assistentes João Franca (9371) e Camila Forte (9316), além da designer Bárbara Zein (9335). A agência ainda contratará mais um executivo exclusivo para o atendimento diário do novo cliente. E-mails formados por [email protected].

Ana Beatriz Damasceno assume a Coordenadoria de TI na Redação da Folha

Ana Beatriz Damasceno assumiu nessa 3ª.feira (19/1) o cargo de coordenadora de TI na Redação da Folha de S. Paulo. Ela comandará uma equipe de gestores e desenvolvedores que trabalharão o tempo todo dentro da Redação, em parceria com os jornalistas, na produção de projetos editoriais. Parte dessa equipe se ocupará também do atendimento a demandas do dia a dia, função até então desempenhada pelo Service Desk. Ana manterá responderá à direção de TI da empresa. Segundo comunicado interno da Folha, a nova organização acompanha uma tendência mundial de entender a tecnologia como elemento fundamental do conteúdo digital, e não um apoio à divulgação dele.

Cohn & Wolfe, da WPP, assume o controle do Grupo Máquina 

Pouco conhecida no Brasil e na América Latina, mercados em que nunca atuou diretamente, Cohn & Wolfe é a 13ª maior agência de relações públicas do mundo e a 4ª da WPP As primeiras notícias de que a WPP havia comprado o Grupo Máquina surgiram em 15/1. Os rumores não eram novos, assim como não era novidade o interesse de grupos estrangeiros por uma das quatro maiores agências de comunicação do País. Criada a expectativa, aguardava-se um comunicado oficial, que finalmente circulou nessa em 18/1, confirmando a operação: a Cohn & Wolfe, da WPP, foi anunciada como nova controladora do Grupo Máquina, aquisição que introduz no mercado brasileiro e de toda a América Latina a 13ª maior agência de RP do mundo, que faturou US$ 181 milhões em 2014, segundo o ranking Holmes Report. Desconhecida por aqui, a agência tem, no entanto, 45 anos de vida, 1.200 funcionários e 50 escritórios distribuídos por América do Norte, Europa, Oriente Médio, África e Ásia, sendo liderada pela CEO Donna Imperato. Em faturamento, está abaixo de outras três marcas da WPP: Burson-Marsteller, que atingiu em 2014 US$ 477 milhões; Hill and Knowlton, US$ 380 milhões; e Ogilvy PR, US$ 303 milhões, ocupando respectivamente os 6º, 7º e 8º lugares no ranking da Holmes Report. O Grupo Máquina é o quarto do Brasil, segundo o Anuário de Comunicação Corporativa, da Mega Brasil, tendo faturado R$ 68,5 milhões em 2014. Tem quase 21 anos de vida, 240 funcionários e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Foi fundado por Maristela Mafei, que permanecerá como diretora geral da Máquina Cohn & Wolfe, nova denominação da empresa, porém subordinada a Imperato. Marcelo Diego e Daniella Camargos seguirão como coCEOs, subordinados a Maristela. Os três vão manter suas posições como sócios minoritários da Máquina Cohn & Wolfe. (Ver também Brasília, na pág. 11) Multis já dominam 25% do mercado brasileiro Com a venda do controle acionário do Grupo Máquina para a Cohn & Wolfe, sobe a praticamente 25% a participação das empresas multinacionais de relações públicas no mercado brasileiro, segundo estimativa de Eduardo Ribeiro, publisher do Anuário de Comunicação Corporativa: “A soma do faturamento das multinacionais aqui presentes com escritórios próprios (quase 20), em 2014, está entre R$ 520 e R$ 560 milhões, estimativa que se baseia nos faturamentos declarados e na projeção dos não declarados. Isso dá ¼ da receita global do setor, que se situou em 2014 na faixa entre R$ 2,13 a R$ 2,33 bilhões”. Embora maior do mundo, a WPP não lidera o mercado de relações públicas no Brasil. Suas marcas, incluindo o Grupo Máquina (as outras são Burson-Marsteller, Hill and Knowlton, Ogilvy PR e as também recém-adquiridas Ideal e Concept) faturaram, em conjunto, em 2014, algo entre R$ 150 e 160 milhões, contra os quase R$ 202 milhões que a líder FSB, de capital nacional, faturou, sozinha. Também a Omnicom, por sua divisão DAS, que controla os negócios de relações públicas, agigantou-se em faturamento no mercado de comunicação corporativa brasileiro, com três importantes operações, desencadeadas entre o final de 2014 e meados de 2015: a compra do controle acionário da Ketchum Estratégia pela Ketchum; a aquisição de uma participação minoritária no Grupo In Press, em operação que teve como desdobramento a chegada ao Brasil da FleishmannHillard; e a compra do Grupo ABC, de Nizan Guanaes, pela própria Omnicom, que levou indiretamente para o conglomerado o controle da CDN. No total, o faturamento das agências vinculadas à Omnicom montou a R$ 230/240 milhões em 2014. Entre os demais grandes grupos de comunicação mundiais com presença na comunicação corporativa brasileira