Jornalistas e radialistas da TV dos Trabalhadores (TVT) entraram em greve nesta sexta-feira (6/2), em mobilização que está prevista inicialmente para durar 24 horas. A greve foi iniciada às 8 horas da manhã e reuniu dezenas de profissionais da emissora em frente à redação, localizada na Avenida Paulista, em São Paulo.
Entre as reivindicações estão vale-refeição nas férias; regularização dos contratos de trabalho, com o fim da contratação de jornalistas em outras funções para redução salarial; e direito à representação dos trabalhadores, com estabilidade. As negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, iniciadas em outubro do ano passado, ainda não foram finalizadas.
Segundo informações do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), em acordos coletivos anteriores, a TVT garantia estabilidade para o representante da empresa, mas no último acordo a previsão estabilidade foi retirada. Girrana Rodrigues, diretora de Ação Sindical SJSP, afirmou que a representação precisar ter garantias para conseguir levar as pautas para direção com autonomia. “Em uma empresa como a TVT, uma fundação pública, que também está apta, por exemplo, a receber emendas parlamentares, um representante de empresa pode ajudar no acompanhamento da transparência, segurança do trabalho e auxiliar nas questões que o representante sindical também cuida como pontos do próprio Acordo Coletivo de Trabalho”.
Rafael Benaque, dirigente do SJSP, explicou que os trabalhadores da TVT exigem uma negociação efetiva com a direção da emissora: “Há muitos jornalistas profissionais contratados com outras funções, mas que exercem trabalho jornalístico e recebem salários inferiores. Uma TV que se apresenta como TV dos Trabalhadores, com origem sindical, nos obriga a fazer uma manifestação como esta. Queremos uma negociação séria e, na TV dos Trabalhadores, queremos todos os profissionais com seus direitos garantidos”.
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