Orlando Moreira

Orlando Moreira da Silva nasceu no Rio de Janeiro (RJ), faz aniversário em 5 de fevereiro de 1944. Estudou cinema em 1965, na escola do jornalista Pedro Torres, foi premiado entre os três melhores alunos com empregos em pequenas produtoras de audiovisual. Orlando foi escolhido para correspondente da rede de televisão norte-americana NBC. Começou aí sua trajetória premiada como jornalista cinematográfico.  Em 1969, já na TV Globo foi escolhido para fazer um curso intensivo na sede da fabricante de filmes Kodak, em Dallas (Estados Unidos), onde aprendeu a trabalhar com a película em cor, no tempo em que ainda não havia TV colorida no Brasil. Também aprendeu técnicas de edição, composição e produção.

Em 50 anos de carreira entrevistou grandes nomes internacionais, como Frank Sinatra e Alfred Hitchcock, e acompanhou de perto a evolução tecnológica do jornalismo e da própria emissora.

Logo depois, do primeiro emprego para a televisão norte-americana NBC pediu emprego na TV Globo. Mostrou seu portfólio e foi contratado, em março de 1965, como assistente de cinegrafista. Como assistente, trabalhava, na maioria das vezes, durante transmissões de partidas de futebol no estádio do Maracanã. Em 1967 foi promovido a repórter cinematográfico da emissora.

No início dos anos 1970, chegou a trabalhar como câmera-man em telenovelas da Globo. Fazia as filmagens externas. Naquele ano fez as imagens da abertura de Irmãos Coragem, de Janete Clair. 

Na trajetória cobriu a Copa do Mundo no México, 1970, quando a seleção brasileira foi tricampeã mundial de futebol. Essa foi a primeira de muitas coberturas de Copas do Mundo e Olimpíadas que faria pela Globo. Cobriu, ainda, as conquistas do tetra&aamp;nbsp;e do pentacampeonato, em 1994 e em 2002, além de inúmeras medalhas olímpicas, desde os jogos de Los Angeles, em 1984.

Em 1974, Orlando tornou-se o primeiro repórter cinematográfico do escritório da Globo em Londres. Durante dois anos, junto à repórter Sandra Passarinho, fez matérias em países da Europa, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, e a morte do ditador Francisco Franco, na Espanha.

Em 1976, foi trabalhar no escritório da emissora em Nova York, Estados Unidos. Participou da primeira expedição brasileira à Antártida (1982-1983) com o repórter, Hermano Henning. Viajaram durante dois meses a bordo do navio Barão de Teffé.

Foi o primeiro cinegrafista brasileiro a registrar imagens dos escombros do 11 de Setembro de 2001, em Nova York, no domingo seguinte aos atentados. Ele relembra, em depoimento ao Projeto Memória Globo, a dificuldade de passar pelas barreiras até chegar ao local. “Não pode, não pode, até que chega um guarda bonzinho que me deixou. Eu fui encaminhado para aquele lugar. Deixou passar por essa barreira que era a mais difícil. Havia outras barreiras, mas aí era mais fácil. Quando você via, estava em frente aos escombros”, recorda.

Em 2004, Orlando conquistou o prêmio Brazilian Online Award, como homenagem especial pelos 28 anos de carreira. Em setembro de 2009, ele foi entrevistado ao vivo no Jornal Nacional por William Bonner e Fátima Bernardes, na edição especial que comemorou os 40 anos do jornal.

Em entrevista ao Memória Globo, ele lembrou suas principais coberturas entre elas, as imagens produzidas para a reportagem de Gloria Maria, em 2010, no Globo Repórter sobre o Grand Canyon americano.

Em 2014 Orlando Moreira fez uma palestra na PUC/Rio sobre as lições para aproveitar a revolução digital. Na conversa com os estudantes não faltaram as histórias marcantes de sua carreira e a recomendação na captação de imagens para Cinema ou Jornalismo: “o repórter cinematográfico deve, entre outros atributos, “saber o que a cena pede”:

Nas comemorações dos 50 anos da TV Globo em 2015 o minidocumentário exibido entre os dias 20 e 25 dentro do ‘Jornal Nacional’, mostrou as grandes coberturas jornalismo, muitas delas, em imagens de Orlando Moreira.

 

Atualizado em Janeiro/2016 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Texto/Economia/Orlando-Moreira%3A-licoes-para-aproveitar-a-revolucao-digital-25120.html#.VqfHWnMrLIU

http://g1.globo.com/11-de-setembro/noticia/2011/09/orlando-moreira-foi-o-1-cinegrafista-brasileiro-entrar-no-marco-zero.html

Depoimento concedido por Orlando Moreira ao Memória Globo em 19/12/2001 e 11/08/2003

 

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