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Foi dada a largada para os +Admirados da Imprensa Automotiva 2026

Último dia para escolher os +Admirados da Imprensa Automotiva 2025

Começa nesta quinta-feira (26/2) e vai até 12 de março o 1º turno da eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2026. Em sua oitava edição – a sétima consecutiva –, a iniciativa premiará os jornalistas e publicações mais admirados do segmento pela visão dos leitores de Jornalistas&Cia e do Portal dos Jornalistas.

Assim como nos anos anteriores, serão dois turnos de votação. No primeiro, de livre indicação, os eleitores podem sugerir até cinco nomes, tanto para a eleição geral, que definirá os TOP 25 +Admirados Jornalistas do Ano, quanto para cada uma das oito categorias temáticas.

Entre elas, a grande novidade é a estreia da categoria Jornalista Especializado em Negócios Automotivos, que se juntará a outras três premiações voltadas aos profissionais: Colunista, Jornalista Especializado em Duas Rodas e Jornalista Especializado em Veículos Comerciais, e às quatro para publicações que atuam na cobertura do setor: Áudio (Podcast/Programa de Rádio), Periódico (Impresso/Digital), Site/Portal e Vídeo (Programa de TV/Canal de Youtube/VideoCast).

Os profissionais e veículos mais citados na primeira fase classificam-se para a segunda etapa, de votação dirigida, onde a partir dos nomes indicados os eleitores poderão classificar os seus favoritos, do 1º ao 5º colocado em cada categoria. Cada posição renderá uma pontuação, sendo 100 pontos para o 1º colocado; 80, para o 2º; 65, para o 3º; 55, para o 4º; e 50, para o 5º lugar. Ao final da votação, quem somar mais pontos será eleito entre os TOP 25 +Admirados Jornalistas do Ano ou os TOP 3 +Admirados de cada categoria.

Para fazer suas indicações, basta acessar a cédula de votação, disponível no Portal dos Jornalistas, preencher um rápido cadastro e os espaços disponíveis em cada categoria.

A eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2025 conta com os patrocínios de Bosch, Ford, Honda, Renault e Volkswagen Caminhões e Ônibus, apoios de Pirelli, Portal dos Jornalistas e PressID, e colaboração da Scania.

Após ajustes, Cleidi Pereira e Thiago Domenici melhoram posições no Ranking +Premiados

Alguns ajustes promovidos nos últimos dias impactaram diretamente a posição no Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira 2025 de dois jornalistas premiados no ano passado.

Cleidi Pereira

Em um deles, a gaúcha Cleidi Pereira somou 50 pontos pela conquista do 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, na categoria Grande Reportagem (Livro), com Confissões de um torturador: a última entrevista do Coronel Ustra (Insular). Durante a pesquisa, esta conquista não havia sido computada. Após a correção, ela passou a ocupar na 5ª posição entre os +Premiados Jornalistas do Ano na Região Sul, e a 73ª no recorte Nacional.

Já entre os +Premiados Jornalistas da História, onde passa a somar 100 pontos juntamente com outros dois prêmios conquistados anteriormente, Cleidi pulou da 2.821ª para a 992ª posição no ranking Nacional, e da 369ª para a 149ª na Região Sul.

Thiago Domenici

Thiago Domenici, diretor da Agência Pública em Brasília, teve um de seus prêmios conquistados em 2025, o Amaerj Patrícia Acioli, creditado na Região Sudeste, quando o correto seria na Centro-Oeste, onde atua desde 2023. Além disso, o recorte nacional considerou apenas sua pontuação do CCNow Journalism Awards, por isso registrou 25 pontos a menos do que o correto.

Após os ajustes, ele chegou a 62,5 pontos no ano passado, o que lhe rendeu a 50ª posição no Ranking dos +Premiados Jornalistas do Ano e o quarto lugar no Centro-Oeste.

