Américo Martins deixa a Presidência da EBC

Fala-se que os motivos foram “ingerências políticas do PT”. Com ele sai também o diretor-geral Asdrúbal Figueiró Américo Martins, que desde agosto de 2015 presidia a EBC, entregou nessa 3ª.feira (2/2) seu pedido de demissão ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Edinho Silva. Segundo comunicado oficial da empresa, o desligamento teria sido motivado por questões pessoais. Américo havia começado na EBC em fevereiro a convite do próprio Edinho, então presidente da empresa, como diretor-geral, após três anos como superintendente de Jornalismo e Esportes da RedeTV, em São Paulo, e 13 na BBC, entre Brasil e Londres. Em março, levou para lá, como diretor de Conteúdo e Programação, Asdrúbal Figueiró, que havia trabalhado com ele na BBC e na RedeTV, substituiu-o como diretor-geral a partir de setembro e agora também sai. Ainda segundo o comunicado, durante sua gestão, Américo “trabalhou para aumentar a relevância dos veículos da EBC, investindo em mais esporte, fortalecendo os conteúdos jornalísticos e apoiando projetos, como a expansão da Rede de TV Digital”. Ambos permanecem nos cargos até a publicação das exonerações no Diário Oficial da União. Para Vera Magalhães, do Radar Online de Veja, o pano de fundo da saída de Américo teria sido “a tentativa de intervenção política na EBC. (…) O PT teria pedido para indicar gerentes na empresa. Além disso, começou a haver intervenções também na grade de programação. A gota d’água ocorreu no fim de semana, quando um assessor do ministro Edinho ligou para a TV Brasil e determinou que a emissora transmitisse a partida entre Internacional de Limeira e São José, pela terceira divisão do Campeonato Paulista de futebol. Martins já havia se manifestado contra a transmissão de partidas de times do interior de São Paulo em rede nacional, mas, ainda assim, veio o pedido. (…) O ministro disse ao Radar que o PT nunca fez nenhum pedido de indicação política na EBC, e disse que a emissora fechou um pacote para a transmissão das divisões de baixo dos campeonatos regionais e da série D do Brasileiro. Fontes da EBC dizem que não há nenhum processo na emissora regularizando essas transmissões, que custariam 6 milhões de reais. O ex-diretor teria manifestado temor de complicações com o TCU e outros órgãos de controle. O ministro Edinho Silva nega os custos para transmissão dos jogos. Segundo ele, os direitos de transmissão são praticamente cedidos à emissora”.