estão Publicis, dono da MSLGroup Andreoli, que faturou R$ 40 milhões em 2014, e Interpublic, controlador da S2Publicom Weber Shandwick, cujo faturamento não foi divulgado, mas que, estima-se, esteja na mesma faixa da MSL. A maior empresa de relações públicas no mundo, Edelman, com receita global de U$ 812 milhões, faturou no Brasil, em 2014, R$ 29 milhões com sua própria marca e outros R$ 3,5 milhões com a subsidiária Zeno. Outras agências com presença importante no Brasil são Jeffrrey Group, que faturou naquele ano R$ 11,1 milhões; e Llorente & Cuenca, R$ 5 milhões (aos quais agora se somará a receita da recém-adquirida S/A, não declarada no ranking de 2014). Também se instalaram no Brasil com escritórios próprios a britânica Brunswick, as espanholas Atrevia e Audientia e a portuguesa CV&A, todas com faturamentos ainda discretos em relação às demais. Máquina cresce 8% em 2015 O Grupo Máquina, segundo informações obtidas pelo Portal dos Jornalistas, cresceu 8% em 2015, chegando aos R$ 74 milhões de receita, contra R$ 68,5 milhões em 2014. Há tempos cobiçados por grupos estrangeiros, o Grupo e sua presidente Maristela Mafei resistiram por cerca de uma década ao assédio multinacional. Mais exatamente desde 2005, quando das primeiras conversas com grupos estrangeiros. Nesse período, vale registrar, a agência buscou preparar-se, inclusive em termos de gestão, para casar com um grupo internacional e, desse modo, manter-se entre as maiores e mais respeitadas do segmento. Administrou com rigor seus custos, mostrou-se cuidadosa e também rigorosa em seu planejamento, acertou todas as questões trabalhistas e com isso ganhou musculatura e estatura para uma boa negociação internacional. A Cohn & Wolfe tem a opção de comprar a totalidade da empresa nos próximos cinco anos, prazo contratual inclusive da presença dos atuais sócios da Máquina. Maristela, no entanto, diz que espera continuar por muitos anos mais, inclusive como sócia, pois é apaixonada pelo negócio e pela empresa. Um louvor especial, como ela faz questão de frisar, deve ser atribuído à Endeavor, organização de apoio ao empreendedorismo, que, segundo ela, “foi fundamental no apoio que nos deu em todo esse processo”. Entre os mais de cem clientes da Máquina estão empresas como Credit Suisse, EY, Zara, Xerox, Carrefour, L’Oréal, Nextel, MetLife, Bridgestone, GP Investments, Embratur, BRMalls, Qualicorp, Hypermarcas, Raízen, BRF, Grupo Estácio, Insper e Gafisa. A Máquina também trabalha com o empresário Jorge Paulo Lemann e companhias e fundações ligadas a ele no Brasil, incluindo Kraft Heinz, 3G Capital, AmBev, B2W/Lojas Americanas, São Carlos, Fundação Lemann, Fundação Estudar e Endeavor. Segundo o comunicado que distribuiu, tem divisões especializadas focadas em soluções digitais, conteúdo para vídeo, branding, publicidade e serviços de design de embalagens.  Além dos elogios públicos tradicionais que se trocam numa operação dessa natureza, a CEO da Cohn & Wolfe, Donna Imperato, entende que uma das razões que embalaram a negociação foi o fato de ambas as agências compartilharem valores como a criatividade, o empreendedorismo e o foco nos serviços ao cliente: “Tenho a certeza de que isso vai nos assegurar uma forte e duradoura parceria e sucesso conjunto”. E o intercâmbio já começou. Nos últimos dias, dois diretores da Máquina das áreas de design e digital viajaram para os Estados Unidos para as primeiras conversas profissionais com a equipe da Cohn & Wolfe. Futuro Foram várias as negociações realizadas no segmento da comunicação corporativa nos últimos meses. No final de 2014, por exemplo, o Grupo In Press anunciou a venda de parte de seu controle à Omnicom, num movimento que, paralelamente, trouxe ao País a FleishmannHillard. No final do ano passado, a WPP já havia fechado a compra da Ideal e sua subsidiária Comcept, associando a ambas duas de suas marcas tradicionais: Hill and Knowlton e Ogilvy PR. Também entre as nacionais de médio porte houve a fusão da A4 com a Holofote. E esta semana, a venda do controle do Grupo Máquina para a mesma WPP. Sobre o futuro, um dos mais importantes empresários da área afirmou em off a este J&Cia que considera que esse movimento de aquisições e fusões não vai parar. Ao contrário, tende a se acentuar: “Muitas agências internacionais ainda não estão no País e os grandes grupos que já atuam por aqui estão reforçando suas posições, pois sabem que o Brasil é maior do que a crise. A procura é por agências mais estruturadas, que fizeram a lição de casa, ou agências focadas em determinados mercados/práticas. Também vejo oportunidades para fusões entre agências de porte pequeno, em busca de sinergia e ganho de escala”.

