Violência contra jornalistas cresceu 17,52% em 2016, aponta Fenaj

Maria José Braga, presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), apresentou, nessa quinta-feira (12/1), no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Relatório da violência contra jornalistas e liberdade de imprensa 2016. Elaborado pela Fenaj, em parceria com os 31 sindicatos de jornalistas do País, o documento destaca um aumento de 17,52% nos casos de violência contra esses profissionais no Brasil, em comparação com o ano anterior. Dois jornalistas foram assassinados no ano passado: João Miranda do Carmo, em Goiás, e Maurício Campos Reis, em Minas Gerais. A agressão física foi a forma mais frequente (36,03% dos casos) de violência contra os profissionais da imprensa. Agressões verbais (16,15%), ameaças (14,91%) e cerceamento à liberdade de expressão por meio de ações judiciais (11,18%) aparecem em seguida. No total, foram registradas 161 ocorrências contra 222 profissionais. “Apesar dos números alarmantes, temos a impressão de que os dados são subestimados”, afirmou Maria José Braga. “Muitos casos não se tornam públicos, pois o jornalista tem medo de se expor ao denunciar quando é vítima de violência. Identificar os casos de censura também ainda é um desafio. No relatório são poucos, mas sabemos que esse número é muito maior”.