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Sebastião Salgado

Sebastião Salgado

É considerado o melhor repórter fotográfico documental da atualidade e um dos mais respeitados do mundo. Autor de dezenas de projetos de fotojornalismo, livros, catálogos, documentários e exposições nas áreas humanitária, de denúncia e de engajamento que lhe renderam vários prêmios e honrarias nacionais e internacionais. Dirige a agência Amazonas Images e o Instituto Terra, no Vale do Rio Doce, que fundou.

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior, que assina Sebastião Salgado, nasceu em Aimorés (MG), no dia oito de fevereiro de 1944.

É bacharel em Economia pela UFES de Vitória (ES) com diploma de mestrado da FEA-USP de São Paulo (SP), especialização na área pela Ecole Nationale de la Statistique et de l'Administration Economique de Paris, na França, onde completou os estudos com doutorado na Paris Sorbonne University.

Depois de trabalhar como economista no Ministério da Fazenda, em São Paulo, mudou-se para Londres em 1971 para assumir o posto de economista na Organização Internacional do Café, onde permaneceu até 1973.

No período, quando estava em uma viagem pela África coordenando um projeto sobre a cultura do café, Sebastião decidiu tornar-se fotógrafo, pediu emprestada a câmera da mulher, Lélia Wanick Salgado, e trocou a economia pela fotografia.

De volta a Paris, passou a atuar como freelance para a Sygma Agency, na capital francesa, onde por cerca de dois anos documentou perturbados acontecimentos sociais e políticos na Europa e na África.

Em 1975 foi contratado como repórter fotográfico pela parisiense Gamma Agency; ali trabalhou por quatro anos produzindo a documentação sobre as condições de vida dos camponeses e índios latino-americanos que o tornaria mundialmente conhecido.

Nesse intervalo publicou o primeiro livro Les Secrets des Grands Photos, editado pela Editions Fernand Nathan.

Em 1979 deixou a Gamma pela prestigiosa agência Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, na qual atuou por 15 anos e chegou a presidir.

Pela Magnum viajou para cobrir acontecimentos e conflitos como as guerras em Angola e no Saara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente dos EUA, Ronald Reagan em 1981, sendo único o repórter fotográfico a registrá-lo para o jornal New York Times, o que lhe deu destaque internacional.

Desse período em diante trabalhou em vários projetos de longo prazo, o que resultou em conjuntos de obras publicadas em livros, catálogos, documentários e materializadas em exposições que lhe renderam dezenas de prêmios internacionais.

Paralelamente (1977/1983), dedicou-se a projetos de documentários mais elaborados e pessoais e produziu um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e seus descendentes na América Latina; nesses sete anos em percorreu a pé povoados remotos e as montanhas mais inacessíveis para documentar imagens que mais tarde foram publicadas em 1986 no livro e na exposição Autres Amériques (Outras Américas). A marca da sua tradicional fografia em preto e branco foi definitivamente impressa no mercado editorial.

Entre 1984-1985 chegou a trabalhar por 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras, percorrendo a região do Sahel, na África, registrando a devastação causada pela seca; com as imagens produzidas nesta viagem publicou, também em 1986, o primeiro livro de uma série, o Sahel: L'Homme en Détresse (Sahel: o homem em pânico), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições.

A obra com o texto de Xavier Emmanuelli foi publicada pelo Centre National de la Photographie/Prisma Presse, francês, em benefício dos trabalhos da organização Médicos Sem Fronteiras.

No período de 1986 a 1992 passou a capturar imagens sobre as árduas condições de vida de trabalhadores em 26 países, buscando retratar a evolução do trabalho manual no mundo, e produziu a série Workers, editado em 1994 pela Aperture, nos Estados Unidos, ou Trabajadores publicado pela espanhola CAM Fundación Cultural e, no Brasil, o livro Trabalhadores: uma arqueologia da era industrial, pela Companhia das Letras.

Em 1994 empreendeu com a esposa, Lélia, de Paris, a agência de imprensa fotográfica Amazonas Images, que desde então representa o fotógrafo e seu trabalho; Lélia é autora do projeto gráfico da maioria de seus livros.

O casal ainda fundou, em 1998, o Instituto Terra, localizado em Aimorés, sediada no Vale do Rio Doce, na fronteira entre MG e o ES, que preside. A organização ambiental é dedicada ao desenvolvimento sustentável da região do Vale com o propósito de replantar a Mata Atlântica.

Em Abril de 2001 Salgado documentou a campanha global para erradicação da poliomielite liderada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo de Emergência das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef). Deste projeto nasceu, em 2003, a obra O Fim da Pólio - A campanha mundial para a erradicação da doença, editada por Companhia das Letras; o trabalho foi formatado em dez livros e muitas exposições que lhe valeram a maioria dos prêmios de fotografia em todo o mundo. No período, o fotógrafo brasileiro foi nomeado representante especial do Unicef e dedicou-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo.

