O Globo prossegue com as demissões, depois do grande corte no início de setembro. E parece que esse processo ainda não terminou. Espera-se para janeiro a fusão de algumas áreas, o que viria a resultar em mais dispensas. Os avisos ocorreram na 2ª feira (7/12), em número não divulgado. Até a tarde de 3ª feira, circulava internamente o cálculo de 25 pessoas da redação, incluindo as sucursais – embora também circulasse por outras fontes que esse número seria de 40 na redação e 120 em toda a empresa. Esta quantidade pode oscilar, já que, há algum tempo, o CDI, centro de documentação, foi incorporado à redação, e assim, as baixas ali são contadas nesta. Desta feita, pelo que apurou o Portal dos Jornalistas, a sucursal de São Paulo foi poupada, embora dela tenha saído o chefe de Redação Luís Antonio Novaes, o Mineiro, que ali estava, vindo do Rio de Janeiro, desde a saída de Orivaldo Perin, em março de 2014. Com isso, assume o segundo da sucursal, Aguinaldo Novo. Foram várias demissões (ao menos duas delas voluntárias), mas não só. A movimentação na redação de O Globo teve também troca de lugares, fusões de editorias, remanejamentos de funções, ligeiras mudanças editoriais e até dança de cadeiras. Entre os profissionais mais conhecidos que deixaram a casa, estão o subeditor de Esportes Iuri Totti e Paulo Roberto Araújo, por muitos anos chefe de Reportagem da Rio, e que havia sido recentemente transferido para o Jornal de Bairros. A editoria Sociedade, antes publicada em duas páginas, passa agora para uma, e alguns temas ali tratados foram distribuídos por outras editorias. Houve remanejamentos, como os das repórteres Paula Ferreira e Marina Cohen, transferidas da Sociedade para a Rio. Desta saíram Thais Mendes, Alessandro Lo-Bianco e Mateus Carrera. Mas a editoria recebeu o reforço de Márcio Menace, vindo de País, além das repórteres já mencionadas. De País saíram Cássio Bruno e André Machado, este especializado em tecnologia. Deixaram a Fotografia Gustavo Stefan, Carlos Ivan e Fábio Seixo, este último conhecido pelos portraits. E Claudio Nogueira, do online. Em dois casos, a saída foi voluntária. Clarice Spitz é casada com um francês, que volta para Bordeaux, e ela o acompanha. E Liane Thedim recebeu convite de uma agência de comunicação corporativa. Do Extra saiu Nilson Brandão, da diagramação. Desde o último corte, esse jornal fechou dois postos de editores, na Economia e nos Esportes. O aquário assumiu funções operacionais nas editorias, e houve também fusão de editorias. O suplemento de variedades Sessão Extra foi agora incorporado ao caderno principal, reduzido em 30% e, com isso, houve remanejamento de pessoas para outras editorias que tiveram vagas congeladas e precisavam repor profissionais. Os cortes também chegaram a Brasília, de onde saíram a coordenadora de Economia Regina Alvarez e o setorista do Palácio do Planalto Chico de Gois. Com quase 20 anos de O Globo, em quatro passagens, Regina atuou por cerca de sete anos em Política antes de assumir a Coordenação de Economia do jornal, onde esteve nos últimos quatro anos. Ela também teve passagens por Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, Zero Hora, além de ter trabalhado na Apex Brasil, e coordenado a Comunicação do Ministério do Planejamento. Chico passou, entre outros, por Folha de S.Paulo e Estadão. Como setorista do Palácio do Planalto, pelo Globo, cobriu diversas campanhas eleitorais, CPIs e acompanhou o cotidiano da Presidência da República por cinco anos. Publicou diversos livros sobre a política e os políticos brasileiros, entre eles Segredos da máfia, Os ben$ que os políticos fazem e O lado B dos candidatos, com Simone Iglesias, que traça o perfil de políticos, destacando o lado menos conhecido deles. Em 2014, lançou a biografia Eduardo Campos – Um perfil (1965-2014), poucos dias após a morte do político. É vencedor de prêmios como Embratel, CNT e Folha de Reportagem.
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