Jotabê Medeiros

Jotabê Medeiros nasceu na Paraíba onde viveu três anos. Mudou-se com a família para Cianorte, município brasileiro localizado na região noroeste do estado do Paraná. Morou em Curitiba. Por volta de 1980 trabalhava no departamento pessoal de uma construtora, onde era responsável pelo pagamento da ‘peãozada’. Foi para Londrina (Paraná), prestou vestibular para Jornalismo e se formou na Universidade de Londrina, (UEL), em 1986.
 
Começou a trajetória na imprensa pela Folha de Londrina, no mesmo ano, já na área de cultura. Contratado pelo jornalista Nilson Monteiro, sobre o momento ele conta: “meu amigo fez um teste melhor que eu, mas ficaram com dó de me mandar embora. Eu estava morrendo de fome. Por sorte, pintou uma matéria lá: “Dez anos da morte do [diretor de cinema] Pier Paolo Pasolini.” Fiz a matéria, foi capa de domingo. Aí o Nilson disse: “Vamos contratar.” E contrataram os dois.
 
Um ano depois, o Caderno 2, do Estadão, estava sendo lançado. O Luiz Fernando Emediato, editor do suplemento na época, andou pelo país à procura de talentos — veja como um dia o jornalismo já foi interessante… Ele saiu comprando jornais. Estado de Minas, Folha de Londrina, Zero Hora. Trouxe Mauricio Stycer, que na época trabalhava no Jornal do Brasil. O Ricardo Soares, que estava em Minas. E ele esteve em Londrina, comprou a Folha e a capa era minha, a matéria do Pasolini. Foi uma ligação que recebi. “Você quer vir trabalhar com a gente?” Em Londrina, ganhava o piso. Quando ele falou o salário, meu olho arregalou. Era umas oito vezes mais… Isso foi numa quarta-feira. Na segunda, peguei o busão para São Paulo. E estou aqui até hoje”. A entrevista foi concedida Marcelo Januário, na época mestrando na ECA/USP e professor de Jornalismo da UNIP/SP. Entrevista realizada em São Paulo, revista PJ:BR, 14.12.2004.
 
Desde 1996 como repórter de cultura do Caderno 2 de O Estado de S.Paulo, para frente, a trajetória de Jotabê incluiu passagens como subeditor da revista Veja São Paulo, de editor-assistente e repórter da Folha de S.Paulo e editor-executivo da rede de televisão CNT/Gazeta. Foi também crítico na revista SomTrês.
 
Escreveu inúmeros artigos em seus 25 anos de profissão que transformou em livros. Um deles O Bisbilhoteiro das Galáxias – No lado B da cultura Pop, relembra seus encontros com 50 grandes nomes da música, de Bob Dylan a Roberto Carlos, de MGMT a The National. São 46 histórias sobre os encontros e bastidores com vários nomes da música entre ele Stevie Wonder e foto de astros foram flagrados fora da cena e dos palcos.
 
A coletânea foi lançada em fevereiro de 2014, publicada pela editora Lazuli. Para o lançamento foi ainda preparada uma exposição das fotos que fazem parte do livro, na Imã Foto Galeria, na Vila Madalena.
 
Em agosto 2014 Jotabê lançou o e-book Comunicação Digital: um panorama da produção acadêmica do DIGICORP, que apresenta um panorama da produção, no campo da comunicação digital, de nove artigos dos alunos do curso de especialização Digicorp – Curso de Gestão Integrada da Comunicação Digital nas Empresas, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Eca/USP. Na obra discute a leitura em dispositivos móveis, na qual ele buscou trabalhar uma linguagem visual moderna, clean e baseada em cores neutras.
 
Foi finalista do Prêmio Comunique-se de Jornalismo de 2004, na 11ª edição, que destacou sete jornalistas indicados em três categorias. Entre os comunicadores que trabalham em Globo ou Estado, mas conciliam as atividades com outros veículos, estava Jotabê Medeiros, que alimenta o blog El Pájaro que Come Piedra.
 
Jotabê Medeiros segue em setembro de 2014 como repórter de cultura do jornal O Estado de S.Paulo e blogueiro do El Pájaro que Come Piedra.
 
Sobre o percurso escrevendo sobre Cultura, com foco especial na Música, divide alguns de seus momentos anteriores e atuais: “Eu já fiz vigília na porta de hotéis. A primeira vez dos Stones no Brasil, por exemplo: aquela coisa de jornal, tinha que ficar na cola dos caras. Era um verdadeiro paparazzi. Andei alopradamente no trânsito do Rio de Janeiro atrás do Mick Jagger. E às vezes não dá em nada. Só me canso. Mas, sabe, acho que é necessário. Porque essas figuras têm uma dimensão pública muito grande”.
 
 
Atualizado em setembro/2014 – Portal dos Jornalistas
 
Fontes:

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