Abril adotará paywall a partir de março

Em entrevista a Karina Julio, do Meio & Mensagem, Isabel Amorim, diretora de Mercado do Grupo Abril, informou que, após investir em branded content, big data, clubes de assinatura e serviços de assistência pessoal em 2016, este ano a empresa segue na busca por novas fontes de receita e, a partir de março, implementará o paywall nos sites de suas revistas. Segundo ela, ainda sem valor definido, a cobrança será feita por título e deverá começar por Superinteressante ou Quatro Rodas. Em princípio, não assinantes terão acesso de dez a 15 conteúdos online gratuitos, em modelo similar a veículos como Folha de S.Paulo e Estadão. Isabel afirmou ainda que, com isso, a empresa segue uma tendência global e que tenta monetizar sua audiência. Além do limite de acessos, o grupo vai investir na comercialização de newsletters e aplicativos pagos. “Um jornalismo que não é rentável não é independente”, avalia. “Temos hoje 69 milhões de usuários e queremos monetizar essa audiência. Uma audiência baseada em CPM (custo por impressão) não é uma realidade que funcione a longo prazo”. A empresa responsável pelo desenvolvimento do paywall é a Piano. Dentre os 29 títulos da editora, ainda não estão definidos quais entrarão no sistema pago, além de Super e Quatro Rodas. Confira a íntegra da entrevista.