James Alberti

James Alberti nasceu no dia 15 de outubro de 1971 em Jardinópolis (SC). Graduou-se em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), de Itajaí (SC), em 1996. É pós-graduado em Comunicação Audiovisual pela Pontifícia Universidade Católica de Curitiba (PucPR), em 2006, e em Produção e Direção de Documentário, pelo Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba/PR), em 2007. Iniciou o curso de Direito na Universidade Federal do Paraná, em 2013.
 
Começou a carreira como repórter do semanário O Município (SC), em Brusque. Passou pelas redações de A Notícia (SC), de Joinville, e pela Folha de Londrina (PR), antes de começar na RPC TV (PR), afiliada da Rede Globo, no ano 2000, como produtor.
 
Destacou-se pela cobertura de reportagens investigativas, levando ao público boa parte dos grandes escândalos de corrupção e crimes da história recente do Paraná, dando-lhes repercussão internacional. A mais destacada delas é a da série Diário Secretos, divulgada pela RPC e pela Gazeta do Povo (PR), da qual também participaram os repórteres Katia Brembatti, Gabriel Tabatcheik e Karlos Kohlbach, com o apoio de uma equipe de mais de 40 profissionais dos dois veículos de comunicação. Na série foi denunciado o esquema de desvio de dinheiro público na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná por meio da contratação de funcionários fantasmas, em 2010, em trabalho de investigação que durou cerca de dois anos e acabou resultando na descoberta de 724 servidores nomeados que jamais desempenharam as atribuições que lhes cabiam, gerando uma economia de mais de US$ 400 milhões por ano aos cofres públicos.
 
A série foi considerada uma das dez mais impactantes da história do Jornalismo Investigativo pela associação internacional Global Investigative Journalism Network, que a comparou à cobertura do caso Watergate pelo Washington Post (EUA) na década de 1970, e levou o Global Shining Light Award. Conquistou uma série de premiações: o Prêmio Esso de Jornalismo 2010, na categoria Prêmio Principal; o Prêmio Latinoamericano de Periodismo de Investigación 2011, do Instituto Prensa y Sociedad (Ipys) e da organização não-governamental Transparência Internacional; o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo/Imprensa Embratel 2010; o Prêmio Globo de Jornalismo e Esporte, e o Prêmio Sangue Bom 2010, do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR), nas categorias Jornal e TV.
 
Além disso, James Alberti produziu as primeiras reportagens transmitidas em rede nacional – pelo Jornal Nacional, da Rede Globo -, sobre a operação Lava Jato, em 2014. Em março de 2015, apronfundando as investigações da operação Publicano, da Polícia Federal, contra um esquema de desvio de dinheiro público, fraude na manutenção de veículos oficias do governo paranense e corrupção de menores, em Londrina, recebeu ameaças de morte. Foi retirado da cidade pela direção da RPC e viveu clandestianmente em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro (RJ), em Florianópolis (SC) e em cidades canadenses até o início de 2016. Foi afastado de matérias que envolvessem investigações sobre autoridades estaduais e, finalmente, da própria RPC, em outubro de 2016, junto com outros 15 profissionais, “por uma redução de custos”.
 
Foi conselheiro fiscal, na gestão 2012/2013, e diretor, na de 2014/2015, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
 
Participou, com depoimento, do livro Reportagem, Pesquisa e Investigação (Insular, 2012), organizado por Samuel Lima e Rogério Christofoletti.
 
 
Atualizado em novembro de 2016
 
Fontes:

 

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