Em 2004, Sebastião Salgado produziu Genesis, uma série de fotografias - como de costume em preto e branco - de paisagens, fauna, flora 'intocados' e de comunidades nativas de várias regiões do mundo. Segundo o autor, a produção foi concebida como uma pesquisa sobre 'a natureza ainda em seu estado original'. 

Além das obras já mencionadas, o fotógrafo é autor dos livros: Sebastião Salgado: Fotografias (MEC/Funarte, 1982); Sahel-El fin del caminho (Comunidad de Madrid, 1988); An Uncertain Grace (1990); Sebastião Salgado: As Melhores Fotos (Boccato Editores, 1992); In Human Effort (Museu de Arte Moderna, 1993); Photopoche (Centro National de Photographie, 1993); La Main de l'Homme (Editions de la Martinière, 1993); Terra (Companhia das Letras, 1997); Serra Pelada (Fernand Nathan, 1999); Êxodos (Companhia das Letras, 2000); O Berço da Desigualdade (Unesco, 2005); Trabalhadores: uma arqueologia da era Industrial (Companhia das Letras, 2006); Um Incerto Estado De Graça Terra (Companhia das Letras, 2006); Sahel‚ o abandono do homem (Universidade da California, 2007) e África (Taschen, 2007).

O primeiro prêmio veio em 1982 quando foi contemplado com o Eugene Smith, na categoria Melhor Fotografia Humanista, nos EUA, inaugurando assim uma longa série de importantes prêmios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam: Kodak Premier Livre Photographique de la Ville de Paris (1984); Oskar Barnack/World Press Photo (Reportagem Humanitária do Ano, Alemanha, 1985 e 1992); American Society of Magazine Photographers (ASMP, EUA, 1987); Rey de Espanha (1988); Erna e Victor Hasselblad (Suécia, 1989), Grand Prix National (Paris, 1994); Príncipe de Asturias de las Artes (Espanha, 1998); Unesco de Cultura (2008); Fotojornalismo do International Center of Photography (EUA, 1990); 40º Prêmio Jabuti de Literatura e finalista do Esso de Jornalismo 2013, na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ambiental, pela reportagem Paraíso sitiado, produzida em parceria com a repórter Miriam Leitão sobre os índios Awá, na Aldeia Juriti, localizada na Reserva Biológica Gurupi, no Maranhão, veiculada pelo carioca O Globo.

O profissional das lentes também foi agraciado com diversas outras honrarias, entre elas, a Medalha de prata Art Directors Oub e a de membro honorário da Academia das Artes e Ciências, ambos nos Estados Unidos.

Por sua trajetória Salgado é reconhecido pelo mercado editorial como um profissional 'adepto da fotografia engajada’, considerado o melhor repórter fotográfico documental da atualidade e um dos mais respeitados do mundo. É dele a declaração: "desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente."

 

 

Atualizado em novembro/2013 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://www.amazonasimages.com/accueil

https://pt-br.facebook.com/SebastiaoSalgadoGenesis

https://www.facebook.com/pages/Sebasti%C3%A3o-Salgado/188594091162776

http://www.amazonasimages.com/sebastiao-salgado

http://oglobo.globo.com/infograficos/paraiso-sitiado/

http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=3293&cd_idioma=28555&cd_item=3

http://www.eca.usp.br/nucleos/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=67:sebas

http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/infoto/biografia-de-sebastiao-salgado/

http://www.e-biografias.net/sebastiao_salgado/

https://sites.google.com/site/7e5histfoto/sebastiao-salgado

http://fotografeumaideia.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=584&Itemid=137

http://nailsondeoliveiramoura.blogspot.com.br/2011/12/sebastiao-salgado-e-sua-esposa-lelia.html

http://www.revistafotomania.com.br/index.php/categories/item/289-fotografos-brasileiros-sebastiao-salgado-por-um-mundo-melhor

http://www.portalsaoleo.com.br/gente/fotografo-brasileiro-sebastiao-salgado-recebe-premio-em-madri

http://www.centroruthcardoso.org.br/_shared%5Cfiles%5Ccrc_noticiario%5Canx%5C20100506165903_jun-00.pdf

http://www1.ci.uc.pt/iej/alunos/2001/sebastiaoSalgado/premios.html

http://www.archive.worldpressphoto.org/search/layout/result/indeling/detailwpp/form/wpp/q/ishoofdafbeelding/true/trefwoord/year/1991?id=wpp%3Acol1%3Adat7598

http://expositions.bnf.fr/salgado/arret/1/indexbio.htm

http://www.landless-voices.org/vieira/archive-05.phtml?rd=ICONSOFV352&ng=p&sc=3&th=55&se=0

http://www.institutoterra.org/pt_br/#.Uneq1v1Tv5o

http://www.youtube.com/watch?v=IL3Ou7Khl3A

http://www.vale.com/pt/aboutvale/initiatives/genesis/paginas/default.aspx

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/09/sebastiao-salgado-narra-momentos-impressionantes-do-projeto-genesis.html

http://www.portaldosjornalistas.com.br/noticias-conteudo.aspx?id=1945

 

 

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