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Carlos Wagner

Carlos Wagner

Jornalista de longo curso, preocupado com as causas sociais, aposentou-se como repórter especial do jornal Zero Hora. Já ganhou dezenas de prêmios jornalísticos (entre eles sete Prêmios Esso) e também é escritor.

Carlos Alberto Wagner nasceu em Santa Cruz (RS), em 21 de setembro de 1950. Desembarcou em Porto Alegre (RS) aos 18 anos. Em 1975, ingressou na Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs/RS).
 
Afirma ter começado na distribuição de jornais e depois passado para a fabricação de notícias. Seus primeiros trabalhos profissionais foram para o Coojornal (RS), da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. Quatro anos depois, André Pereira o convidou para atuar no jornal O Interior, de Carazinho (RS). Em 1983, quando terminou, finalmente, o curso de Jornalismo, passou a trabalhar no jornal Zero Hora (RS), fazendo reportagens especiais.
 
É considerado um "devorador de caminhos", por ser capaz de "caminhar milhares de quilômetros para checar alguma informação* e ter o gosto de "andar pelas estradas vasculhando os horizontes em busca de coisas para escrever e entender", como ele mesmo diz. Já ganhou dezenas de prêmios com suas matérias, entre eles sete Prêmios Esso. Ficou em oitavo lugar no Ranking J&Cia – Os Mais Premiados Jornalistas Brasileiros 2012. Muitas das reportagem laureadas acabaram sendo perenizadas em livros.
 
Provocou, com suas reportagens, a prisão de cafetões que exploravam índias adolescentes nas reservas gaúchas, na série de reportagens Índias Prostituídas, e adquiriu carteira de motorista em nome de morto para mostrar a corrupção vinculada ao Detran. Percorreu o país de Norte a Sul e de Leste a Oeste, entrevistando garimpeiros, pistoleiros, sem-terra ou engravatados.
 
A série de reportagens O Brasil de Bombachas, publicada originalmente em 1995, ano em que venceu um Prêmio Esso Regional, foi refeita pelo repórter no início de 2011, com repercussão ampliada graças às novas plataformas e à interatividade com o público. As duas séries retrataram como vivem os agricultores gaúchos que deixaram o Estado nas décadas de 1970 e 1980 para estabelecer novas fronteiras econômicas e culturais no Brasil e em países vizinhos. A coincidência de tema e de repórter com tantos anos de diferença serviram para o então diretor-geral de Produto do Grupo RBS Marcelo Rech, em outubro de 2011, evidenciar as vantagens da multimídia a serviço do bom Jornalismo, durante o painel Olhando Além da Notícia do 18° Fórum Mundial de Editores, que ocorreu simultaneamente ao 63° Congresso Mundial de Jornais da Associação Mundial de Jornais (WAN) e à IFRA Expo 2011, em Viena (Áustria). O encontro reuniu perto de 1,5 mil publishers, dirigentes e fornecedores de jornais em Viena e mais de 500 chefes de redação de todo o mundo.
 
É autor dos livros: Monges Barbudos & O Massacre do Fundão (Mercado Aberto, 1981), Fernando Ferrari (Tchê, 1985) e Cooperativismo: Milho (ARI, 1985), os três escritos com André Pereira; A Guerra dos Bugres: A saga da Nação Caingangue no Rio Grande do Sul (Tchê, 1986), com Humberto Andreatta e André Pereira; A Saga do João Sem Terra (Vozes, 1989); Brasiguaios: Homens sem pátria (Vozes, 1990); O Brasil de Bombachas (Zero Hora, 1995); País Bandido: Crime tipo exportação (Zero Hora, 2003), e Os Infiltrados: Eles eram os olhos e os ouvidos da ditadura (AGE, 2010), com Carlos Etchichury, Humberto Trezzi e Nilson Mariano. Participou das antologias Arte da Reportagem (Scritta, 1996), organizado por Igor Fuser, Repórteres (Senac/SP, 1997), organizado por Audálio Dantas, com o conto-reportagem Lições da Estrada, e do livro/CD-Rom Zero Hora – 45 Reportagens Que Fizeram História (RBS, 2009). Foi um dos entrevistados por alunos da Faculdade do Povo de São Paulo (Fapsp) para o livro Mestres da Reportagem (In House, 2012), organizado pela professora e jornalista Patrícia Paixão.
 
Em outubro de 2014, após 31 anos passados no Zero Hora, anunciou que se aposentava, mas seguiria na ativa em outros projetos. Criou, no início de 2015, a agência Carlos Alberto Wagner & Reportagens e passou a dar palestras. Anunciou que finalizava um livro sobre o trabalho dos repórteres no mundo atual, ainda não lançado. Pôs na web, no final de agosto de 2016, alocado no portal WordPress, o blog Histórias Mal Contadas, onde pretende "levar a inquietação sobre o rendimento das histórias – escritas, faladas e filmadas – para os seus autores e leitores".
 
Em homenagem ao Dia do Jornalista, em 7 de abril de 2013, Jornalistas&Cia solicitou a dois editores que preparassem textos especiais sobre a vida dos dez primeiros colocados no Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas de Todos os Tempos 2012Paulo Vieira Lima e Pedro Venceslau cuidaram da tarefa buscando na trajetória desses premiados um lado mais pessoal da vida de cada um, perfil que integraliza o ser profissional. Entre eles está Carlos Wagner. O texto especial está disponível na Galeria.
 
 
Atualizado em setembro de 2016
 
Fontes:
 
"Certa vez [Carlos Wagner] andou por todas as nove reservas indígenas do Rio Grande do Sul só para saber como o índio descobre como o tempo vai mudar. A resposta pode ser – como o foi, no caso – desconcertante, mas em vez de uma história pitoresca o repórter entrega a verdade aos seus leitores." – Trecho extraído do livro Repórteres (Senac/SP, 1997), organizado por Audálio Dantas.

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