Carmélia Alves

Capa Carmélia Alves

Quando morreu, em 3 de novembro de 2012, aos 89 anos de idade, Carmélia Alves deixou uma obra monumental. No acervo do Instituto Memória Brasil há diversos discos que ela gravou no exterior, como os que apresento aí na foto. Fora isso, há também no acervo várias entrevistas inéditas que fiz com ela, ainda nos tempos de fita cassete.

Carioca, filha de um cearense com uma baiana, Carmélia começou a carreira ainda adolescente, apresentando-se em programa de calouros sem que os pais soubessem. Isso no Rio de Janeiro. O primeiro disco dela, de 78 rpm, foi resultado de produção independente, com o apoio financeiro de amigos. Chico Alves e Nelson Gonçalves integraram o coro que a acompanhou nessa primeira gravação.

No começo dos anos de 1950, Luiz Gonzaga, já internacionalmente consagrado, “coroou” Carmélia como Rainha do Baião num programa da Rádio Nacional. Como “rainha”, ela se apresentou em dezenas de países, entre os quais Rússia, Portugal, Estados Unidos, Itália e da África.

JCia está divulgando as preciosidades do acervo do Instituto Memória Brasil, o maior no gênero da cultura popular em mãos de particular no País, porque Assis Ângelo, um dos maiores estudiosos do tema, com vários livros publicados sobre o tema, decidiu pô-lo à venda. Cego desde 2013 por causa de descolamento das retinas, não tem mais condições físicas e financeiras de manter o material, que começou a reunir há mais de 40 anos. São cerca de 150 mil itens, entre discos de todos os formatos, fotos, partituras, folhetos de cordel, livros, fitas cassete e MDs.

Contatos pelos institutomemoriabrasil@gmail.com, www.institutomemoriabrasil.org.br, http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-985-490-333.

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