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Miriam Leitão

Miriam Leitão

Referência em diversas mídias do Grupo Globo, é especializada em assuntos Econômicos e de Negócios. Uma das mais premiadas jornalistas brasileiras de sempre, é também uma das mais admiradas por seus pares e pelo público em geral.

Miriam Azevedo de Almeida Leitão nasceu em 7 de abril de 1953 em Caratinga (MG). Filha de um pastor presbiteriano e de uma professora primária, tem 11 irmãos.
 
Aos 18 anos, mudou-se para Vitória (ES), onde iniciou no Jornalismo como estagiária em A Tribuna (ES). No início dos anos 1970, durante a ditadura militar, participou do movimento estudantil capixaba e chegou a ser presa e torturada, aos 19 anos, quando estava grávida do seu primeiro filho.
 
Em 1977, foi para Brasília (DF), onde trabalhou durante cinco anos como repórter de Assuntos Diplomáticos para a sucursal da Gazeta Mercantil (SP). Formou-se em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB). Em São Paulo (SP), onde morou na primeira metade dos anos 1980, trabalhou na editoria de Brasil da revista Veja (SP) e foi repórter e entrevistadora da Abril Vídeo (SP).
 
Convidada por Marcos Sá Correa para cobrir as férias do colunista Zózimo Barroso do Amaral, no Jornal do Brasil (RJ), ficou pela capital fluminense a partir de 1985, passando a trabalhar como repórter de Economia. Em 1986, assumiu a editoria de Economia do JB. 
 
Ingressou no Grupo Globo em 1991, onde escreve uma coluna diária com seu nome no jornal O Globo – republicada em diversos jornais do País –, faz comentários diários na rádio CBN, tem um programa de entrevistas na GloboNews e ainda participa do telejornal Bom Dia Brasil da TV Globo e das páginas virtuais do portal G1.
 
Em 20 de outubro de 2005, tornou-se a primeira jornalista brasileira a receber o Prêmio Maria Moors Cabot, oferecido pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia (EUA). Outros prêmios conquistados no período foram: o de Jornalismo para Tolerância 2003, organizado pela Federação Internacional de Jornalistas; o Orilaxé 2003, do Grupo AfroReggae; o Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo Econômico 2004; o Camélia da Liberdade 2005, do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, e o Jornalismo Econômico 2007, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil.
 
Começou, no final de 2011, a investigar, com Cláudio Renato, Cristina Aragão e equipe da GloboNews, o caso do deputado federal Rubens Paiva, desaparecido em 1971 entre os mais de 150 ativistas, políticos e jornalistas que, no período, sumiram misteriosamente, que resultou em matéria exibida na emissora e também publicada em O Globo  em março de 2012. A reportagem especial Uma história inacabada: O caso Rubens Paiva foi um dos principais cases apresentados no 7° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, evento promovido pela Abraji em julho daquele ano, em São Paulo.
 
Em agosto de 2014, teve seu perfil público no Wikipedia – junto com o de Carlos Alberto Sardenberg – fraudado por um funcionário público federal da Assessoria Parlamentar do Ministério do Planejamento, que agiu visando, sem sucesso, causar dano à reputação dos jornalistas, no primeiro caso deste tipo ocorrido em território brasileiro.
 
Na década de 10, viu aumentarem o reconhecimento e as premiações ao seu trabalho. Conquistou o Prêmio de Jornalismo Econômico Ibero-Americano 2012 e os Comunique-se 2012/2013/2014, na categoria Jornalista de Economia/Mídia Impressa, e mais dois em 2016, nas categorias Colunista/Opinião e Economia/Mídia Falada – com isso, entrou para a Galeria dos Mestres do Jornalismo. Em 2013, levou seu oitavo Troféu Mulher Imprensa  – sexto na categoria Comentarista/Colunista de TV  – e tornou-se a jornalista mais premiada da história do concurso*. Também em 2013 conquistou, com o renomado fotógrafo Sebastião Salgado, o Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica ou Ambiental, pela reportagem Paraíso sitiado, publicado em O Globo. Recebeu o Prêmio Personalidade da Comunicação 2014, entregue durante o Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, organizado pela Mega Brasil Comunicação.
 
