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Carlos Marchi

Carlos Marchi

Atuante na política e sindical, nos anos de chumbo; em 1984, foi assessor da candidatura Tancredo Neves. Tem como marca original de seus trabalhos o olho clínico do repórter e o texto esmerado, além da visão de mundo humanista. Trabalhou em várias empresas jornalísticas, no Rio de Janeiro e em Brasília. Passou por Correio da Manhã, Última Hora, O Globo, Rede Globo, O Estado de S.Paulo e Jornal do Brasil, além de colaborar com dezenas de outras publicações. Escritor, entre os livros que lançou está a biografia do jornalista Carlos Castello Branco, em 2015.

Carlos Marchi nasceu na cidade de Macaé (RJ), estudou Direito na Universidade Federal Fluminense (UFF) e Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Começou no Jornalismo em 1971, nos anos de chumbo, no Correio da Manhã e na Última Hora, no Rio de Janeiro. No começo de 1972 foi contratado como repórter especial de O Globo, sendo transferido para Brasília em 1974. Entre 1974 e 1976 trabalhou na capital federal como repórter político ao mesmo tempo de O Globo e da Rede Globo de Televisão.

Em 1976 passou para a reportagem política de O Estado de S. Paulo. Um ano depois, em fins de 1977, foi contratado pelo Jornal do Brasil, onde permaneceu por sete anos.

Nessa época, foi uma das jovens lideranças que comandaram a tomada do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (1977/80) dos pelegos que então o dirigiam, alimentando uma alavanca que ajudou na luta pela redemocratização. No Sindicato, ocupou o cargo de Secretário-Geral na gestão presidida por Carlos Castello Branco, seu colega no JB. Na gestão seguinte (1980-1983), foi vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), igualmente tomada aos pelegos.

No movimento civilista que determinou a transição da ditadura militar para um regime democrático, em agosto 1984, deixou o JB para ser assessor de imprensa da campanha de Tancredo Neves, candidato de oposição à Presidência da República. Atuou no primeiro governo democrático brasileiro depois do período de ditatura.

Em março de 1985 foi nomeado presidente da agência noticiosa estatal Empresa Brasileira de Notícias (EBN), que adiante se fundiria com a Radiobras, a qual deu origem à atual Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Pediu demissão em julho de 1986 e se dedicou por um tempo à publicidade. Em Brasília, foi diretor das agências Adag e Agnello Pacheco; em São Paulo, da Propeg. No entremeio, teve sua própria empresa, a MWM Planejamento em Comunicação (1988/96), sediada em Brasília.

Em 1997 mudou-se para São Paulo. Após deixar a Propeg, mudou-se para o Rio, onde prestou, durante quatro anos (1999/2003) consultoria de Comunicação à Petros, fundo de pensão da Petrobras.

Voltando a São Paulo, foi repórter especial de política em O Estado de S.Paulo durante cinco anos (2004/2009).

Em março de 2009 deixou o Estadão para assessorar a Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados, na gestão José Aníbal, tendo pedido demissão no início de fevereiro de 2010.

Em 2011 foi nomeado Diretor de Comunicação Externa da Câmara Municipal de São Paulo, cargo que ocupou até final de dezembro de 2012.

Recebeu a Ordem do Mérito Brasília, concedida pelo governo do Distrito Federal; da Medalha Santos Dumont, concedida pela Aeronáutica; e da Medalha da Inconfidência, concedida pelo governo de Minas Gerais.

É autor do livro Fera de Macabu - A história e o romance de um condenado à morte, editado no Brasil pela Editora Record e em Portugal pela Editora Tribuna da História. O livro está nas bancas em edição de bolso, lançado pela Editora BestSeller, vinculada à Record. Na obra conta a história de Manoel da Motta Coqueiro, acusado de ordenar a chacina de um meeiro e sua família na Fazenda Macabu, em Macaé, Norte Fluminense, no ano de 1852. Condenado sem provas, com testemunhos mentirosos e apoio maciço da imprensa, foi pendurado na forca. Mas tudo indica que era inocente.

Carlos Marchi durante a infância, acompanhou os últimos nove anos da maldição de Coqueiro e foi inevitavelmente contaminado pelo imaginário popular sobre o caso. Quase cem anos depois que a cidade assistiu ao enforcamento de Manoel da Motta Coqueiro, lançou o livro.

No início de abril de 2015 Carlos Marchi lança Todo aquele imenso mar de liberdade – A dura vida do jornalista Carlos Castello Branco, livro que escreveu sobre a saga daquele que é apontado quase com unanimidade como o maior cronista político da história do jornalismo brasileiro. Editado pela Record, já tem lançamentos marcados para São Paulo e Brasília e nos próximos dias editora e autor definem a noite de autógrafos no Rio de Janeiro.

O livro tem texto de orelha de Dora Kramer e apresentação de Merval Pereira. Sobre a oportunidade da obra, diz Marchi: “Ela mostra que a vida de um jornalista tem uma história que muitas vezes se confunde com a História do Brasil. Quando percebi isso, fiquei orgulhoso de ter sido jornalista. Nós construímos a História do nosso País. Alguns fazem isso mais modestamente; outros fazem com todo vigor, como fez Castelinho. Espero que o exemplo frutifique e outros autores se encorajem para contar a vida de outros jornalistas que fizeram a História do Brasil com H maiúsculo”.

Marchi conviveu longamente com Carlos Castello Branco, a ponto de ter sido um dos jovens jornalistas, nos anos 1960, a convencê-lo a assumir, num momento delicado, a Presidência do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal. Desse convívio e admiração ficou a certeza de que teria que prestar a ele algum tributo, em algum momento, materializado na obra que agora chega às livrarias.

 

 

Atualizado em abril/2015 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://www.portaldosjornalistas.com.br/noticias-conteudo.aspx?id=3524

http://nos-todos-lemos.blogspot.com.br/2010/09/carlos-marchi-fera-de-macabu-historia-e.html

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/showNews/ol200199.htm

http://www.macabu.com.br/sobre_o_autor.html

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