CDN apresenta novo posicionamento no mercado

A CDN apresentou nesta segunda-feira (22/8) seu novo posicionamento a clientes e ao mercado: “uma agência experiente, criativa e digital, que acredita no relacionamento em todos os meios, formatos e plataformas para levar aos clientes soluções de comunicação independente de especialidades”.

Segundo João Rodarte, presidente da agência, o posicionamento, refletido na nova identidade da marca e no slogan Relacionamento. E ponto., reforça as grandes mudanças pelas quais a CDN passou no último ano, em um processo de transformação que consolida a evolução cultural e o direcionamento dos negócios e acelera mudanças que já vinham acontecendo nos últimos anos: “O resultado é uma agência que alia a senioridade, a visão estratégica e o bom relacionamento reconhecidos pelo mercado com uma abordagem OnLife, mais ágil e criativa, com resultados de RP multiplataforma. O objetivo era ser mais moderno e criativo mantendo nossa crença na força do relacionamento, para apoiar a comunicação dos clientes em todas as plataformas e com todos os públicos estratégicos”.

O projeto teve três focos principais: dar um passo definitivo para tornar a agência completamente digital, impulsionar o perfil de relações públicas e descentralizar os atendimentos reforçando a atuação regional. Silvia Ruiz, ex-Vírgula, chegou à agência para ser Head of Digital e ampliou o time de profissionais com dedicação exclusiva à comunicação online.

Na área de relações públicas, a CDN promoveu a ida do vice-presidente Andrew Greenlees, então responsável pela área de Relações com a Mídia para órgãos públicos, para o time de Relações Institucionais e Governamentais, com o objetivo de atender à crescente demanda do mercado por serviços de public affairs e de uma relação de maior transparência com órgãos públicos e autoridades – exigência cada vez maior das áreas de compliance nas empresas.

No regional, o desafio era tornar a agência mais assertiva no atendimento a clientes locais. Para isso, foi firmada parceria com uma agência de Porto Alegre, criando a CDN Sul, e contratado o jornalista Leonardo Souza para a gestão das contas do escritório da CDN no Rio de Janeiro e descentralizar a tomada de decisões do escritório de São Paulo.

Também foi desenvolvida uma proposta de nova marca, totalmente azul, com fonte maax bolder. Segundo a vice-presidente Yara Peres, “buscamos o azul pois é uma cor que remete ao início da CDN, é moderna sem deixar de ser elegante, mas com tipologia que foge das letras usadas pela imprensa tradicional, antes usada na nossa marca”.

A identidade foi reproduzida no novo site, documentos, apresentações e papelaria.

Confira a seguir a entrevista que João Rodarte deu ao Portal dos Jornalistas sobre o novo posicionamento:

Portal dos Jornalistas – Você pode resumir as mudanças pelas quais a agência passou no último ano? A mudança de função do Andrew, a criação da CDN-Sul e a contratação do Leonardo Souza nós já havíamos divulgado.

João Rodarte

João Rodarte – Encomendamos uma pesquisa ao instituto Ideia Inteligência, nosso parceiro, que reforçou algumas decisões que já havíamos tomado há alguns anos, como investir mais no digital e ampliar a expertise de relações públicas. Aceleramos os processos em curso nessas áreas. Ano passado, reunimos 20 executivos da agência para traçar um plano de transformação que definiu três alvos: impulsionar a expertise digital dentro da empresa e no mercado, sofisticar a abordagem de relações públicas e ganhar corpo na nossa atuação regional. Investimos no digital e trouxemos Silvia Ruiz, Head of Digital, para liderar a equipe. Em 12 meses, desenvolvemos projetos para 38 clientes, sempre de forma integrada com RP. Reforçamos a área de Relações Institucionais com a presença do vice-presidente Andrew Greenlees trabalhando junto com o também vice-presidente Luiz Antonio Flecha de Lima, porque entendemos que a área exige muita senioridade. Ampliamos a presença no Rio com a chegada do Leonardo Souza e conseguimos um aumento de 50% na carteira de clientes desse escritório. Em Porto Alegre, fizemos uma parceria com a BH, uma agência local, para criar a CDN Sul e ampliamos também em 50% a carteira de clientes.

Portal dos Jornalistas – O que vem a ser “abordagem OnLife”?

