Roberto Gazzi

Roberto Gazzi dos Santos nasceu em Rolândia (PR), no dia 23 de setembro de 1957. Formou-se em Jornalismo em 1979, pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp/SP), de São Bernardo do Campo (SP), e é master em Jornalismo, com especialização em Gestão Estratégica e de Marcas, pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS/SP), obtido em 1988.
 
Iniciou a carreira na área em 1979, como foca do extinto Jornal da República, em São Paulo (SP). Em 1980 ingressou como repórter de Geral no Diário do Grande ABC (SP), onde, posteriormente, foi repórter especial de Política, editor de Nacional e, por último, atuou como secretário de Redação.
 
Deixou o veículo em 1986, ano em que foi trabalhar como repórter na Folha de S.Paulo (SP), após decidir sobre o dilema entre continuar trabalhando em jornal impresso ou aceitar o convite para atuar na chefia de Reportagem da TV Globo (SP). Inicialmente, foi repórter de Cidades, mas rapidamente foi convocado para cargos de chefia. Em 1989, passou a atuar como chefe de Reportagem, conduzindo a cobertura da primeira eleição direta para a Presidência da República, após o fim da ditadura militar. Depois disso, começou a trabalhar como subeditor de Política, ficando no cargo até o ano seguinte.
 
Ainda em 1990, migrou para O Estado de S.Paulo (SP), época em que as máquinas de escrever estavam sumindo das redações. Lá começou como editor de Geral, mas, quando o matutino voltou a circular às segundas-feiras, em 1991, foi chamado para criar o caderno Cidades (depois Metrópole). Editou-o por oito anos.
 
Na sequência, passou pelas funções de editor executivo, editor chefe adjunto e editor chefe, até assumir, em 2011, o cargo de diretor de Desenvolvimento Editorial do Grupo Estado.
 
Vale destacar que, durante 2009, o jornalista coordenou o festejado projeto de renovação gráfica do Estadão, que buscou oferecer aos leitores o tradicional Jornalismo em profundidade da casa em um jornal mais bonito, criativo e analítico. Houve ainda a preocupação com a organização das informações tanto no papel como também nas plataformas digitais. Na reforma foram criados o caderno Sabático e o C2+Música.
 
A partir de 2010, esteve à frente da missão de incorporar as novas mídias e tecnologias aos veículos do jornal e ampliar o seu alcance informativo. No Grupo Estado atuou ainda como supervisor de treinamento e do acervo jornalístico. Foi um dos responsáveis pelo projeto de digitalização de 2,5 milhões de páginas de 137 anos de história do Estadão, lançado em maio de 2012. Acumulou, por alguns anos, as funções de redação com as viagens executivas que fez pelo Grupo Estado e para atender as solicitações de palestras na área jornalística. Em entrevistas aos focas, costumava declarar-se ainda um homem “do jornalão”, que gostava de folhear o papel logo pela manhã e saborear seu café junto com cada boa reportagem publicada, apesar de, entre uma viagem e outra, também acompanhar as notícias do dia em seu iPad.
 
Deixou, em janeiro de 2016, suas funções executivas no Grupo Estado e passou a consultor da empresa em áreas nas quais já atuava, como Curso Estado de Jornalismo (mais conhecido como Focas do Estadão), acervo, renovação do portal e projetos especiais, principalmente em Educação.
 
Em setembro de 2016, assumiu o cargo de diretor executivo do jornal Correio (BA). “Gostei do desafio que estão propondo, o de dirigir o jornal de maior circulação do Nordeste. Gostei da empresa e da proposta de manter o crescimento de circulação e de audiência. Estou confiante de ajudar a equipe da empresa com o conhecimento que adquiri nos 25 anos de Estadão. Num ambiente tão desafiador quanto o da atual mídia impressa brasileira, é uma dádiva encontrar e poder colaborar com uma empresa que acredita no potencial do trabalho jornalístico de qualidade. Espero poder dar continuidade e agregar algo ao excelente trabalho que o saudoso Sergio Costa (1961-2016) vinha fazendo por lá. E vou para a Bahia cheio de energia e ansioso de poder desfrutar da boa terra e de conviver com o povo de tantos ídolos, meus e nossos”.
 
Orgulha-se de ter chefiado equipes que venceram diversos prêmios de Jornalismo, entre eles o Esso de Jornalismo de Informação Econômica de 1996 e, particularmente, o Fiat-Allis de Jornalismo Econômico 1999, com um trabalho publicado no caderno Cidades. Venceu, ainda o 1º Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, em 1997, com a equipe, na categoria Jornal, pela reportagem Entidades. Na nona edição desta premiação, representou o Estadão na entrega do galardão da categoria Especial.
 
Irá receber, em 21 de setembro de 2016, o título de Cidadão Paulistano, por iniciativa do vereador Masataka Ota, em cerimônia a ser realizada no Plenário Paulo Kobayashi – Buffet Café São Paulo da Assembleia Legislativa do Estado (Avenida Pedro Álvares Cabral, 201), a partir das 19h30.
 
 
Atualizado em setembro de 2016
 
Fontes:

 

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