Flavia Vigio assume a VP de Comunicações para a América Latina da Netflix

Flavia Vigio assume a VP de Comunicações para a América Latina da Netflix

Flavia Vigio foi anunciada na última semana para o cargo de vice-presidente de comunicações para a América Latina da Netflix, com reporte à diretora de comunicação Dani Dudeck, que assumiu a função em janeiro. Antes, Flavia foi por 2 anos vice-presidente executiva de comunicação da TelevisaUnivision, além de ter sido vice-presidente de marketing de consumo e RP para entretenimento geral na América Latina da WarnerMedia. Ainda em jornada internacional, foi VP de comunicação do McDonald’s na América Latina.

Flavia Vigio assume a VP de Comunicações para a América Latina da Netflix
Flavia Vigio

A Netflix a descreve como líder de comunicação “com uma abordagem estratégica de negócios, tendo apoiado transações corporativas na WarnerMedia, TelevisaUnivision e na cisão e IPO do McDonald’s na América Latina. Sua carreira abrange marketing e comunicação integrados, em áreas como relações corporativas, mídia e relações públicas”.

Recentemente, ela tirou um ano sabático dedicado ao estudo de IA e ao trabalho com uma equipe de tecnologia para desenvolver novos recursos para mensuração e gestão de reputação. Começou a trabalhar na Netflix em 2 de fevereiro e está baseada no escritório da Cidade do México.

Datena estreia Alô Alô Brasil no ano que a Rádio Nacional comemora 90 anos

José Luiz Datena (Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)

A Rádio Nacional, da EBC, estreou em 23/2 o programa Alô Alô Brasil, apresentado ao vivo por José Luiz Datena. A atração vai ao ar dar 8h às 10h, de segunda a sexta-feira, em todas as emissoras da rede. A produção vai apostar em uma cobertura dinâmica dos fatos que impactam o cotidiano da população, buscando entregar informação com agilidade, credibilidade e prestação de serviço aos ouvintes. Serão veiculadas informações em tempo real, análise dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo, comentários e entrevistas, mantendo linguagem clara e acessível. O time de repórteres será composto por profissionais da Rádio Nacional em RJ, SP e Brasília, além da participação de jornalistas selecionados de emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

José Luiz Datena (Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)

A estreia de Datena na emissora ganha ainda mais significado por ocorrer no ano em que ela celebra nove décadas de existência. O próprio nome da atração foi criado em homenagem à frase que marcou a inauguração da rádio, em 12/9/1936, quando o locutor Celso Guimarães anunciou: “Alô, Alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!”. Daí em diante, a Nacional seguiu uma trajetória de sucesso que atravessa gerações e acompanha com protagonismo a história da radiodifusão brasileira.

A propósito da EBC, a empresa registrou em 2025 o seu melhor desempenho histórico nas redes sociais, somando cerca de 150 milhões de interações nas plataformas Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e X, o triplo do registrado em 2024. O crescimento coloca a EBC entre os ecossistemas digitais mais influentes e engajados do setor público federal, ocupando posições de liderança em todas as plataformas monitoradas pela FGV Comunicação.

Paula Merlo deixa a direção da Vogue Brasil

Paula Merlo, editora-chefe da Vogue Brasil desde 2018, anunciou nesta semana sua saída da publicação para assumir novo desafio profissional, ainda não informado. Ela também deixa a Edições Globo Condé Nast, onde acumulava quase 20 anos de atuação, em duas passagens, tendo nesse período dirigido também a Glamour Brasil.

Paula Merlo (Crédito: LinkedIn)

“Mais que um trabalho, a Vogue foi minha escola: me viu crescer, me ensinou, me chacoalhou. E como uma professora inesquecível, a mais importante delas, me acolheu em momentos difíceis também”, celebrou em mensagem de despedida pelo LinkedIn.

Além do trabalho na Vogue Brasil, Paula atuou como apresentadora do projeto de vídeos Momento Estilo, do GNT, e como editora de Especiais do Luxure Media Group, de Londres, no Reino Unido.

Prêmio Maria Moors Cabot 2026 recebe inscrições até 12 de março

Estão abertas até 12 de março as inscrições para o Prêmio Maria Moors Cabot 2026, da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova York, que valoriza e reconhece coberturas de excelência na América Latina e no Caribe. O prêmio é entregue a profissionais que, com seu trabalho e ao longo de suas carreiras, tenham contribuído para um melhor entendimento dessas regiões.

