-6.3 C
Nova Iorque
quinta-feira, fevereiro 5, 2026

Buy now

" "

Oito jornalistas são mortos em atentado à revista francesa Charlie Hebdo

Manhã trágica a desta 4ª.feira (7/1) em Paris. Um atentado à sede da revista satírica semanal Charlie Hebdo deixou pelos menos 12 mortos, oito deles jornalistas, entre os quais os cartunistas Charb (Stephane Charbonnier, editor-chefe da publicação), Cabu, Tignous e o renomado Wolinski. Além deles, morreram Bernard Maris (Oncle Bernard), Michel Renaud, Honoré e Mustapha Ourad. Conhecida por seu humor ácido e extremamente crítico, inclusive ao Islã, a revista já havia sido alvo de ataques por causa de suas publicações, uma delas que retrata o profeta Maomé. Nenhum grupo, porém, até o momento, assumiu a autoria do atentado. Em nota distribuída na tarde desta 4ª.feira (7/1), Frederic Kachar, presidente da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), disse lamentar profundamente o ataque, reforçando que “este atentado inaceitável atinge também a liberdade de expressão e de imprensa, pilares fundamentais para sociedades democráticas ao redor do mundo”. José Alberto Lovetro, o Jal, presidente da Associação de Cartunistas do Brasil, também divulgou nota em que lamenta a trágica morte dos colegas franceses: “Demonstração de ódio em nome de uma religião que pede paz Mais uma vez, estamos presenciando a barbárie na história humana com o atentado de fundamentalistas islâmicos à revista de sátiras “Charlie Hebdo”, que matou 12 pessoas, nesta quarta-feira (7), em Paris. Entre os mortos estão o editor e chargista Charb (Stephane Charbonnier), os desenhistas Cabu, Tignous e o famoso cartunista Wolinski. A revista já havia sofrido um ataque em novembro de 2011, em uma tentativa dos terroristas de incendiar sua sede. Em setembro de 2005, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou 12 charges que se utilizavam da imagem do profeta Maomé, que pela fé islâmica não pode ser representado em imagem qualquer, para atacar os radicais que utilizam a religião para promoverem o terrorismo no mundo. Esse acontecimento inflamou a já difícil relação do Ocidente com os povos islâmicos. Por mais que um veículo de mídia – neste caso, de desenhistas – esteja desrespeitando esses preceitos religiosos, não se justifica essa violência, que é prejudicial aos próprios povos do Islã, já que o termo “islã” está ligado à palavra árabe salam, que significa paz – o que indica o caráter pacífico e tolerante da fé islâmica. Repudiamos, sempre, todo e qualquer ato de violência à liberdade de expressão. O desenhista é justamente o artista que busca a defesa dos mais fracos e oprimidos, desde que as charges começaram há 200 anos. A palavra “charge” é francesa e significa “carga”, por ser sempre uma carga crítica aos governos e dogmas que mancham os direitos humanos e a livre expressão. Esses mesmos desenhistas, mortos, foram críticos em suas vidas em relação aos governos que oprimem povos de países do terceiro mundo. Casos de abusos sempre devem ser resolvidos nas formas jurídicas e de manifestações pacíficas para que o mundo saiba que somos seres que se tratam como humanos e não como irracionais. Esperamos que esse triste acontecimento seja um exemplo de intolerância a ser varrido das relações humanas para que a morte desses jornalistas e desenhistas não seja em vão. Estamos em luto total.”

Related Articles

22,043FãsCurtir
3,912SeguidoresSeguir
22,800InscritosInscrever

 

Últimas notícias

" "
pt_BRPortuguese