Ocupa lugar de destaque em vários dos rankings criados e apurados pelo J&Cia em parceria com a Maxpress: chegou em 2016 ao topo entre os +Premiados Jornalistas Brasileiros da História; já havia terminado 2012 no topo dos +Premiados Jornalistas Brasileiros, ocupando ainda posição de destaque nos anos posteriores; está no Top 10 dos +Admirados Jornalistas Brasileiros de 2014 e 2015, e é Top 1 e +Admirada Colunista/Comentarista entre os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil 2016.
 
Paralelamente à carreira jornalística, construiu sólida carreira na Literatura. Com vários autores, participou da edição de Ciro Gomes no país dos conflitos (Revan, 1994), e do estudo Produtividade no Brasil: A chave do desenvolvimento acelerado (Campus, 1999), organizado e produzido pela empresa de consultoria McKinsey & Company. É autora do livro Convém Sonhar (Record, 2010). Em 2012 recebeu o Prêmio Jabuti, na categoria Livro Reportagem, com a obra A Saga Brasileira: A longa luta de um povo por sua moeda (Record, 2011). Nele, aborda a história econômica recente do País, da hiperinflação ao Plano Real, passando pelos congelamentos e pelo confisco do governo Collor, até a estabilização da moeda. O livro também conquistou na mesma premiação o Jabuti do Livro do Ano/Não Ficção – o Jabuti Dourado.
 
Iniciou-se na literatura infantil com a publicação de A Perigosa Vida dos Passarinhos Pequenos (Rocco, 2013), com ilustrações de Rubens Matuck, e já conquistou o Prêmio FNLIJ 2014, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, na categoria Escritor Revelação. Seguiu-se A Menina de Nome Encantado (Rocco, 2014), ilustrado por Alexandre Rampazo. Depois foi a vez de sua estreia na ficção adulta, com Tempos Extremos (Intrinseca, 2014). Voltou a escrever para crianças com Flávia e o Bolo de Chocolate (Rocco, 2015), ilustrado por Bruna Assis Brasil, e com O Estranho Caso do Sono Perdido (Rocco, 2016), com ilustrações de Fran Junqueira.
 
Depois de três anos de pesquisas, lançou História do Futuro: O horizonte do Brasil no século XXI (Intrínseca, 2015), no qual mapeia o futuro com base em entrevistas, viagens, análises de dados e depoimentos de especialistas, apontando tendências que não podem ser ignoradas em áreas como Meio Ambiente e Clima, Demografia, Educação, Economia, Política, Saúde, Energia, Agricultura, Tecnologia, Cidades e Mundo. E adianta que o futuro será implacável para os países que não se prepararem para ele.
 
Participou do documentário Economia Brasileira: A história contada por quem a fez (Cultura Maior, 2016), dirigido por Louise Sottomaior.
 
É mãe de dois jornalistas: Matheus Leitão e Vladimir Leitão Netto.
 
 
Atualizado em novembro de 2016
 
Fontes:
Jornalistas&Cia – Edição 848
Jornalistas&Cia – Edição 933
 
(*) Ao receber o troféu disse: “Sou da opinião – e, infelizmente, não tenho tido motivos para mudá-la –, de que o machismo não morreu porque tem mulher na imprensa. Os espaços de poder ainda são muito masculinos, os conselhos editoriais são predominantemente masculinos. Às vezes, vejo mulheres dizendo que esta questão de gênero não se discute mais nas redações. Não se discute porque as pessoas têm uma visão míope”. E concluiu “Gostaria de dizer a cada pessoa que votou no meu nome que eu vou continuar trabalhando, enquanto puder, para merecer um voto de confiança”.
 
Em homenagem ao Dia do Jornalista, em 7 de abril de 2013, Jornalistas&Cia solicitou a dois editores que preparassem textos especiais sobre a vida dos dez primeiros colocados no Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Jornalistas de Todos os Tempos, divulgado no final de 2012. Paulo Vieira Lima e Pedro Venceslau cuidaram da tarefa buscando na trajetória desses premiados um lado mais pessoal da vida de cada um, perfil que integraliza o ser profissional. Entre eles está Miriam Leitão. O texto especial está disponível na Galeria. Também na Galeria, a foto de Miriam levantando os dois Jabutis de 2012.

 

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