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sexta-feira, janeiro 2, 2026

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Extra redesenha redação e cria núcleo digital

O jornal Extra reestruturou sua redação, para se adaptar aos novos tempos. A reforma, que foi alvo de um projeto chamado De volta para o futuro, pretende olhar adiante sem perder as características da publicação. Tudo começou quando o diretor de Redação Octavio Guedes e os colaboradores mais chegados, entre eles Fábio Gusmão, observaram certas atividades cresciam de maneira pouco integrada. Assim, para uniformizar a versão digital do jornal, a enorme participação do leitor por WhatsApp, a escuta digital, alguns trabalhos de campo enviados de home office, entre outras, era preciso montar uma nova estrutura que desse conta (1) de processar em tempo real toda a informação, (2) selecionar o conteúdo não exclusivo que deva entrar no digital antes de envelhecer, (3) hierarquizar os assuntos a serem aprofundados no impresso, e (4) qual o tratamento mais adequado. Núcleos temáticos têm suporte digital O primeiro passo do redesenho da redação do Extra foi – sem contratar consultoria externa – fazer um levantamento do processo interno de apuração e edição com toda a equipe. A enquete foi conduzida por Gusmão e Viviane Cohen, então responsável pela área digital. Uma das conclusões foi de que 48% da equipe de reportagem dedicava entre uma e duas horas por semana para procurar pautas na internet e nas redes sociais, o que resultava em apenas uma a três pautas semanais. Ou seja: procuravam muito e achavam pouco. Para mudar essa relação, entre outras que foram encontradas, iniciou-se o novo processo. Algumas editorias foram agrupadas em núcleos mais abrangentes. O núcleo Entretenimento, a cargo de Hérica Marmo, reúne Sessão Extra (televisão), Diversão (lazer fora de casa), Canal (comportamento), Toda Extra (beleza e moda) e Retratos (celebridades). Roberta Ferraz, que editava Canal e Toda, está agora no marketing. Como editora-assistente de Hérica, foi contratada Gabriela Germano. As hard news, concentradas no núcleo Notícias, sob Clóvis Saint-Clair, antes editor de Economia, tem Geral (Cidade e Polícia), Economia, Nacional/Política e Inter, e Bem viver (saúde). Não se mexeu no caderno Jogo Extra, ou na editoria de Esportes, por ter plantões diferenciados do restante da redação e uma linguagem própria, com Guto Seabra. O núcleo Hiperlocal, para edições próprias da Zona Oeste, Baixada e de São Gonçalo, está sob responsabilidade de Marco Antônio Rocha. Esses núcleos temáticos, representados horizontalmente em igualdade de importância, passam a ter o suporte de uma área Digital, coordenada por Gusmão, antes editor de Geral. Do mesmo modo que, no antigo formato, as editorias já contavam, e contam, com Arte, Diagramação e Fotografia. A Digital vai estabelecer dois ciclos de 24 horas para a notícia que chega: o uso imediato, para aproveitar material que outros podem ter; e o impresso, que vai receber tratamento diferenciado. As equipes contam com repórteres especialistas (como Servidor, entre outras) e generalistas, mas todos têm em mente a diferença do que representa valor para o impresso ou para o digital. No apoio dessa tarefa, Gusmão tem mais cinco pessoas: Bruna Senos, vinda do canal Multishow; Diana Figueiredo, da Economia do jornal; Breno Boechat, Ana Carolina Souza Pinto e Beatriz Medeiros, dos projetos de novos talentos da Infoglobo. O novo formato do trabalho da redação mudou alguns turnos também (ainda que não tão radicalmente como o fez O Globo com o seu pessoal). Os editores-executivos Viviane Cohen e Marcelo Senna entram às 8h, se encarregam da pré-pauta, análise dos fatos e das redes sociais. Marlon Brum e Denise Ribeiro, também editores-executivos, respondem pelo fechamento do jornal. A Gusmão, que vem à tarde, cabe ver o que dá certo em termos de audiência, o que funciona de melhor maneira para o impresso ou o digital. A experiência ora em curso é considerada continuada, e assim, pode passar por modificações. Prêmio SIP – Mas nem só de tensão vive esse pessoal, há também espaço para celebrar. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) realizou este ano seu primeiro concurso de primeiras páginas de impacto na mídia impressa popular latino-americana. Concorreram 70 trabalhos de 38 jornais e revistas, de 16 países. O Extra ganhou o primeiro prêmio, com a capa do caderno de Esportes (Jogo Extra) sobre a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa. O júri justificou a escolha pelo uso do humor em um dos dias mais difíceis de se produzir uma capa no Brasil. A premiação foi em agosto, em Buenos Aires, durante o 8º Encontro de Jornais Populares e Marketing Comunitário.

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