Rodarte – Abordagem OnLife significa que não há mais divisão entre on e off-line. Vivemos hoje a era pós-digital. Tudo é integrado, ocorre em todas as plataformas físicas e virtuais, e a comunicação deve acompanhar este conceito. E essa visão integrada e multiplataforma é como trabalhamos dentro da CDN, pois não existe mais diferença entre fazer RP no off-line ou online. É tudo relacionamento, em qualquer meio. Como destacamos hoje na nossa nova tagline: É Relacionamento, e ponto.

Portal dos Jornalistas – O que falta para tornar a agência completamente digital? Pode dar mais detalhes do que fará a Silvia e da equipe digital?

Rodarte – Desde 2011 já tínhamos unificado os atendimentos off-line e online, mas sentíamos falta de expertise mais aprofundada nos projetos desenvolvidos aos clientes. Então, fomos ao mercado buscar a Silvia e investimos bastante na área. Atualmente, 20% da nossa carteira de clientes incluem serviços digitais integrados ao de RP em contratos fixos. Essa equipe trabalha em diversas frentes – atendimento, produção de conteúdo, monitoramento, análises e mensuração –, sempre coordenada pela equipe de atendimento às contas. Uma parte importante está na área de Análise e Pesquisa, liderada por Fernando Pesciotta, responsável pelo índice que criamos para avaliar a qualidade da exposição das marcas nas mídias sociais, o IQEM-S. Com esses investimentos e a mudança do mindset das equipes – processo intenso, conquistado com muitos cursos, conversas, debates internos e rupturas culturais –, seguramente continuamos no caminho certo. Nossa cabeça já é digital, o que será refletido numericamente nos atendimentos durante o tempo. Até o final de 2017, a meta é ter 50% da nossa carteira de clientes – que é grande, são aproximadamente 130 clientes – com atendimentos integrados em digital e RP tradicional.

Portal dos Jornalistas – E para impulsionar o seu perfil de relações públicas?

Rodarte – Em relações públicas, já temos a consciência, em todos atendimentos, de que devemos trabalhar o relacionamento do cliente com todos stakeholders, não só com a imprensa. A ida do Andrew para a área de Relações Institucionais reforça o trabalho com um público importante e com características próprias, que são as autoridades, que requerem profissionais especializados.

Portal dos Jornalistas – Pretendem fazer outras parcerias? Alguma outra mudança já prevista?

Rodarte – Queremos trabalhar cada vez mais próximos de agências do Grupo ABC cuja competência é complementar à nossa. Temos mais proximidade no dia a dia com a Salve e a Rocker, em digital, e com a Tudo, em live marketing.

Portal dos Jornalistas – A CDN foi muito afetada pela crise econômica? Teve perda de clientes/contas?

Rodarte – O ano de 2015 impactou toda a economia e a CDN não saiu imune a isso. No momento de crise, trabalhamos mais para nos reinventarmos mais uma vez. O novo posicionamento é resultado desse esforço.

Portal dos Jornalistas – E na área governamental?

Rodarte – Na área de Relações Institucionais e Governamentais a oportunidade é cada vez maior. É crescente no mercado a demanda por serviços de public affairs e por uma relação de transparência com órgãos públicos e autoridades, exigência cada vez maior das áreas de compliance. Não posso abrir o número de clientes que conquistamos nos últimos 12 meses nessa área, nem as consultas que recebemos, mas posso garantir que o saldo é positivo e somos procurados cada vez mais.

Portal dos Jornalistas – Como analisa o mercado brasileiro de RP hoje e no curto prazo?

Rodarte – Ocorrem dois processos. O primeiro é que o mercado de RP e comunicação está cada vez mais consolidado. Começou como a antiga assessoria de imprensa, tornou-se comunicação integrada, incorporou as relações públicas e hoje está cada vez mais digital. O segundo é a sociedade, que passa por mudanças profundas: cada vez mais plural, diversa, politizada e com voz ativa. Práticas e comportamentos normais no passado, agora não são mais aceitos, e isso é bom, mostra evolução. As marcas agora não falam com as pessoas; mas conversam com elas, há um diálogo constante. Somos quem ajuda as empresas a criarem sua reputação, com transparência, contando suas histórias e mantendo o diálogo com seus públicos. Nesse cenário, o profissional de RP e comunicação e as agências precisam de uma única coisa: não ficar parados. Usando a CDN como exemplo, estamos mudando desde 1987 e vamos mudar muito mais ainda. Criamos a primeira área de análise editorial e os índices de mensuração da exposição na mídia, a primeira área de public affairs em uma agência de RP no Brasil, fomos um dos primeiros a investir no digital, no começo da década passada. E agora evoluímos novamente. Devemos inovar sempre, nos reinventar, arriscar e criar.