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Eliane Brum

Eliane Brum

Historiadora do cotidiano, diz que só sabe existir na palavra. Uma repórter que retrata histórias de pessoas e problemas comuns em nosso País e que são deixados de lado diariamente. É uma das jornalistas mais premiadas do País, segundo o ranking criado por Jornalistas&Cia. Em 2014 foi escolhida entre os '+ admirados jornalistas brasileiros – Top 10'. Em 2015, ainda no 'Top 10' subiu da 9º para a 3ª posição, com seus 8.435 pontos. A votação é realizada pelo J&Cia e Maxpress.

Eliane Brum nasceu em Ijuí (RS), em março de 1966. É jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), em 1988.
 
Passou a infância no distrito de Barreiro, lendo tudo o que podia. Achava jornal muito chato, pois não tinha gente. Em Porto Alegre, prestou vestibular para Biologia e Informática, e iniciou a faculdade de História, que não concluiu. Sem convicção de que seria uma boa profissional, ia desistindo também da de Jornalismo. O professor Marques Leonan, no entanto, acabou por convencê-la de que esse era um caminho que merecia ser percorrido.
 
Um texto escrito na faculdade garantiu-lhe um estágio na Zero Hora (RS), em 1988. Lá ficou por 11 anos. No início, aprendeu muito com Marcelo Rech e Carlos Wagner. Sofria terrivelmente com as mudanças que faziam em seus textos, mas percebeu a importância da diagramação e das fotografias. Foi repórter de Geral e Polícia.
 
Sua primeira grande reportagem foi publicada em 1989. A pauta era sobre a inauguração de uma loja McDonald’s na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Optou por não fazer matéria meramente informativa: ficou do lado de fora da lanchonete, ao lado de um grupo de velhinhos que, então, passavam os dias jogando xadrez por ali. Entregou um texto sobre o estranhamento entre a chegada da modernidade e as pessoas de um tempo que irremediavelmente já passara. A matéria foi bem recebida na Redação e a repórter sentiu que começava a conquistar o seu espaço.
 
No final dos anos 1990, passou a assinar a coluna A vida que ninguém vê, nas edições de sábado do jornal, contando histórias da vida real. Deixou o jornal em janeiro de 2000.
 
Foi para São Paulo (SP) ser repórter especial da Época. Escreveu, na revista, reportagens realmente especiais. Conta que uma delas a marcou muito: acompanhou uma mulher nos seus últimos 115 dias de vida. O confronto com a morte a obrigou a um profundo confronto com a vida e a preparou para seguir novos caminhos. A tecnologia também: passou a publicar uma coluna na web, a partir de 2009.
 
Em março de 2010, saiu de Época, sem realmente a deixar: escreve ainda uma coluna semanal para o site da revista, com direito a escolha do assunto. Eventualmente, faz matérias para a publicação. Em janeiro de 2011, por exemplo, entregou aos editores uma reportagem que levou nove anos para fazer.
 
Escreveu, também, semanalmente, para o site Vida breve, cuja vida não foi muito longa: de novembro de 2009 a setembro de 2011. E colaborou com a revista Norte (RS), da Arquipélago Editorial, entre 2007 e 2010.
 
Não gosta de direcionar a matéria, prefere deixar que as pessoas falem antes. Acha que a consciência da própria fragilidade auxilia o repórter a contar suas histórias. E que é importante honrar com sensibilidade as histórias que são concedidas pelos personagens. Para ela, “nenhuma matéria é mais importante que uma vida”.
 
É uma das jornalistas mais premiadas do País, segundo o ranking criado por Jornalistas&Cia, em parceria pelo Instituto Corda, que pesquisou prêmios de jornalismo do Brasil e do Exterior. Foram dezenas de prêmios conquistados ao longo de uma bem-sucedida carreira. Além disso, venceu outros pelos trabalhos literários – inclusive um Jabuti – e cinematográficos.
 
É autora dos livros-reportagem Coluna Prestes: O avesso da lenda (Artes e Ofícios, 1994), A vida que ninguém vê (Arquipélago, 2006) e O oho da rua – Uma repórter em busca da literatura da vida real (Editora Globo, 2008). Publicou, ainda, Gotas da minha infância – quando tinha 11 anos – e o romance Uma Duas (LeYa, 2011), seu primeiro trabalho de ficção.
 
Dirigiu e roteirizou, com Débora Diniz, o documentário Uma história Severina, em 2005. Lançou outro, em 2010: Gretchen Filme Estrada – a última turnê e a primeira campanha política da rainha do rebolado, realizado com Paschoal Samora (2010).
 
É casada com o jornalista e roteirista João Luiz Guimarães.
 
Em homenagem ao Dia do Jornalista, em 7 de abril de 2013, Jornalistas&Cia solicitou a dois editores que preparassem textos especiais sobre a vida dos dez primeiros colocados no Ranking Jornalistas&Cia dos mais premiados jornalistas de todos os tempos, divulgado no final de 2012. Paulo Vieira Lima e Pedro Venceslau cuidaram da tarefa buscando na trajetória desses premiados um lado mais pessoal da vida de cada um, perfil que integraliza o ser profissional. Entre eles está o de Eliane Brum. O texto especial está disponível na Galeria.
 

Repórter, escritora e documentarista, assina uma coluna de opinião quinzenal publicada no portal brasileiro de El País.

Assina o blog Desacontecimentos e no post de apresentação informa: “Sou uma escutadeira que escreve. Repórter desde 1988, documentarista desde 2005, ficcionista desde 2011”.

Em 2014 foi escolhida entre os '+ admirados jornalistas brasileiros – Top 10'. Em 2015, ainda no 'Top 10' subiu da 9º para a 3ª posição, com seus 8.435 pontos. 

Realizada por Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress, a votação é feita dois turnos, abrange um colégio eleitoral integrado por 48 mil profissionais, sendo cerca de 3 mil da área de comunicação corporativa e 45 mil jornalistas de redações.  Nesta segunda edição da premiação foram recebidas cerca de 8 mil indicações, abrangendo quase 3 mil nomes de jornalistas. Passaram para a final 347 jornalistas da etapa Nacional.

 
 
Atualizado em Janeiro/2016 - Portal dos Jornalistas.
Fontes:

brasil.elpais.com  

Arquivo Jornalistas&Cia.

 

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