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Miriam Leitão

Miriam Leitão

Recebeu mais de 20 prêmios de jornalismo, além de outros, como dois Jabuti, em 2012, de "Melhor Livro Reportagem" e "Melhor Livro do Ano". Tornou-se a jornalista mais premiada da história do Troféu Mulher Imprensa, com a 8ª premiação recebida em 2013. É especializada em assuntos econômicos e de negócios, e referência em diversas mídias do Grupo Globo. Lançou em 2015 o livro "História do Futuro: o Horizonte do Brasil no Século XXI". É uma das jornalistas mais premiadas do País, segundo o ranking criado por Jornalistas&Cia. Em 2014 foi escolhida em 2º lugar no '+ admirados jornalistas brasileiros – Top 10'. Vice-campeã, em 2015 de novo 'Top 10'. A votação é realizada pelo J&Cia e Maxpress.

Miriam Azevedo de Almeida Leitão nasceu em 7 de abril de 1953 em Caratinga (MG). Filha de um pastor presbiteriano e de uma professora primária, tem 11 irmãos.
 
Aos 18, mudou-se para Vitória (ES), onde iniciou no jornalismo como estagiária na Tribuna de Vitória. No início dos anos 1970, durante a ditadura militar, participou do movimento estudantil capixaba e chegou a ser presa e torturada, aos 19 anos, quando estava grávida do seu primeiro filho.
 
Em 1977, foi para Brasília (DF), onde trabalhou durante cinco anos como repórter de assuntos diplomáticos para a Gazeta Mercantil. Formou-se em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB). Em São Paulo, onde morou na primeira metade dos anos 1980, trabalhou na editoria de Brasil da revista Veja e foi repórter e entrevistadora da Abril Vídeo.
 
Convidada por Marcos Sá Correa para cobrir as férias do colunista Zózimo Barroso do Amaral, no Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, ficou por lá a partir de 1985, passando a trabalhar como repórter de Economia. Em 1986, assumiu a editoria de Economia.
 
Ingressou no Grupo Globo em 1991, onde escreve uma coluna diária com seu nome no jornal O Globo, que é republicada em diversos jornais do País, faz comentários diários na rádio CBN, tem um programa de entrevistas na Globo News e ainda participa do telejornal Bom Dia Brasil e do Globo Online.
 
Em 20 de outubro de 2005, tornou-se a primeira jornalista brasileira a receber o Prêmio Maria Moors Cabot, oferecido pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Entre outros prêmios conquistados: Jornalismo para Tolerância 2003 (Federação Internacional de Jornalistas); Orilaxé 2003 (Grupo AfroReggae); Ayrton Senna de Jornalismo Econômico 2004; Camélia da Liberdade 2005 (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas); Jornalismo Econômico 2007, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil, além do Jornalismo Econômico Ibero-Americano e do Comunique-se, na categoria Jornalista de Economia – Mídia Impressa, ambos em 2012, ano em que terminou no topo do Ranking Anual Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros, com 225 pontos.
 
É autora do livro Convém sonhar (Record, 2010). Com vários autores, participou da edição de Ciro Gomes no país dos conflitos (Revan, 1994), e do estudo Produtividade no Brasil: A chave do desenvolvimento acelerado (Campus, 1999), organizado e produzido pela empresa de consultoria McKinsey & Company.
 
Em 2012 recebeu o Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem, com a obra A saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda, lançado pela editora Record, em 2011. Nele, aborda a história econômica recente do País, da hiperinflação ao Plano Real, passando pelos congelamentos e pelo confisco do governo Collor, até a estabilização da moeda. O livro também conquistou na mesma premiação o Jabuti do Livro do Ano – o Jabuti Dourado
 
Em 2013, levou seu oitavo Troféu Mulher Imprensa (sexto na categoria comentarista/colunista de TV) e tornou-se a jornalista mais premiada da história do concurso. Ao receber o troféu disse: “Sou da opinião – e, infelizmente, não tenho tido motivos para mudá-la –, de que o machismo não morreu porque tem mulher na imprensa. Os espaços de poder ainda são muito masculinos, os conselhos editoriais são predominantemente masculinos. Às vezes, vejo mulheres dizendo que esta questão de gênero não se discute mais nas redações. Não se discute porque as pessoas têm uma visão míope”. E concluiu “Gostaria de dizer a cada pessoa que votou no meu nome que eu vou continuar trabalhando, enquanto puder, para merecer um voto de confiança”.
 
