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Klester Cavalcanti

Klester Cavalcanti

Autor de três livros e duas vezes premiado com o Jabuti de Literatura. Vencedor de vários prêmios jornalísticos no Brasil e no Exterior. Foi correspondente na Amazônia para a revista Veja e é editor-executivo de IstoÉ Gente online, após ter passado pelas revistas Terra, Viagem e Turismo, VIP, entre outras.

Klester Cavalcanti é nascido em Recife (PE), formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) – Recife/PE

Entre 1998 e 2000, foi correspondente da revista Veja na Região Amazônica, produzindo grandes reportagens sobre os temas mais importantes da região, como trabalho escravo, meio ambiente, pesquisa científica, questão indígena, conflitos agrários, tráfico de drogas, grilagem de terra, corrupção política, queimadas e muitos outros.

O jornalista atuou em outras revistas brasileiras, como Viagem e Turismo, Caminhos da Terra e VIP, onde foi editor-chefe, assim como na revista Contigo. No jornalismo impresso, foi editor de cultura do Jornal da Tarde e editor da Revista JT entre 2010 e julho de 2011, quando assumiu, ao lado de Luís Fernando Bovo, o comando do Portal do Estadão. Deixou o posto em fevereiro de 2012.

Klester não abandonou a plataforma online nem o campo das celebridades. Em abril de 2012, voltou à Editora Três, dessa vez como editor-executivo da IstoÉ Gente, em que também responde pela coordenação de um esforço de reportagem integrada entre diferentes mídias do núcleo da empresa.

É autor dos livros Viúvas da Terra (Planeta, 2005), O Nome da Morte (Planeta, 2006) e Direto da Selva (Geração Editorial, 2007). Venceu o Prêmio Jabuti de Literatura por duas vezes: 2005 e 2007.

O Nome da Morte é o único livro já escrito no mundo que mostra a história real de um matador de aluguel ainda vivo e em liberdade. A obra ainda traz relatos de nomes verdadeiros de todos os envolvidos, como mandantes, vítimas e outros personagens da Guerrilha do Araguaia, na década de 1970.

Viúvas da Terra é um retrato da violência agrária no Pará, estado que apresenta os maiores índices de morte em virtude dos conflitos no campo.

O jornalista também já ganhou vários prêmios de Jornalismo no Brasil e no Exterior, como o de Melhor Reportagem Ambiental da América do Sul, promovido pela agência de notícias Reuters e pela IUCN, uma das maiores ONGs de meio ambiente do mundo; e o Natali Prize, o prêmio mais importante de Jornalismo e Direitos Humanos, realizado pela União Europeia e pela Federação Internacional de Jornalistas.

Em 2004, Klester Cavalcanti recebeu o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, concedido pelo Movimento Justiça e Direitos Humanos e pela Ordem dos Advogados do Brasil.

Em maio de 2012, Klester viveu um dos momentos mais tensos de sua carreira. Ele mesmo conta o que aconteceu: "Fui preso pelo Exército Sírio no dia 19 de maio, na cidade de Homs, onde a guerra na Síria é mais intensa. Passei seis dias preso, de 19 a 25 de maio. Fui algemado, ameaçado de morte várias vezes (com armas apontadas para a minha cabeça) e tive o rosto queimado com cigarro por um policial para me obrigar a assinar um documento em árabe. Fui ameaçado de morte, torturado e sofri maus tratos, ao contrário do que se divulgou na época. Colocaram-me numa cela com mais 20 presos, na Penitenciária Central de Homs, e passei esses dias todos dormindo no chão, comendo no chão, tomando água de torneira. Cheguei a ser fichado numa delegacia de Homs, conforme informei ao Itamaraty."

Klester esclarece ainda, "À época, disseram que fui preso por não me identificar como um profissional de imprensa. Isso seria impossível, já que o meu passaporte tinha o visto de jornalista que retirei no Consulado da Síria em São Paulo. O Itamaraty teve atuação fundamental no processo da minha libertação, mas cometeu um grave equívoco ao divulgar que eu havia sido preso por não ter me identificado como jornalista. Isso seria impossível. Em todos os postos nos quais era parado para ser vistoriado, os militares e/ou policiais viam meu visto sírio e diziam: 'Sahafi', palavra que significa 'Jornalista' em árabe".

A equipe do Portal dos Jornalistas publicou informações incorretas sobre o ocorrido, com base nos  fatos divulgados na ocasião. Ficamos satisfeitos em mostrar agora, em agosto/2012, a versão esclarecida pelo próprio jornalista.

Vale lembrar que Klester já havia passado por outro momento delicado em sua trajetória: em 2000, enquanto produzia uma reportagem para Veja no Pará, foi sequestrado por grileiros.

Klester tranformou o episódio no livro "Dias de Inferno na Síria" (Benvirá/Saraiva) que, com prefácio de Caco Barcellos,  foi lançado em 23 de outubro/2012.

 

Atualizado em outubro/2012 - Portal dos Jornalistas.

Fontes:

Informações concedidas pelo próprio jornalista.
 

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