Foram anunciados, no final de março, os vencedores do 2º Prêmio Mural de Jornalismo Local, realizado pela Agência Mural de Jornalismo das Periferias, que valoriza e reconhece o trabalho de cobertura nas periferias da Grande São Paulo. Com três frentes de avaliação, júri técnico, votação popular e categorias de destaque, o prêmio reconheceu as reportagens mais marcantes de 2025 produzidas pelos correspondentes da Mural.
Na editoria Rolê, o vencedor foi o correspondente Daniel Santana, do Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, com a reportagem Intervenções culturais em escadões mantêm viva a memória do Jardim Ibirapuera, sobre um projeto que transformou escadões em galerias de arte.
Em Sobre-viver, o primeiro lugar ficou com Gabrielly Souza, de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, com a reportagem Jovens de Guarulhos criam estações meteorológicas para monitorar clima nas periferias, que destaca uma iniciativa que leva informação climática às quebradas. Gabrielly também venceu a categoria Voto Popular com a reportagem Cor nova, problemas velhos: mudanças em ônibus de Guarulhos complicam vida de usuários, que aborda os impactos de mudanças em linhas, superlotação e falta de infraestrutura na rotina de pessoas de regiões periféricas da cidade.
Na editoria Democratize-se, os ex-muralistas Ingrid Fernandes e Matheus Nascimento, venceram com a reportagem Com biblioteca e comércio, Ocupação Queixadas é ameaçada de remoção, sobre cem famílias que enfrentam a ameaça de perderem as residências no bairro Panorama, em Cajamar, na Grande São Paulo.
Em Vale Nota, o primeiro lugar foi para a correspondente Isabela Alves, do Grajaú, zona sul de São Paulo, com a reportagem Alunos relatam desafios das escolas de lata nas periferias de SP, que mostra a realidade de estudantes que convivem com calor excessivo e barulhos em sala de aula. Isabela também recebeu o reconhecimento de ter sido a correspondente que mais produziu reportagens ao longo de 2025.
Na editoria No Corre, a correspondente Rafaela Monteiro, de São Mateus, na zona leste de São Paulo, venceu com a reportagem DVDs resistem em São Mateus na era dos streamings, sobre o consumo de cultura nas periferias para além das plataformas digitais.
Em Ponto a Ponto, o vencedor foi o correspondente Matheus Santino, de São Mateus, com a reportagem Como um grupo de apaixonados por Kombis se tornou uma rede de solidariedade em SP, que conta a história de um grupo formado por interesses em comum que se transformou em uma rede de apoio e solidariedade nas periferias da cidade.
Na categoria Reportagem Especial, Glória Maria, correspondente de Paraisópolis, foi premiada com o texto Apostas e dependência: Bets miram influenciadores em busca de população das favelas de SP, sobre o avanço das plataformas de apostas e seus impactos em moradores das periferias.
Em em Maior Audiência, o primeiro lugar ficou com a correspondente Ana Claudia Silva, de Itaquera, com a reportagem Aumento de prédios residenciais muda perfil e causa impactos em Itaquera, sobre transformações urbanas na região e os efeitos dessas mudanças na vida dos moradores.
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