Podem se inscrever comunicadores contratados, freelances ou colaboradores de qualquer empresa de mídia nas Américas que tenham dedicado grande parte de suas carreiras cobrindo a região. Interessados devem acessar este link e enviar um currículo contendo formação acadêmica e experiência jornalística; uma declaração que especifique a contribuição que o trabalho do candidato forneceu à cobertura das Américas; pelo menos cinco artigos que representem o trabalho; e uma a três cartas de recomendação que explicam porque o candidato merece ser premiado.

Em 2025, Natalia Viana, cofundadora da Agência Pública, esteve na lista dos vencedores do prêmio. Foi a primeira vez uma jornalista de um veículo brasileiro independente venceu o Moors Cabot. Antes, em 2024, o também brasileiro Lalo de Almeida, fotojornalista da Folha de S.Paulo, esteve na lista de vencedores. Além deles, entre os brasileiros que já receberam o Maria Moors Cabot, estão nomes como Adriana ZehbrauskasAssis ChateaubriandCarlos LacerdaClóvis RossiDorrit HarazimEliane BrumFernando RodriguesJosé Hamilton RibeiroJoão Antonio BarrosLucas MendesMauri KonigMerval PereiraMiriam LeitãoOtavio Frias FilhoPatrícia Campos MelloPaulo SoteroRoberto CivitaRoberto Marinho Rosental Calmon Alves.

SBT estreia em 2 de março o Galvão FC, com Galvão Bueno

Crédito: Rogerio Pallatta/Divulgação SBT

O SBT estreará em 2 de março, às 22h30, o novo programa Galvão FC, comandado pelo narrador Galvão Bueno. A atração, que terá plateia, reunirá conhecidos nomes do esporte e do entretenimento para discutir os principais acontecimentos do mundo do futebol. O novo programa substitui o Arena SBT, que estava no ar desde 2021.

Farão parte da equipe do programa os comentaristas Mauro Beting e Mauro Naves, além do ex-jogador e pentacampeão mundial Vampeta. O Galvão FC terá ainda a participação da banda Los Buenos, liderada pelo comediante Marcelo Marrom. A ideia é debater futebol de forma direta, descontraída e com humor.

Crédito: Rogerio Pallatta/Divulgação SBT

Galvão, que chegou ao SBT em janeiro deste ano, fará parte do projeto de transmissão da Copa do Mundo, em parceria com a NSports, empresa da qual o narrador é um dos proprietários. Serão ao todo 32 jogos exibidos pelos dois veículos, incluindo todas as partidas de Seleção Brasileira. Galvão, que narrou 13 edições consecutivas da Copa do Mundo, comandará a transmissão de todos os jogos do Brasil e vai narrar também outras partidas importantes da competição. Outro nome que fará parte do projeto é Tiago Leifert, que também vai narrar jogos importantes e estará à frente de programas especiais que debaterão os principais resultados do torneio.

Intercom Sudeste 2026 terá Grupo de Trabalho dedicado à Comunicação Pública

Webinário debate Inteligência Artificial e Comunicação Pública em lançamento de e-book

O 29º Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – Intercom Sudeste 2026 – contará com um Grupo de Trabalho (GT) especialmente dedicado à Comunicação Pública. O evento será realizado de 14 a 16 de maio de 2026, no Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, em Volta Redonda.

O GT Comunicação Pública será coordenado pelos diretores regionais da ABCPública em Minas Gerais, Agnaldo Montesso, e em São Paulo, Michel Carvalho da Silva. A proposta é consolidar o espaço como um fórum qualificado de debate acadêmico e profissional sobre práticas, políticas e desafios contemporâneos da comunicação nas instituições públicas.

A submissão de trabalhos, em formato de resumo expandido, poderá ser feita até o dia 30 de março de 2026, por meio do sistema oficial da Intercom (sistemas.intercom.org.br). Os textos devem ter entre quatro e seis páginas, conforme o template padrão do congresso.

