Rinaldo Gama

Rinaldo Gama é doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Formou-se em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Também tem formação em Psicanálise, pelo Centro de Estudos Psicanalíticos de São Paulo. Foi chefe do curso de Jornalismo da PUC-SP, e na Faap montou e coordenou o curso de pós-graduação lato sensu em Jornalismo Cultural.

Rinaldo Gama voltou oficialmente à redação de Veja, como Editor Sênior, em 1º de novembro de 2013 – já havia trabalhado lá entre novembro de 1988 e maio de 1996, exercendo as funções de Editor Assistente e Subeditor de Artes e Espetáculos, responsável pela seção Livros (mas também produziu reportagens para outras editorias, como a capa sobre a guerrilha do Araguaia, de 1993). Deixou a publicação para trabalhar no Instituto Moreira Salles, primeiro como coordenador editorial e depois como coordenador executivo, tendo participado da criação dos Cadernos de Literatura Brasileira e dos Cadernos de Fotografia Brasileira, dos quais foi editor executivo.

Seu retorno para a Veja começou a se desenhar em junho de 2013, quando, ao lado do redator-chefe Fábio Altman, iniciou a preparação da edição comemorativa dos 45 anos da revista, que chegaria às bancas em setembro. Em sua nova função, Gama passou a responder diretamente a Altman e a atuar em especiais e matérias de ideias, além de cuidar das seções Datas e Veja Essa.

Antes dessa sua segunda passagem por Veja, Rinaldo Gama trabalhou em O Estado de S.Paulo, onde chegou no fim de outubro de 2008 para editar o caderno Aliás.  Em março de 2009, assumiu a edição do Cultura, com a proposta de reformulá-lo. Assim surgiu o Sabático, suplemento de livros do jornal que Gama ajudou a formatar – e batizou. O caderno circulou entre 13 de março de 2010 e 20 de abril de 2013. Como editor do Sabático, Rinaldo concedeu, em 2010, uma entrevista ao programa Metrópolis, da TV Cultura – do qual chegou a ser crítico literário, quando ainda estava no IMS –, sobre Rachel de Queiroz (a gravação está no arquivo da Galeria deste perfil).

Entre outras funções de sua trajetória, Rinaldo Gama foi Editor Assistente da Ilustrada e Coordenador de Economia da sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo, jornal onde trabalhou de 1985 a 1988.

Em 1995, Gama publicou o ensaio O Guardador de Signos: Caeiro em Pessoa na coleção Debates da Perspectiva, que coeditou a obra junto com o Instituto Moreira Salles (foi este o início da aproximação de Rinaldo com a instituição onde viria a trabalhar depois).

O livro é, com algumas adaptações, a dissertação de mestrado que o autor defendeu no Departamento de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, em 1992 (o doutorado, defendido em 2004, seria sobre a prosa de Décio Pignatari; a propósito, veja na Galeria um vídeo de 2012, da TV Estadão, em que Gama lê um trecho de Panteros, romance do escritor paulista). No estudo, ele se debruça sobre o heterônimo Alberto Caeiro, um dos mais célebres adotados pelo poeta português Fernando Pessoa. “Percorrendo sua trajetória no fio da navalha dos processos de significação, a poesia de Alberto Caeiro, e mais acentuadamente O Guardador de Rebanhos, lança um impasse definitivo: afinal, é possível a conciliação entre o homem e o real?”, escreve Rinaldo Gama na introdução da obra.

 

Atualizado em novembro/2013 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

Informações gentilmente cedidas pelo jornalista.

http://www.tvcultura.com.br/metropolis

 

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