Fundada pela TV Globo para o lançamento e divulgação de trilhas sonoras das novelas da emissora, a gravadora Som Livre, em tempos de streaming, foi vendida para a Sony Music por um valor não revelado. O mercado especula que a transação deve girar em torno de 250 milhões de dólares.

Som Livre completou 50 anos em 2019. João Araújo, um dos principais executivos da música brasileira (e pai de Cazuza), foi chamado para montar a empresa. Responsável por administrar a carreira de nomes da história da música brasileira como Djavan, Novos Baianos e Rita Lee, a Som Livre tem agora Marília Mendonça e Wesley Safadão entre os contratados.

Desde o segundo semestre de 2020 – conforme a página Memória Globo – a Som Livre deixou de ter interesse para o Grupo Globo, que abriu um estudo da venda da empresa. Marcelo Soares assumiu a direção da gravadora em 2011. Acumulou, em 2015, a direção do SGR (Sistema Globo de Rádio), até o Grupo encerrar, em 2020, as atividades da rádio Globo em rede, mantendo apenas uma emissora no Rio de Janeiro, quando Soares voltou a dirigir apenas a gravadora.

A partir de agora, a gravadora será um “centro criativo autônomo” dentro da Sony Music, ainda comandado por Soares. Do ponto de vista da Sony, interessa, além do portfolio da empresa, o relacionamento que já existe entre Som Livre e a distribuidora The Orchard, conforme Rob Stringer, chairman do Sony Music Group, informou em comunicado.

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