A Justiça de São Paulo condenou o jornalista Luan Araújo a pagar um salário-mínimo (R$ 1.621) à ex-deputada Carla Zambelli por difamação. Luan é o homem que em 2022, na época das eleições presidenciais, foi perseguido por Zambelli, que na ocasião empunhava uma arma, na região dos Jardins, em São Paulo.
Sobre o caso de perseguição citado, Luan declarou que xingou Zambelli após ouvir que ela estava pedindo que o recepcionista de um bar votasse no então candidato Jair Bolsonaro. Após uma discussão, a ex-deputada passou a perseguir com uma arma em punho o jornalista, que saiu correndo do bar. Zambelli afirmou que foi empurrada, o que Luan nega. A ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Após o ocorrido, Luan escreveu sobre a perseguição de Zambelli, afirmando que ela “segue uma seita de doentes de extrema direita” e que “segue cometendo atrocidades atrás de atrocidades”. Além disso, o jornalista publicou que a ex-deputada se aproveitou da repercussão midiática do ocorrido para “fazer o picadeiro clássico de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.
Zambelli apresentou uma queixa-crime contra o jornalista, sob a justificativa de que as publicações de Luan seriam ofensivas e irresponsáveis. No entendimento da Justiça de São Paulo, Luan ultrapassou o direito de crítica e feriu a honra da ex-deputada. Ele foi condenado a uma pena de quatro meses de detenção em regime aberto, mas a punição foi substituída por prestação pecuniária de um salário-mínimo. Ele terá que pagar também uma multa de R$ 595,30 à Justiça.