Aos 155 anos, Landell já é parcialmente reconhecido no Brasil, mas continua fora da escola

Comemora-se nesta 5ª.feira (21/1) o 155º aniversário de nascimento de Roberto Landell de Moura (1861-1928), padre-cientista gaúcho que em 1899 e 1900 foi o primeiro no mundo a transmitir a voz humana à distância por meio de ondas de rádio – experiências públicas realizadas na capital paulista e com farta documentação histórica, integrada por patentes, manuscritos e amplo noticiário em jornais brasileiros e internacionais da época. Boa parte desta documentação, aliás, foi cuidadosamente reunida e depois exposta pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, estando aberta a visitação pública. Entretanto, esse e outros feitos desse pioneiro das telecomunicações (patenteou o rádio no Brasil em 1901 e nos Estados Unidos em 1904, desenvolveu um projeto de televisão em 1904, décadas antes da invenção oficial, em 1926, entre outros), continuam desconhecidos do grande público, porque em nossas escolas ainda se ensina – de forma absurda – que o inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi (que na época havia inventado, isto sim, o telégrafo sem fio, ou seja, transmissões de traço e ponto, sem qualquer conexão com a voz humana). Por isso, Jornalistas&Cia, embora ciente de suas limitações, mas também de sua missão, decidiu no início de 2010 engajar-se de corpo e alma ao MLM – Movimento Landell de Moura pelo reconhecimento público e oficial, no Brasil, de Roberto Landell de Moura como inventor do rádio. O objetivo era principalmente alertar a imprensa para o transcurso do sesquicentenário de seu nascimento daí a 12 meses (em 21/1/2011) e coletar assinaturas para, desse modo, induzir as autoridades a incluírem a vida e a obra dele no currículo escolar obrigatório do Ensino Básico. Na época, um dossiê sobre Landell com mais de seis mil assinaturas foi entregue ao então ministro da Educação Fernando Haddad (atual prefeito de São Paulo), sem que o pleito prosperasse. Hoje, cinco anos depois daquele engajamento, é possível contabilizar algumas vitórias importantes: casos do lançamento de um selo oficial dos Correios em homenagem a ele no sesquicentenário; da inscrição do nome do padre no Livro dos Heróis da Pátria no Panteão Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (onde já estão, entre outros, Tiradentes, Oswaldo Cruz e Santos Dumont); da concessão do título de cidadão paulistano “in memoriam” pela Câmara Municipal de São Paulo; e diversas homenagens País afora. Entretanto, incluí-lo na grade curricular do Ensino Básico só mesmo a cidade de Porto Alegre o fez (em São Paulo, há um projeto semelhante em tramitação, de autoria do vereador Eliseu Gabriel). Em mais um esforço nesse sentido, mas em plano nacional, J&Cia deu início na última semana a uma petição online na plataforma Change para solicitar a Manuel Palacios da Cunha e Melo, secretário de Ensino Básico do Ministério da Educação, que inclua a vida e a obra de Roberto Landell de Moura na grade curricular do Ensino Básico. Apoiadores da causa interessados em assinar e mesmo compartilhar a petição com amigos podem fazê-lo…

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