Os discos de Pedro Sertanejo no IMB

Em fins dos anos 1950, Pedro de Almeida e Silva, que ficou para a história da música nordestina como Pedro Sertanejo, pai de Oswaldinho do Acordeon, gravou uma dúzia de discos de 78 rpm pelas gravadoras Continental, Toda América, Caboclo, Sabiá e Copacabana. Em seguida criou um selo próprio, Cantagalo, que pôs no mercado o primeiro disco de Dominguinhos. Além de discos 78 rpm, Pedro gravou vários LPs. Quase todos integram o acervo do Instituto Memória Brasil – IMB.

Em março passado completaram-se 90 anos de nascimento de Pedro. Natural no sertão baiano de Euclides da Cunha, em 1944 ele fez uma viagem de 51 dias na carroçaria de um pau de arara entre a sua terra de origem e o Rio de Janeiro. Em 1962, trocou o Rio por São Paulo. Em Sampa, antes de se tornar famoso na boca dos nordestinos, foi guarda-civil e motorneiro de bonde. No bairro do Brás, virou empresário e dono da primeira casa de espetáculos com programação direcionada ao público do Nordeste. Na casa de forró de Pedro se apresentaram Dominguinhos, Anastásia, Marinês, Jackson do Pandeiro, Ari Lobo, Gordurinha, Luís Gonzaga, o instrumentista Toco Preto, que está cego; Ângela Maria, que está cega; Valdick Soriano e outros grandes nomes da nossa música.

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