Os Grupos de Trabalho da Intercom são ambientes de apresentação e discussão de pesquisas que reúnem estudantes de graduação, pós-graduandos e pesquisadores doutores, promovendo intercâmbio científico e fortalecimento das redes acadêmicas. Na edição de 2025, realizada na PUC Campinas, o congresso registrou 1.200 inscritos de universidades de todo o Sudeste, distribuídos entre GTs, oficinas e palestras.

Para Michel Carvalho da Silva, a proposta do GT Comunicação Pública no Intercom Sudeste representa um avanço estratégico para o campo. “A Comunicação Pública tem papel estruturante na consolidação da democracia, na promoção da cidadania e no fortalecimento da transparência nas instituições. Ter um GT dedicado ao tema em um congresso da dimensão da Intercom Sudeste amplia a visibilidade das pesquisas e das boas práticas desenvolvidas na região e no país”, afirma.

Agnaldo Montesso destaca que a participação institucional da ABCPública no congresso reforça o diálogo entre academia e mercado. “A presença da ABCPública na coordenação do GT demonstra o compromisso da entidade com a produção científica e com a qualificação do debate sobre comunicação nas instituições públicas. É fundamental aproximar pesquisadores, gestores e profissionais para enfrentar desafios como governo digital, inovação, inteligência artificial e linguagem simples”, ressalta.

Ementa do GT Comunicação Pública

Este Grupo de Trabalho destina-se a reunir pesquisas teóricas e empíricas que analisem práticas, políticas, discursos e tecnologias comunicacionais no âmbito das instituições públicas e de interesse coletivo. O GT acolhe investigações sobre comunicação pública vinculada à cidadania, democracia, educação, meio ambiente e radiodifusão pública, bem como estudos sobre governo digital, transparência, accountability, participação social e direitos humanos.

Também são de interesse pesquisas que abordem inteligência artificial, acessibilidade, diversidade, linguagem simples e inovação na gestão da comunicação pública. O grupo busca fomentar reflexões críticas sobre os desafios éticos, sociais, culturais e políticos da comunicação pública em diferentes contextos institucionais, valorizando boas práticas, experiências audiovisuais e estratégias comunicacionais voltadas à inclusão, à ampliação do acesso à informação e ao fortalecimento da esfera pública democrática.

100 anos de Rádio no Brasil: A publicidade, algoritmos e a reinvenção do som

(Crédito: Pewresearch.org)

Por Álvaro Bufarah (*)

Quando o mercado publicitário global ultrapassa a marca simbólica de US$ 1 trilhão, como projeta a dentsu para 2026, não se trata apenas de um recorde financeiro. Trata-se de um marco cultural. Um trilhão de dólares não mede apenas investimentos, mas disputa por tempo humano, por percepção, por relevância e por presença nos fluxos de vida cotidiana. Em um mundo saturado de estímulos, a publicidade deixa de ser mensagem e passa a ser infraestrutura invisível da experiência social.

Segundo o estudo Global Ad Spend Forecasts, mesmo em um cenário de instabilidade econômica, o crescimento publicitário seguirá acima do PIB mundial. A lógica é simples e brutal: quanto mais incerto o mundo, mais as marcas precisam se fazer presentes. Eventos esportivos globais, eleições, crises políticas, transformações tecnológicas e guerras de narrativas criam um ambiente em que visibilidade se converte em poder simbólico. E, cada vez mais, esse poder é mediado por algoritmos.

(Crédito: Linkedin)

Mais de 70% de todo o investimento publicitário global já será orientado por sistemas algorítmicos em 2026. Isso significa que a publicidade deixou de ser apenas uma relação entre marcas e pessoas – ela se tornou uma relação entre modelos preditivos, bases de dados e sistemas de decisão automatizados. Não se compra mais espaço: compra-se probabilidade de atenção.

Nesse cenário, o Brasil surge como um dos mercados mais dinâmicos do mundo, com crescimento projetado de 9,1% em 2026, quase o dobro da média global. Em parte, isso se explica por fatores clássicos – eleições, Copa do Mundo, força da televisão e das redes sociais. Mas há um elemento mais profundo: o País transformou-se em um ambiente de experimentação contínua de formatos, linguagens e modelos de monetização híbridos.

