WhatsApp planeja reduzir conteúdo indesejado

A Folha de S.Paulo publicou em 13/5 nota informando que o aplicativo WhatsApp armou uma estratégia em três frentes para se contrapor às notícias falsas no ano eleitoral do Brasil. O aplicativo de mensagens, que pertence ao Facebook e se assemelha a uma rede social pela propagação de informações por meio de grupos, passou dos 120 milhões de usuários no País e agora é visto como maior ameaça na geração de desinformação política.

Segundo apuração da Folha, a plataforma vai buscar um primeiro grupo de ações voltadas aos usuários, estimulando-os a reportar casos de conteúdo indesejado e a bloqueá-los. Prevê também modificar sua própria ferramenta para evidenciar quando a mensagem é uma retransmissão, como acontece com e-mails. Na segunda frente, o WhatsApp recorrerá a mecanismos que já tem para detectar spam via metadados, sinais como a transmissão de número inusitadamente alto de mensagens, que servirão de base para identificar eventuais fontes de conteúdo malicioso. Na terceira frente, a plataforma (sediada nos EUA e sem representação formal no brasil), buscará maior proximidade com a Justiça Eleitoral e outros órgãos públicos, visando a responder mais prontamente a ordens “válidas” que apontem tentativas de manipulação eleitoral e disseminação de notícias falsas. A integração das frentes permitirá, sobretudo nos momentos críticos do processo eleitoral, bloquear usuários mal-intencionados.

Diferentemente do Facebook e outras redes, as mensagens no aplicativo são criptografadas, codificadas, impedindo o acesso ao conteúdo por terceiros, inclusive a plataforma. Ações indiretas foram a saída do WhatsApp para responder aos questionamentos crescentes de que estimula fake news.

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