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Ferreira Gullar

Ferreira Gullar

Jornalista, poeta, um dos intelectuais mais famosos do País, escreve no jornal Folha de S.Paulo. É imortal e desde dezembro de 2014 ocupa a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras.

Ferreira Gullar nasceu em São Luís (MA), em 10 de setembro de 1930. Foi batizado com o nome de José Airton Dalass Coteg Sousa Ribeiro Dasciqunta Ribamar Ferreira e registrado no cartório civil como José Ribamar Ferreira. Decidiu usar o sobrenome da mãe, Goulart, no nome artístico, alterando-o para Gullar. É poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaista e um dos fundadores do Neoconcretismo.
 
Publicou seu primeiro soneto, O Trabalho, em 1948, no jornal O Combate (MA), de São Luís. Nesse ano, tornou-se locutor da rádio Timbira (MA) e colaborador do Diário de São Luís (MA). Com recursos próprios e apoio do Centro Cultural Gonçalves Dias, publicou seu primeiro livro de poesia, Um Pouco Acima do Chão (Autor, 1948).
 
Presenciou o assassinato de um operário pela polícia ludovicense, em 1950, durante um comício de Adhemar de Barros (1901-1969). Perdeu o emprego na rádio ao negar-se a ler, em seu programa, uma nota que responsabilizava "baderneiros comunistas" pelo crime. Venceu, com o poema O Galo, um concurso promovido pelo Jornal das Letras (RJ), que tinha comissão julgadora formada por Manuel Bandeira (1986-1968), Odylo Costa, filho (1914-1979), e Willy Lewin (1908-1971).
 
Mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ) em 1951, passando a trabalhar na redação da Revista do Instituto de Aposentadoria e Pensão do Comércio, indicado por João Condé (1917-1971). Na então capital federal, conheceu o crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981) e o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), que o instiga a escrever para teatro. Uma colaboração na revista Japa – o conto Osíris Come Flores – lhe rende uma indicação de Herberto Sales (1917-1999) para a revista O Cruzeiro, onde trabalhou como revisor. Publicou A luta corporal (José Álvaro, 1954). Trabalhou na revista Manchete e no Diário Carioca e, depois, se engajou no projeto do Suplemento Dominical do Jornal do Brasil.
 
Participou da I Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1956. Três anos depois – rompido com o Concretismo –, publica no Suplemento Dominical do JB o Manifesto Neoconcreto – também assinado por, entre outros, Lygia Pape, Franz Waissman, Lygia Clark, Amilcar de Castro e Reynaldo Jardim –, e a Teoria do Não-Objeto.
 
Assumiu a direção da Fundação Cultural de Brasília, em 1961, no governo de Jânio Quadros (1917-1992), e construiu o Museu de Arte Popular. A partir de 1962 passou a fazer parte do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC-UNE), e trabalhou na sucursal carioca do jornal O Estado de S.Paulo. Publicou João Boa-Morte, Cabra Marcado para Morrer (Universitária, 1962) e Quem matou Aparecida (Universitária, 1962). Foi eleito presidente do CPC, em 1963, e filiou-se ao Partido Comunista em abril de 1964, ano em que fundou o grupo Opinião, com Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e outros.
 
Em 1966, com a peça Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, escrita em parceria com Oduvaldo Viana Filho, conquistou os prêmios Molière e Saci. No ano seguinte, o grupo Opinião encenou, também no Rio de Janeiro, a peça A Saída? Onde Está a Saída?, escrita em parceria com Antônio Carlos Fontoura e Armando Costa. Publica Por Você, Por Mim, poema sobre a Guerra do Vietnã, juntamente com o texto da peça Vargas ou Doutor Getúlio, Sua Vida e Sua Glória (Civilização Brasileira, 1968), escrita em parceria com Dias Gomes (1922-1999).
 
Após a publicação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968, foi preso em companhia de Paulo Francis (1930-1997), Caetano Veloso e Gilberto Gil. Lançou o ensaio Vanguarda e Subdesenvolvimento (Civilização Brasileira, 1969), mas passou a dedicar-se à pintura. Em 1970, entrou para a clandestinidade e, no ano seguinte, partiu para o exílio, morando em Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires.
 
