José Maria Mayrink

José Maria Mayrink nasceu em Jequeri (MG), na zona da Mata, no dia 26 de julho de 1938. É formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (SP), desde 1971, mas, antes mesmo de se graduar, já atuava como repórter do segmento de impressos. Aos 13 anos entrou no Seminário de Mariana (MG) de onde se transferiu para Petrópolis (RJ) para estudar Filosofia e Teologia no Instituto Teológico Franciscano. Nessa época, escreveu o livro Pastor e Vítima (São Vicente, 1960), sob o pseudônimo de Augusto Gomes, nome de família de sua mãe.
 
Em 1961 deixou o seminário e foi lecionar latim e português em Ponte Nova (MG), onde por cerca de um ano colaborou como repórter no semanário Jornal do Povo. No ano seguinte se mudou para Belo Horizonte (MG) e iniciou o curso de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg) que não concluiu. Na época, acumulou os estudos com a atividade de repórter no Correio de Minas (MG) e, em seguida, passou a escrever sobre temas gerais também para as revistas Três Tempos (MG) e Alterosa (MG).
 
Na sequência teve uma breve passagem pelo Diário de Minas (MG) e fez nova mudança, dessa vez, para a capital do Rio de Janeiro (RJ) onde viveu por cinco anos e trabalhou nos jornais Correio da Manhã, O Globo e Jornal do Brasil, além da Rio Gráfica e Editora. No período, fez as primeiras viagens ao exterior e escreveu reportagens sobre a vida e a política dos países do Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala, Haiti, República Dominicana e Estados Unidos.
 
Em 1968, a convite da revista Veja, foi para São Paulo (SP) e por cerca de um ano cobriu assuntos de Internacional e Religião, entre outros temas, para o veículo. Depois, passou a atuar como repórter especial e redator do Jornal da Tarde (SP). Permaneceu por quase nove anos na função, realizando matérias também para O Estado de S.Paulo. Durante o período, teve a oportunidade de cobrir o golpe militar do Chile, em 1973 e, três anos depois, acompanhou a viagem do presidente Ernesto Geisel (1907-1996) à França, Inglaterra e Japão. Pelo JT, ganhou os prêmios Imprensa do Governo do Estado, Rondon de Reportagem e Esso de Jornalismo, este em 1971, pela cobertura de problemas urbanos da cidade de São Paulo, realizada em parceria com jornalista Ricardo Gontijo.
 
Em 1977, decidiu retornar a Minas Gerais. Foi trabalhar na sucursal do JB, em Belo Horizonte, mas em menos de dois meses já estava de volta como editor internacional de O Estado de S.Paulo, cargo que ocupou durante mais de cinco anos. No período, viajou à Argentina, onde cobriu o conflito do Canal de Beagle; foi para a Colômbia acompanhar o sequestro de embaixadores; esteve em Cuba, de onde escreveu sobre a saída em massa de refugiados, e, por três vezes, viajou a países da América Central, sempre cobrindo golpes e guerrilhas. Foi o último repórter a entrevistar o célebre dom Oscar Romero (1917-1980), assassinado três dias depois em São Salvador e canonizado pela Igreja Católica em 2011. Em 1983, acompanhou a visita do papa João Paulo II (1920-2005) à Nicarágua, El Salvador, Guatemala e Haiti.
 
Entre 1989 e 1991, trabalhou como editor de Religião, entre outros temas, na revista Família Cristã, das Paulinas Editora, na capital paulista. Em seguida, ingressou na sucursal paulista do JB. Como repórter especial, viajou duas vezes à Cuba, em 1994 e em 1998, onde fez a cobertura da visita do papa à ilha de Fidel Castro. Na virada do século 21, retornou ao Grupo Estado, na função de repórter especial de O Estado e, posteriormente, acumulou o cargo de editor executivo de Internacional do veículo.
 
Na última década, cobriu pelo jornal assuntos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb) e do Vaticano, viajou três vezes ao Haiti e de novo à Cuba, de onde escreveu sobre a reunião dos bispos latino-americanos. Em 2002, acompanhou a viagem de João Paulo II à Cracóvia, na Polônia, e foi o correspondente da canonização de santa Paulina, em Roma. Em 2005, acompanhou o conclave que elegeu Bento XVI. Em maio de 2011, foi à Roma, de onde realizou a cobertura da beatificação de João Paulo II. Anteriormente, cobriu a Conferência da ONU contra o Racismo, na África do Sul.
 
Lançou o livro 1968 – Mordaça no Estadão (Estado, 2008), pela Editora do Grupo Estado, sobre a censura sofrida pelo jornal durante a ditadura militar e a sua luta pela liberdade de imprensa e a democracia. Além dos já citados, publicou os livros Solidão (EMW, 1983), Filhos do Divórcio (Paulinas, 1984), Anjos de Barro (EMW, 1986), 3 x 30 – Os Bastidores da Imprensa Brasileira (Best Seller, 1992), com Carmo Chagas e Luiz Adolfo Pinheiro, e Vida de Repórter (Geração Editorial, 2002).
 
Desconfia ser o mais velho repórter do Estadão de hoje, defende a formação acadêmica do jornalista, é, indubitavelmente, um dos maiores especialistas em questões religiosas do País e está entre os mais renomados profissionais da imprensa brasileira.
 
Repórter que estudou teologia, latim e filosofia cobriu a eleição de dois papas e beatificação de outros dois, é conhecido pelos colegas como uma enciclopédia em assuntos do Vaticano. Lançou pela Geração Editorial, dia 27 de maio de 2014 o livro Solidão. Na obra o jornalista resgata a história de personagens da capital paulista que fizeram parte da série de reportagens publicadas pelo jornal O Estado S.Paulo em 1982 e que marcaram a sua carreira. Pessoas da cidade que tinha em comum a solidão.

José Maria Mayrink é escritor e um dos jornalistas mais experientes e renomados da imprensa brasileira, em todos os assuntos que aborda. Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, como o Esso de Jornalismo e o Rondon de Reportagem. Segue trabalhando em 2014 no jornal O Estado de S.Paulo.

 
 
Atualizado em Agosto/2014 – Portal dos Jornalistas
Fontes:
 

 

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