O brasileiro não apenas consome mídia: ele vive dentro dela. A fronteira entre entretenimento, informação, publicidade e engajamento político é cada vez mais tênue. Influenciadores são veículos. Marcas são produtoras de conteúdo. Plataformas são ecossistemas completos de vida simbólica. Nesse contexto, a publicidade deixa de interromper a experiência: ela se confunde com a própria experiência.

No recorte da mídia sonora, a dentsu projeta um crescimento modesto para o áudio como um todo (0,7% em 2026), mas um crescimento robusto para o áudio digital (5,5%), puxado por streaming e podcasts. À primeira vista, isso poderia ser lido como sinal de estagnação do rádio. Na prática, revela algo mais sofisticado: o áudio não perde importância – ele muda de função no ecossistema publicitário.

Enquanto vídeo e redes sociais dominam a lógica da descoberta e do impacto visual, o áudio ocupa um território estratégico: companhia, repetição, presença contínua e vínculo emocional. Estudos de Nielsen Audio, Edison Research e Kantar Ibope Media mostram que o áudio é o meio com maior tempo médio de exposição passiva: carros, trabalho, casa, academia, transporte. Ele não exige imersão total, mas oferece continuidade simbólica.

Em termos publicitários, isso é ouro: o áudio não disputa atenção – ele habita a rotina.

O que realmente muda não é o meio, mas a lógica de comercialização. O rádio tradicional vendia audiência estimada; o áudio digital vende audiência identificável, segmentável e mensurável. Inserção dinâmica de anúncios, compra programática, personalização por contexto, geolocalização, mood e comportamento transformaram o áudio em um canal tão endereçável quanto redes sociais ou vídeo online.

O resultado é um deslocamento conceitual: o áudio deixa de ser “mídia de massa” e passa a ser mídia de proximidade algorítmica.

(Crédito: Pewresearch.org)

Podcasts, em especial, consolidam-se como território nobre da publicidade de alta confiança, com taxas de lembrança de marca superiores às de vídeo e display, segundo relatórios de IAB, Podtrac e Spotify for Podcasters. O podcast não interrompe – ele convida.

Quando a dentsu projeta que o mercado chegará a US$ 1,15 trilhão até 2028, o número não fala apenas de dinheiro. Ele fala de algo mais inquietante: a publicidade tornou-se o principal sistema de mediação entre economia, tecnologia e subjetividade.

Ela organiza:

  • o que vemos,
  • o que ouvimos,
  • o que descobrimos,
  • o que esquecemos.

No centro desse sistema estão dados, IA e plataformas. Mas, curiosamente, o som – esse meio ancestral, invisível e persistente – continua sendo o canal mais íntimo da relação entre marcas e pessoas. Não porque grita mais, mas porque permanece mais tempo.

Em um mundo dominado por telas, o áudio consolida-se como o último espaço de atenção não totalmente colonizado pela imagem. E talvez por isso mesmo seja um dos mais valiosos.

No fim, o trilhão não compra apenas mídia.

Ele compra presença na vida cotidiana.

E, cada vez mais, essa presença ainda passa pelo ouvido.


Fonte primária

  • dentsu – Global Ad Spend Forecasts – December 2025

Fontes sobre publicidade e mídia

  • WARC – World Advertising Research Center
  • IAB Global – Internet Advertising Revenue Reports
  • Deloitte – Global Media Trends
  • Statista – Global Advertising Market

Fontes sobre áudio e rádio

  • Nielsen Audio – Audio Today / Podcasting Today
  • Edison Research – Infinite Dial (2023–2025)
  • Kantar IBOPE Media – Book de Rádio Brasil
  • Inside Radio / Radio Ink – Digital Audio Trends

Fontes sobre podcast e branded audio

  • IAB Podcast Advertising Revenue Study
  • Podtrac Industry Rankings
  • Spotify for Podcasters – Brand Lift Studies
Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

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