Nesse período, colaborou com O Pasquim, sob o pseudônimo de Frederico Marques. Publicou Dentro da Noite Veloz (Civilização Brasileira, 1975) e escreveu, em Buenos Aires, o famoso Poema Sujo (Civilização Brasileira, 1975), que chegou ao Brasil gravado em uma fita, trazida por Vinicius de Moraes. O lançamento do livro no Rio de Janeiro tornou-se um ato pela sua volta ao País, o que acabou acontecendo em 10 de março de 1977. Foi preso no dia seguinte e libertado 72 horas depois, graças à movimentação dos amigos frente à opinião pública e às autoridades militares. Naquele mesmo ano, lançou Antologia Poética (Summus, 1977) e La Lucha Corporal y Otros Incendios (Centro Simón Bolívar, 1977), publicado em Caracas, Venezuela. No ano seguinte, gravou o disco Antologia Poética de Ferreira Gullar (Som Livre, 1979), e foi encenada a peça teatral Um Rubi no Umbigo.
 
Em 1985, ganhou o Prêmio Molière pela sua versão de Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand. Dois anos depois, lançou o livro de poemas Barulhos (José Olympio, 1987). Publicou ensaios sobre cultura brasileira em Indagações de Hoje (José Olympio, 1989). Assumiu a direção do Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, em 1992, e lá ficou até 1995. Com Dias Gomes e Marcílio Moares, escreve a minissérie As Noivas de Copacabana, exibida pela Rede Globo de Televisão
 
Lançou Cidades Inventadas (José Olympio, 1997) e Muitas vozes (José Olympio, 1999), este último agraciado com o Prêmio Jabuti, na categoria Poesia. É homenageado, em 1998, no 29º Festival Internacional de Poesia de Roterdã, na Holanda. Em 2000, recebeu o Prêmio Multicultural Estadão, de O Estado de S.Paulo, pelo conjunto de sua obra. Dois anos depois, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura, e recebeu o Prêmio Príncipe Claus, da Holanda, por sua contribuição para mudar a sociedade, a arte e a visão cultural do Brasil. Em 2005, recebeu, pelo conjunto da obra, o Prêmio Machado de Assis, oferecido pela Associação Brasileira de Letras (ABL).
 
Com Resmungos (Imesp, 2006) ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção do ano. Ilustrado por Antonio Henrique Amaral, a obra reúne crônicas publicadas no jornal Folha de S.Paulo no ano de 2005. Gullar foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes no ano de 2009. Ganhou o Prêmio Camões 2010, ano em que foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrg/RS).
 
Em 20 de outubro de 2011 ganhou novamente o Prêmio Jabuti com o livro de poesia Em Alguma Parte Alguma (José Olympio, 2010), que foi considerado o Livro do Ano de Ficção.
 
É colunista do jornal Folha de S.Paulo, desde janeiro de 2005.
 

Imortal, Gullar tomou posse em 5 de dezembro de 2014 na Academia Brasileira de Letras, assumindo a cadeira 37 da na vaga deixada por Ivan Junqueira.

Ao completar 85 anos recebeu uma das principais homenagens: a exposição A arte fundamental de Ferreira Gullar. De portas abertas ao público do Rio de Janeiro em 11 de maio de 2016, a mostra traz uma obra inédita o Poema Enterrado, feita em 1959 para a casa da família de Hélio Oiticica.

Apresenta a vida e obra do poeta em uma linha cronológica que se inicia no Maranhão e vem até os dias de hoje (2016). Lá estão reunidos textos, vídeos, livros, objetos, fotografias, pinturas, colagens, letras de canções interpretadas por músicos da MPB. A exposição tem curadoria de Cláudia Ahimsa e Augusto Sérgio Bastos é uma iniciativa de realização do BNDES.

Em entrevista ao Arte Clube pela Rádio MEC AM 800 kHz e pelo site ele falou sobre os poemas espaciais e os livros-poema, bem como os trabalhos mais recentes em colagens, que também estão na exposição.

 

Atualizado em maio/2016 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

www.radios.ebc.com.br

http://busca.ebc.com.br/sites/radios/nodes?q=Ferreira+Gullar&types%5B%5D=audio

http://radios.ebc.com.br/arte-clube/edicao/2016-05/arte-fundamental-de-ferreira-gullar-de-portas-abertas-ao-publico

dhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar

 

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