Bárbara Soalheiro

Bárbara Soalheiro nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1980. É jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Cursou disciplinas da Faculdade de Jornalismo da Universidade Complutense, em Madri (Espanha), entre 2001 e 2002, como Relações Internacionais do Oriente Médio e Relações Internacionais da Europa do Leste.
 
Começou a carreira trabalhando na produção dos telejornais MGTV 1ª e 2ª Edição, em 2002, na Rede Globo. Planejava, porém, desenvolver sua carreira profissional em São Paulo (SP) e optou por inscrever-se no Curso de Novos Talentos da Editora Abril. Admitida no curso e, em seguida, na editora, desenvolveu trabalhos como roteirista do programa No Capricho, exibido pela MTV, em 2003. Atuou, ainda, na revista Superinteressante e foi diretora de Redação da Capricho, onde comandou uma importante reforma editorial na publicação.
 
Foi aceita, em 2008, para integrar a equipe de redação da Fabrica, o centro de comunicação e pesquisas da Benetton, situado em Treviso, na Itália. Lá foi editora-chefe da Colors, a revista sobre o resto do mundo produzida pela empresa.
 
Trabalhar “num lugar caótico, intenso e dramático, com total desrespeito pela hierarquia”, mas que lhe deu “uma oportunidade única para criar, aprender e ensinar fazendo” acabaram lhe servindo de inspiração para criar e assumir a curadoria da Mesa e Cadeira, em outubro de 2011, uma empresa que não possui sede fixa, voltada ao ensino e aprendizagem pautada na experiência. Através de workshops, reúne-se um pequeno grupo de pessoas talentosas, põe-se alguém considerado brilhante para comandá-lo e propõe-se um projeto para eles. Os resultados têm sido altamente positivos.
 
Paralelamente, continua atuando como jornalista, escrevendo colaborações, por exemplo, para as revista Gloss, da Editora Abril, e Personnalité, customizada do Banco Itaú. Desenvolve, também, um projeto para a revista americana Good.
 
Fez parte da organização do TEDxAmazônia 2011, realizado no Jungle Palace, um hotel flutuante, localizado à margem esquerda do Rio Negro, próximo de Manaus (AM), e do TEDxDaLuz 2011, baseado na Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (Umapaz), no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Os eventos reuniram palestrantes de áreas diversas, como Tecnologia, Ciência e Artes.
 
Escreveu os livros Medicina Alternativa (Abril, 2004) e Como Faziamos Sem… (Panda Books, 2006), com ilustrações de Roberto Negreiros. Com esta obra – nascida de uma matéria para a revista Aventuras na História, publicada em 2004 –, foi um dos três vencedores na categoria Didático e Paradidático de Ensino Fundamental ou Médio do Prêmio Jabuti 2007. Prepara novo livro, desta vez ficcional, baseado no que conheceu durante o período em que viveu sob solo italiano.
 
Graças a uma intervenção sua e de Aline Fonseca, a Organização das Nações Unidas (ONU) mudou a programação do Prêmio Heróis da Floresta, em 2012, e concedeu troféu especial ao casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados no final de maio de 2011 em uma emboscada no município de Nova Ipixuna (PA). Embora sabendo que o prêmio seria destinado apenas a concorrentes vivos, Aline e Bárbara inscreveram o casal junto com o nome do jornalista Felipe Milanez, autor do documentário Toxic Amazon, sobre a luta de José Cláudio e Maria na defesa de soluções sustentáveis para a região. Após assistir ao filme, os participantes do júri decidiram homenagear o casal e mudaram o sistema de premiação. Na mesma cerimônia, que marcou o encerramento do Ano Internacional das Florestas, o jornalista Paulo Adario, diretor do Greenpeace Brasil, foi um dos vencedores.
 
 
Atualizado em fevereiro/2013 – Portal dos Jornalistas
Fontes:
 

 

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