Luciano Suassuna é o novo secretário de Imprensa da Presidência da República

Luciano Suassuna assumiu em 6/3 a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, em substituição a Douglas De Felice, que ocupou o cargo até o final de fevereiro. De Felice, que disse estar negociando sua saída desde o início do ano por motivos pessoais, começará, provavelmente a partir da próxima semana, a assessorar o presidente nacional do Sebrae Guilherme Afif Domingos. Suassuna é paraibano, graduado em Jornalismo e em Cinema, Rádio e TV pela UnB. Começou como repórter do Correio Braziliense, em 1985. Agora, na mesma Brasília em que se formou e começou no Jornalismo, assume um dos mais importantes cargos de comunicação do País, com a responsabilidade de pilotar o relacionamento do Governo Federal com a imprensa regional, nacional e internacional, reportando-se ao Secretário de Comunicação Márcio de Freitas. Seu desafio será o de construir uma agenda positiva junto à mídia, priorizando os temas de maior impacto e interesse do governo, sobretudo as reformas em andamento e as conquistas que começam a dar o ar da graça na economia, em que pesem os números desastrosos de encolhimento do PIB divulgados nesse início de semana pelo IBGE.  Ele vem de uma curta temporada como secretário de Imprensa do Governo do DF, cargo em que ficou por volta de oito meses, e leva consigo para o Governo Federal uma bagagem das mais consistentes, que inclui passagens por campanhas eleitorais (Alexandre Padilha, ao Governo do Estado de São Paulo, pelo PT), direção de Conteúdo (iG), direção adjunta de Jornalismo (revista IstoÉ e demais publicações da Editora Três), jornada como correspondente internacional em Paris (Zero Hora). Foi vencedor de dois Esso e publicou três livros: O repórter e o poder: Uma autobiografia (Alegro, 1999), com Fernando Bardawil; Como Fernando Henrique foi eleito presidente (Contexto, 1994), com Luiz Antônio Novaes; e Os fantasmas da Casa da Dinda (também Contexto 1992), com Luís Costa Pinto, que venceu o Jabuti de Melhor Livro-Reportagem. A experiência e o amplo relacionamento construído nesses mais de 30 anos de carreira serão agora colocados à prova, num governo até certo ponto de transição e que, se de um lado começa a colher frutos na economia, ainda sofre profundamente com a questão política, sobretudo tendo o fantasma da Lava Jato nos seus calcanhares.