Também em 2013 conquistou, com o renomado fotógrafo Sebastião Salgado, o Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica ou Ambiental, pela reportagem Paraíso sitiado, publicado em O Globo. Conquistou também o Prêmio Comunique-se como Colunista de Opinião de Mídia Impressa, por sua atuação em O Globo.
 
Em homenagem ao Dia do Jornalista, em 7 de abril de 2013, Jornalistas&Cia solicitou a dois editores que preparassem textos especiais sobre a vida dos dez primeiros colocados no Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Jornalistas de Todos os Tempos, divulgado no final de 2012. Paulo Vieira Lima e Pedro Venceslau cuidaram da tarefa buscando na trajetória desses premiados um lado mais pessoal da vida de cada um, perfil que integraliza o ser profissional. Entre eles está Miriam Leitão.O texto especial está disponível na Galeria. Também na Galeria a foto de Miriam levantando os dois Jabutis de 2012.

A jornalista iniciou-se na literatura infantil, também em 2013, com a publicação de A perigosa vida dos passarinhos pequenos (Rocco).

Miriam é mãe de dois jornalistas: Matheus Leitão e Vladimir Leitão Netto, ambos premiados em 2013, respectivamente com o Esso de Melhor Contribuição à Imprensa, por participar do projeto Folha Transparência (Folha de S.Paulo), e J&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, categoria Televisão, com a série Manguezais brasileiros, veiculada no Jornal Nacional (TV Globo).

Com as novas premiações Miriam subiu da quarta para a terceira colocação no Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de Todos os Tempos, fruto dos 24 prêmios que conquistou nas quatro décadas de carreira.

Coroando as conquistas de 2013, foi indicada ao Prêmio Personalidade da Comunicação 2014. Recebeu o prêmio em São Paulo, no Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, organizado pela Mega Brasil Comunicação.

Foi indicada entre os três finalistas do Prêmio Comunique-se em agosto de 2015. Míriam Leitão, foi escolhida pelo trabalho desenvolvido na rádio CBN / jornal O Globo / TV Globo, na categoria Colunista/ Notícia.

Em agosto de 2015, em São Paulo e em setembro do mesmo ano na Bienal do Livro no Rio de janeiro, Míriam lançou o História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI, pela editora Intrínseca. A obra mapeia o futuro com base em entrevistas, viagens, análises de dados e depoimentos de especialistas, depois de três anos de pesquisas. Ela aponta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente e clima, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura, tecnologia, cidades e mundo. E adianta que o futuro será implacável para os países que não se prepararem para ele.

É uma das jornalistas mais premiadas do País, segundo o ranking criado por Jornalistas&Cia. Em 2014 foi escolhida entre os '+ admirados jornalistas brasileiros – Top 10'. Vice-campeã quase empatada com Boechat em 2014, em 2015, no 'Top 10' passou para a 6ª posição, com seus 6.690 pontos. A votação é realizada pelo J&Cia e Maxpress.

A edição de 2015 abrangeu um colégio eleitoral integrado por 48 mil profissionais, sendo cerca de 3 mil da área de comunicação corporativa e 45 mil jornalistas de redações.  Nesta segunda edição da premiação foram recebidas cerca de 8 mil indicações de quase 3 mil nomes de jornalistas. Passaram para a final 347 jornalistas da etapa Nacional.

 
 
 
Atualizado em Janeiro/2016 - Portal dos Jornalistas
Fonte:

Jornalistas&Cia Edição 848 / Edição 933

 

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