Daniel Castro

Daniel Castro nasceu em 22 de março de 1967, em Umuarama (PR). No entanto, só foi registrado três dias depois, data que consta em sua documentação. Criado em São Paulo (SP), ingressou, em 1988, no curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).
 
No mesmo ano, começou a trabalhar em jornais de bairro da Capital e de municípios da Grande São Paulo. Na Folha Regional, semanário de Itapecerica da Serra (SP), por exemplo, atuou foi repórter, redator, editor, diagramador e fotógrafo, além de entregador e contato comercial. Em 1989, estava na Gazeta do Taboão, de Taboão da Serra (SP), como diagramador e editor de Cultura. Em 1990, foi para o jornal Metrópole News (SP), tabloide semanal, como editor e sócio.
 
Em maio de 1991, foi contratado como diagramador pela Folha de S.Paulo. Um mês depois, houve seleção para o 9º Programa de Treinamento da Folha, no qual também se inscreveu. Aprovado para ser trainee, acumulou as duas funções no jornal: das 9 às 18 horas estava na turma de focas e das 18 à 1 hora, era diagramador. A carga de trabalho acabou por fazê-lo trancar o curso de Jornalismo na PUC/SP – a conclusão da graduação em Jornalismo só aconteceu em 2010, pela Universidade Nove de Julho (Uninove/SP).
 
Ainda em 1991, no mês de setembro, foi transferido para a editoria de Suplementos, que, sob o comando de Suzana Singer, implantava o projeto Folhão. Atuou nos cadernos de Imóveis, Empregos e Tudo. Foi o primeiro profissional do jornal a detectar que determinadas empresas usavam diferentes nomenclaturas, dezenas delas, para uma mesma vaga, geralmente na área de vendas. Isso ajudou o jornal a enfrentar denúncias de concorrente de que o roteiro de empregos da Folha era uma fraude.
 
Em junho de 1992, transferiu-se para a editoria de Cidades, sob o comando de Laura Capriglione. Meses depois, publicou sua primeira reportagem com boa repercussão, mostrando que coveiros de cemitérios de São Paulo vendiam cadáveres para rituais de magia negra e para estudantes de medicina e odontologia. No mesmo ano, foi o primeiro repórter a entrevistar sobreviventes do massacre do Carandiru, episódio de alcance nacional, em que detentos da Casa de Detenção de São Paulo foram mortos pela Polícia Militar.
 
Foi transferido para o Notícias Populares (SP), também do Grupo Folha, para atuar como editor de Geral, em novembro de 1994. No ano seguinte, virou repórter especial do jornal. Em agosto de 1996, retornou à Folha de S. Paulo, a convite de Francisco Martins da Costa, como repórter do suplemento semanal de televisão TV Folha.
 
Em outubro de 1998, publicou a reportagem A Farsa do Ratinho, mostrando que o então programa popular de maior sucesso na televisão pagava para pessoas desempregadas atuarem e brigarem diante das câmeras. A reportagem teve grande repercussão e levou o então secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, a levantar a discussão sobre os limites da TV. Foi o início de um processo que culminou no atual sistema de classificação indicativa. A reportagem rendeu a Daniel o Prêmio Folha de Jornalismo, na categoria Reportagem.
 
Passou para a Ilustrada em janeiro de 1999, onde atuou na cobertura de televisão, cinema nacional e política cultural. Em 3 de julho de 2000, assumiu a coluna Outro Canal, onde permaneceu até 15 de setembro de 2009, quando foi contratado pela Rede Record para produzir o blog que leva seu nome no portal R7, falando sobre televisão, além de participações nos telejornais da casa.
 
 
Atualizado em setembro de 2011
Fonte:
Depoimento pessoal de Daniel Castro, em 9/9/2011
 

 

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