Cora Rónai

Cora Tausz Rónai nasceu em 31 de julho de 1953, no Rio de Janeiro (RJ). É filha do crítico, tradutor, revisor e professor Paulo Rónai (1907–1992) e da arquiteta e professora Nora Tausz Rónai. Sua filha, Beatriz Rónai, também é jornalista. Manteve uma longa relação com o jornalista e humorista multimídias Millôr Fernandes (1923-2012).
 
Começou a carreira jornalística em Brasília (DF), onde trabalhou no Jornal de Brasília (DF), no Correio Braziliense (DF) e nas sucursais da Folha de S.Paulo (SP) e do Jornal do Brasil (RJ). Paralelamente, iniciou-se também na Literatura. Com o pai, adaptou para livro infantil as histórias de O Barbeiro de Sevilha e As Bodas de Fígaro (Ediouro, 1972). Traduziu também o romance Desenterrando o Passado (Nova Fronteira, 1974), de Agatha Christie.
 
Voltou para o Rio de Janeiro (RJ) em 1980, trabalhando para o JB. Publicou o livro Ideias: Um livro de entrevistas (UNB, 1981). Em 1982, deixou o jornal, decidida a se dedicar à Literatura e ao Teatro infantis. Traduziu o romance Seguindo a Correnteza (Nova Fronteira, 1982), de Agatha Christie, além de Abaixo o Lado de Baixo (Record, 1984), do Dr. Seuss. Publicou Sapomorfose: O príncipe que coaxava, com ilustrações de Millôr Fernandes (Salamandra, 1983), que recebeu o Prêmio Revelação do Ano da APCA 1983, promovido pela Associação Paulista de Críticos de Arte; Viva Jacaré!, ilustrado por Rui de Oliveira (Nova Fronteira, 1983); Cabeça Feita Pé Quebrado (Riográfica, 1985); Há Milhões de Anos Atrás (Riográfica, 1986), e O Terceiro Tigre (Nova Fronteira, 1986). Ganhou o Prêmio Mambembe Infantil 1986, pela peça Um, Dois, Três e Já. Vitoriosa na carreira, não cogitava retornar às redações. Mas uma crítica publicada no JB que a aborreceu, em 1986, sobre o musical infantil Smurfs, realizado com Antônio Grassi e Tim Rescala, a trouxe de volta ao Jornalismo. Pediu direito de resposta ao editor Zuenir Ventura e apresentou o contraponto. Gostou tanto do que escreveu que aceitou o convite de Zuenir para voltar ao jornal, como crítica de televisão.
 
Lançou, no JB, em 1987, a primeira coluna sobre computação da grande imprensa brasileira, chamada Circuito Integrado. Usuária de computador pessoal desde 1986, sentia que o assunto interessava aos leitores. Embora a coluna não possuísse lugar nem data fixos para sair, começou a receber muitas cartas e, ao conversar com as pessoas, sentiu que era hora de se publicar um caderno sobre o tema. No Jornal do Brasil, acharam que não havia mercado no Rio para tanto. Evandro Carlos de Andrade (1931-2001), então editor de O Globo (RJ) pensou diferente e a chamou para trabalhar no jornal.
 
Na área literária, conquistou o Prêmio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (Fnlij) 1988, na categoria Criança, pelo livro Uma Ilha Lá Longe (Record, 1987), com o ilustrador Rui de Oliveira, e lançou A Princesa e a Abóbora (Globo, 1988). Participou, como editora, em março de 1991 do lançamento do caderno Info Etc. de O Globo, que passou a circular todas as segundas-feiras. Traduziu Um Caminho na Noite, de Lois Lowry (Xenon, 1990) e publicou o seu Uma História de Vídeo Game, novamente ilustrado por Rui de Oliveira (Record, 1998).
 
Criou o primeiro blog de uma jornalista brasileira, o internETC, ativo desde 2001, inicialmente no portal Blogger e, depois de agosto de 2011, no WordPress. Lançou Bichos de Versos Volume 1, com Ferreira Gullar (1930–2016) e Ronald Claver (Quinteto Editorial, 2003). Tornou-se pioneira em utilizar a fotografia digital como ferramenta de comunicação: nos primórdios do portal Fotolog, a página que ilustrava com fotos do Rio de Janeiro e de suas viagens pelo Brasil e o Exterior chegou a ser a mais visitada do mundo. Publicou o livro Fala Foto (Senac-Rio, 2006), uma seleção de imagens realizadas ao longo de cinco anos com mais de uma dezena de diferentes aparelhos telefônicos celulares. Primeiro livro do gênero no mundo, foi finalista do Prêmio Jabuti e teve parte das fotos exibidas  numa individual na galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea (RJ).
 
Venceu o Prêmio Comunique-se de Melhor Jornalista de Tecnologia em 2004, 2006 e 2008. Fez parte da equipe de O Globo que cobriu a Copa do Mundo de Futebol da Alemanha 2006. Lançou os livros Caiu na Rede: Os textos falsos da Internet que se tornaram clássicos, como organizadora (Agir, 2006), e Walter Firmo, dentro da Coleção Álbum de Retratos n° 2 (Memória Visual, 2007). Em 2008, com o fim do Info Etc. e o lançamento do suplemento Digital, deixou o cargo de editora, mas continuou como colunista de Tecnologia e cronista do Segundo Caderno do jornal. Arranjou tempo para participar de duas coletâneas: Brasil, Mostra a Sua Máscara (Língua Geral, 2006), organizada por Fred Goes, e Clarice na Cabeceira (Rocco, 2009), organizada por Tereza Montero. Lançou ainda a tradução de O Colosso de Marússia (L&PM, 2012), de Henry Miller.
 
Foi incluída em maio de 2014 entre as dez principais inovadoras brasileiras pela ZDNet, uma das mais importantes publicações de tecnologia do mundo. Em maio de 2015, passou a fazer parte de um grupo de repórteres especiais de O Globo, apelidado pelos colegas de Vingadores. Em setembro, porém, passou a ser apenas colaboradora do jornal, atuando como colunista.
 
É defensora incondicional do Rio de Janeiro, dos animais e do meio-ambiente e fã de filmes indianos.
 
 
Atualizado em janeiro de 2017
 
Fontes:
Arquivo Jornalistas&Cia.

 

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