Especial J&Cia 22 anos – Que tal encapsular o futuro?

Vinte e dois anos atrás, chegava ao mercado a primeira edição do então FaxMOAGEM. Foi um sucesso tão grande, junto às redações e assessorias de comunicação que abortamos a terceira edição zero e fomos direto à edição 1. Em que pese esse êxito inicial, não tínhamos a menor ideia nem planos de onde poderíamos chegar. O Fax era um desdobramento da coluna Moagem, do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que eu então editava e que levei a cabo por 23 anos ininterruptos, até março de 2014. E seu lançamento foi quase uma imposição do mercado, sobretudo das assessorias, que usavam o vaivém das redações como fonte para atualizar seus mailings de imprensa. Eram outros tempos.

Este ano, porém, mais do que celebrar o passado, olhar para o retrovisor, queremos perscrutar o futuro, entender o que está acontecendo com nossa atividade, com os veículos, com os profissionais. E para enfrentar esse desafio Jornalistas&Cia convidou um dos maiores pesquisadores e estudiosos da nova mídia, do novo jornalismo, o experiente Sérgio Lüdtke, que em um pouco mais de um mês fez uma bateria de entrevistas com os maiores editores desse País, tanto da mídia tradicional quanto da nova mídia, para tentar entender os caminhos que estão colocados à nossa frente. E se a matéria está riquíssima de informações, de análises (e, por isso, um trabalho histórico, que deve ser lido por dez entre dez jornalistas), só pelas declarações de Leonardo Stamillo, diretor editorial do Twitter para a América Latina e responsável pelo relacionamento com veículos de comunicação, já vale como conceito revolucionário de nossa atividade.

Disse ele a Lüdtke: “É necessário uma mudança de mentalidade para que os meios possam aproveitar melhor as ferramentas disponíveis nas plataformas. Os veículos querem que a audiência venha até os seus canais, não ir até onde o público está. É enorme o nível de energia que se gasta para trazer uma pessoa a um ponto específico de uma página. É preciso arrancá-la do ambiente em que está e levá-la para aquele ponto, onde irá gerar uma receita. O que hoje faz sentido, na verdade, é encapsular esse conteúdo de maneira criativa e interessante, de tal forma que essa cápsula de conteúdo viaje na rede, vá ao encontro das pessoas e gere receita nesse caminho”. Se a revolução já chegou ao jornalismo, vê-se que a disrupção está também muito próxima.

Esse é o nosso presente de aniversário aos leitores de Jornalistas&Cia, ao mercado. Confira a reportagem especial na íntegra.

Boa leitura!

Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora.

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