Os jornalistas brasileiros estão entre os mais pessimistas da América Latina no que diz respeito à evolução da economia do País nos próximos 12 meses. É o que aponta pesquisa realizada pela Ipsos, ao detalhar que 35% dos profissionais de imprensa acreditam que, em um ano, a situação econômica estará pior que a atual; e outros 43% apostam que a situação continuará igual. Apenas 20% dos jornalistas do País, segundo o estudo, acreditam que a economia vai melhorar nesse período. Na América Latina, esse resultado só é melhor do que o da Venezuela, onde 72% dos jornalistas disseram que a economia irá deteriorar nos próximos meses. O país com jornalistas mais otimistas na região é a Argentina, onde 49% disseram que a situação econômica vai melhorar. Outros 29% afirmaram que o cenário ficará igual, enquanto 19% apontaram para uma piora. Em novembro, o empresário Mauricio Macri venceu as eleições presidenciais argentinas após doze anos de kirchnerismo. O segundo país mais otimista é Cuba. Ali 36% dos profissionais acreditam que a economia nacional estará melhor. Em julho do ano passado, os Estados Unidos anunciaram a volta de relações diplomáticas após 54 anos de ruptura. De acordo com a pesquisa Ipsos, 43% dos jornalistas cubanos acreditam que a economia continuará igual nos próximos meses, enquanto 17% veem deterioração. A pesquisa também aferiu a percepção dos profissionais latino-americanos sobre a economia de países da região. Quando questionados sobre a economia do Brasil, 100% classificam a situação atual como ruim, o que constitui a pior avaliação da região. Sobre a evolução da economia brasileira nos próximos 12 meses, 58% disseram acreditar que a situação estará pior, contra 42% que esperam melhora. Apesar da maioria negativa, o percentual dos que esperam avanço para o Brasil é o maior entre os países pesquisados, ficando na frente do resultado de Argentina. Dos pesquisados, 30% esperam evolução positiva para a economia argentina.
Sempre pode piorar: jornalistas brasileiros estão entre os mais pessimistas
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