Globo unifica áreas comerciais de TV, Globosat e Som Livre, com vistas à migração para o digital

Jorge Nóbrega (esq.), Eduardo Schaeffer e Carlos Henrique Schroder. Crédito: Fábio Rocha/Globo

A TV Globo lidera uma alteração na área comercial do Grupo Globo. As operações digitais da emissora, e mais as da Globosat e da Som Livre, passam a constituir uma única diretoria integrada de Negócios. O escolhido por Jorge Nóbrega, presidente executivo do Grupo, para pôr em prática o novo sistema é Eduardo Schaeffer. A nova diretoria vai atuar em conjunto com as equipes comerciais e de negócios da Infoglobo – jornais e revistas –, que já foram unificadas e têm seu próprio diretor com foco na área digital.

Schaeffer, engenheiro formado pela Mackenzie, tem pós na FGV. Está no Grupo Globo desde 2007, por último como diretor de Marketing e Projetos Digitais. Antes, esteve no Zap, de classificados de imóveis, e saiu após 13 anos, como presidente da empresa. Ele entra, no Marketing, no lugar de Marcelo Duarte que, depois de 30 anos na empresa, substituiu Willy Haas há dois anos. Agora, porém, mais que o marketing, o foco é na media tech, ou seja, tornar o grupo formado por empresas de tecnologia.

Isso significa, como afirmou o diretor-geral da TV Globo Carlos Henrique Schroder ao Meio&Mensagem: “Mais do que juntar equipes, estamos falando em capacitá-las com novos conhecimentos e habilidades específicas de Media Tech, sem abrir mão dos atributos que elas aportam individualmente. É um processo permanente e que acontece ao longo do tempo: preserva-se o que está certo, ao mesmo tempo em que se vai ajustando o modelo, em um processo ágil e veloz”.

E como, resumindo, Nóbrega disse ao Valor Econômico: “Hoje não importa só a qualidade do conteúdo, mas também a experiência do espectador: como consome, onde consome, associado a quê. […] Essa junção entre conteúdo e experiência ocorre por meio da tecnologia, o que está levando empresas de mídia a seguir nessa direção”.

Que as agências de comunicação estejam atentas

O objetivo imediato da mudança é oferecer mais informações para o anunciante e as agências de publicidade. O que sugere ser possível, também para as agências de comunicação corporativa, usufruir desse conhecimento para seus negócios.

Mantendo o foco em conhecer o consumidor de seus produtos, disse Schroder a O Globo: “Não é um conhecimento por amostragem, mas individual, de cada uma dessas pessoas. Para isso, é necessário ser um excelente gestor de dados e ter uma capacidade analítica muito forte”. Ele considera o conteúdo de qualidade oferecido como a principal diferença para obter tal base de informações, e completa: “Com dados, inteligência e métrica, consigo ajudar o mercado a entender melhor as pessoas”.

Essa mudança ocorre após o anúncio do projeto de unificação intitulado UmaSóGlobo, em meados do ano passado. Segundo Nóbrega, o grupo caminha para tornar-se uma empresa totalmente integrada, e poucas empresas de mídia no mundo apresentam características que possibilitem tal movimentação.

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